O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), com o apoio do CREA-PR, realizou nesta terça-feira, em Curitiba, o evento “Sociedade 5.0: Moldando o Futuro – Inovação, Tecnologia e Ética para a Engenharia e Geociências”, voltado à capacitação técnica e reflexão crítica de profissionais das Engenharias, Agronomia e Geociências diante dos desafios e oportunidades da era digital.

A abertura ficou a cargo do Presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, que destacou a relevância crescente de temas como ciência de dados e cibersegurança na formação e atuação dos profissionais. Ele também anunciou que o Instituto sediará, na próxima semana, o evento Data Science Summit 2025, reforçando o compromisso da instituição em fomentar o debate sobre inovação tecnológica. “Entendemos a importância de manter esse diálogo constante sobre o uso responsável da tecnologia e seu impacto na sociedade”, afirmou o presidente.

O encontro foi estruturado em três blocos temáticos, sendo o primeiro aberto com a palestra “Sociedade 5.0 e o Futuro das Engenharias, Agronomia e Geociências”, ministrada pelo Doutor em Engenharia de Produção, Ricardo Mendes Junior.

Durante sua apresentação, Mendes Junior contextualizou o conceito de Sociedade 5.0, introduzido em 2016 pelo governo japonês como uma resposta à chamada Indústria 4.0, proposta pela Alemanha no mesmo período. “Enquanto a Indústria 4.0 foca na automação e eficiência produtiva, a Sociedade 5.0 tem como meta colocar o ser humano no centro do desenvolvimento tecnológico, buscando o bem-estar coletivo e o equilíbrio entre progresso e qualidade de vida”, explicou.

O palestrante destacou que o conceito representa uma integração inteligente entre o mundo físico e o ciberespaço, promovendo uma convivência mais harmônica entre tecnologia e humanidade. “A Sociedade 5.0 vai além das chamadas cidades inteligentes. Ela propõe um modelo de transformação mais profundo, no qual a tecnologia é ferramenta, e não fim, voltada à solução de problemas sociais e à construção de comunidades mais justas e sustentáveis”, afirmou.

Mendes Junior também apontou que o papel das cidades é central nesse contexto. Citando o exemplo de Curitiba, ele lembrou as mudanças ocorridas desde a criação do IPPUC e dos primeiros planos diretores, há seis décadas. “Hoje lidamos com desafios completamente novos, como o envelhecimento populacional acelerado, desigualdades socioeconômicas, impactos climáticos e a transformação digital. É preciso pensar o planejamento urbano de forma integrada, com base em dados, inovação e empatia social”, destacou.

Segundo ele, conceitos como mobilidade inteligente, uso de big data, computação em nuvem e sustentabilidade urbana são pilares dessa nova era. “As cidades inteligentes buscam eficiência e conexão, mas a Sociedade 5.0 vai além, ela quer garantir que a tecnologia sirva às pessoas, e não o contrário”, completou.

Encerrando o primeiro bloco, o palestrante recomendou o livro “Society 5.0”, disponível gratuitamente na Amazon, que detalha as bases teóricas do conceito e seus desdobramentos práticos.

O evento seguiu com as mesas Redondas “Cidades Inteligentes e Inovação Tecnológica: Planejamento Urbano Inteligente, Mobilidade e Sustentabilidade”, com Eduardo Filipe Mazzarolo Marques, Roberto Gregorio da Silva Junior e Beatriz Barreto; “Planejamento Urbano Sustentável, BIM/CIM, BIM como ferramenta de fiscalização”, com Julianna Crippa, Oscar Ricardo Macedo Schmeiske e Sergio Scheer Consultor; “Energias Renováveis, Eficiência Energética”, com Rafael Ribeiro Sabetzki, Sergio Fernando Tavares e Maria do Carmo Duarte Freitas; “Boas Práticas Profissionais, Ética, Responsabilidade Técnica e Uso de Tecnologias”, com Clodomir Ascari (Presidente do Crea-PR), Ricardo Rocha de Oliveira (Assessor da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná) e Euclesio Manoel Finatti (Assessor do Crea-PR).

O conteúdo pode ser assistido na íntegra abaixo ou no canal do IEP no YouTube.

Assista ao evento completo abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) recebeu na sexta-feira (17/10), em seu auditório, a palestra “Projeto Arcanjo: engenharia colaborativa para resposta rápida a emergências climáticas”, ministrada pelo Engenheiro João Pedro Buiarskey Kovalchuk. O evento destacou a urgência de uma resposta tecnológica nacional diante do aumento de eventos climáticos extremos e apresentou o conceito de um veículo anfíbio de resgate – o Arcanjo – desenvolvido sob os pilares da Engenharia colaborativa e simultânea.

A palestra detalhou como as metodologias avançadas de engenharia podem acelerar o desenvolvimento de equipamentos especializados e estratégicos, essenciais para salvar vidas em situações críticas como inundações. O Engenheiro Kovalchuk sublinhou que a ciência é clara: “As mudanças climáticas não são uma ameaça futura – estão acontecendo agora. O desafio real não é mais entender o problema, mas sim implementar soluções eficazes em escala suficiente para proteger vidas e comunidades”.

O evento foi aberto pelo Presidente do IEP, o Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, que reafirmou a importância do instituto como polo de desenvolvimento e integração profissional. “Esta palestra é fundamental, pois visa um trabalho coletivo, social e ambiental, focado em resolver muitos dos problemas da nossa sociedade”, declarou.

O presidente destacou o papel da engenharia na busca por soluções, e aproveitou o momento para convidar os associados a participarem das atividades do Instituto, informando algumas atividades da agenda. Ao final, ressaltou a visão de futuro da entidade. “Nós queremos protagonismo e resultado e a engenharia mostrando que pode estar pronta para quando for necessário”.

Projeto Arcanjo

O cerne do Projeto Arcanjo é o desenvolvimento de um veículo de resgate anfíbio, de alta confiabilidade e fácil manufaturabilidade, projetado para operar onde máquinas comuns falham. “É uma resposta tangível e imediata às necessidades críticas enfrentadas pelas equipes de resgate, integrando a engenharia colaborativa para eliminar retrabalho e reduzir o tempo de desenvolvimento em até 40%”.
A motivação para o “Arcanjo” surge de uma falha crítica no sistema de resgate atual: “Não temos uma solução eficiente. Os equipamentos são inadequados. Escavadeiras destroem tudo no caminho; tratores são inúteis devido à construção inadequada, e veículos 4×4 são muito baixos para a operação em enchentes. Máquinas adequadas são raras e extremamente caras”, justificou.

De acordo com ele, o Projeto Arcanjo nasceu para preencher essa lacuna. Trata-se do desenvolvimento de um veículo especializado, projetado para operar nas condições mais desafiadoras, combinando mobilidade extrema, capacidade anfíbia e alta confiabilidade.

O protótipo possui especificações técnicas inovadoras, inspiradas em referências mundiais como o veículo ucraniano Sherp, mas com foco em manufaturabilidade local e padronização, e deve ser maximamente confiável e fácil de produzir. “A nossa análise de contexto mostrou que precisamos de pneus especiais, grandes ângulos e a capacidade de flutuação, tudo combinado com manufaturabilidade melhorada. A boa notícia é que esse conhecimento e os recursos para construir esse veículo especializado existem aqui no Paraná”, garantiu.

Engenharia colaborativa e simultânea

O diferencial do Projeto Arcanjo é a metodologia de desenvolvimento, que abandona o modelo sequencial. A Engenharia Colaborativa e Simultânea (ou Concurrent Engineering) promove a integração de equipes multidisciplinares – de mecânica à eletrônica, de fornecedores a projetistas – desde as fases iniciais, garantindo a validação cruzada contínua.

A Engenharia Colaborativa representa uma transformação fundamental. “Ela elimina o retrabalho, pois identificamos conflitos de projeto precocemente. Estudos mostram que podemos obter reduções de até 30% no tempo de desenvolvimento e 25% nos custos totais de engenharia”, explicou o palestrante. No Arcanjo, isso significa que “enquanto o sistema de tração hidráulica está sendo detalhado, simultaneamente ocorrem o dimensionamento estrutural e o projeto dos sistemas de flutuação”.

Essa abordagem integrada visa garantir a manufaturabilidade no DNA do projeto (Design for Manufacturing – DFM), com geometrias simplificadas, modularidade e a máxima utilização de partes automotivas comerciais. “Ao contrário das abordagens tradicionais, onde a manufaturabilidade é uma revisão posterior, no Arcanjo ela é um requisito de primeira ordem”, disse.

Protagonismo e parcerias estratégicas

O projeto conta com um ecossistema diversificado de parceiros, incluindo a indústria regional, instituições acadêmicas e órgãos governamentais, garantindo suporte institucional e técnico abrangente.

Kovalchuk ressaltou a importância da ação imediata e do protagonismo da engenharia paranaense. “Um dos pontos mais importantes é o total apoio da indústria, governo, sociedade civil e outras entidades. É isso que o IEP, com o apoio de seus associados, pode proporcionar”, afirmou, listando o suporte de especialistas do Exército Brasileiro, Defesa Civil, Bombeiros e instituições de ensino.

“Nós queremos soluções, soluções rápidas. Nossa meta é ter o primeiro protótipo funcionando, andando pelo menos, e entrando e saindo das valetas, porque precisa ser testado, até março de 2026, e operando durante o ano que vem inteiro. O futuro da engenharia brasileira passa pela colaboração inteligente e execução ágil. O Arcanjo é apenas o começo”, concluiu o palestrante.

Assista ao evento completo abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Organização das Nações Unidas (ONU), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Catedral Jaime Lerner, por meio da Câmara Técnica Arquitetura e Urbanismo irão realizar o evento com o tema “Sustentabilidade Ambiental Urbana: Conhecimento em Debate” no dia 23 de outubro a partir das 14h00, no Centro de Eventos do IEP e com transmissão pelo canal do YouTube.

“Sustentabilidade Ambiental Urbana: Conhecimento em Debate”, uma iniciativa fundamental para aprofundar as discussões sobre o futuro das cidades. Com um alinhamento às diretrizes da ONU-Habitat, o evento foca na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com ênfase no ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), e integra os ODS 10 (Redução das Desigualdades) e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima). Nosso objetivo é fomentar o debate qualificado e dar visibilidade aos avanços e trabalhos realizados pelo PPGSAU e pela Cátedra Jaime Lerner neste campo vital.

A programação é estruturada em dois módulos: O “Desafios Urbanos Emergentes”, abordará as complexidades das mudanças ambientais globais, as desigualdades socioeconômicas e a urgência de políticas públicas inovadoras para a construção de ambientes urbanos mais resilientes e inclusivos. Em seguida, “Integrando Dados para a Sustentabilidade Urbana”, explorará a Análise do Ciclo de Vida e o papel transformador da coleta, análise e integração de dados e inovações tecnológicas no planejamento urbano e na tomada de decisões, visando cidades mais inteligentes e centradas nas pessoas.

PROGRAMAÇÃO:

Abertura:

Módulo 1: Desafios Urbanos Emergentes – Palestras

Módulo 2: Integrando Dados para a Sustentabilidade Urbana – Palestras

PALESTRANTES:

Nelson Luiz Gomez – É Analista de Sistemas – UFPR, Engenheiro Eletricista – UFPR, Mestre em Administração – UFPR, Bacharel em Direito – UniCuritiba. Foi engenheiro da Copel, Professor da UFPR, e advogado, além de sua extensa carreira ligada a entidades, só no IEP já exerce o seu 3° mandato como Presidente da Instituição.

Elise Bonato – É Arquiteta e Urbanista formada pela PUC e Coordenadora da CT Arquitetura IEP. Possui diploma binacional em Gestão Técnica do Meio Urbano pela Universitee de Tecnologie de Compiegne (GTU/PUC), pós-graduação em engenharia ambiental pela UFPR e MBA em gestão ambiental. Profissional com 33 anos de atuação junto a Secretaria de Urbanismo, Secretaria de Obras, Secretaria de Saneamento e Câmara Municipal de Curitiba. Acompanhamento do Plano Diretor do Município de Curitiba e região metropolitana. Membro participante de diversos conselhos da capital e região metropolitana. Membro do PDUI/PRÓ -METROPOLE, ACP, G11/IEP e conselho deliberativo do IEP.

Ilana Lerner – Presidente do Instituto Jaime Lerner. Jornalista graduada pela Universidade Federal do Paraná (1991), preside o Instituto Jaime Lerner. Foi responsável pela gestão da Biblioteca Pública do Paraná e exerceu a função de diretora do Museu Oscar Niemeyer. Atuou como coordenadora dos Jogos Mundiais da Natureza, do Festival de Teatro de Curitiba e de diversos projetos de comunicação integrada, relações com a imprensa e publicações editoriais.

Marina Sutile de Lima – Arquiteta e urbanista formada pela Universidade Federal do Paraná, onde foi reconhecida com o terceiro lugar geral de sua turma. É mestre em Planejamento Urbano pela mesma instituição, tendo sua dissertação premiada nacionalmente como a melhor da área de Planejamento Urbano e Regional nos anos de 2022 e 2023. Atualmente, é doutoranda em Gestão Urbana pela PUCPR, com pesquisas voltadas a sistemas alimentares sustentáveis e segurança alimentar nas cidades.
Desde 2019, integra a equipe da Jaime Lerner Arquitetos Associados, onde atua na coordenação e desenvolvimento de projetos complexos. Suas principais frentes de trabalho envolvem projetos de requalificação de parques urbanos, reabilitação de áreas centrais, masterplans para comunidades planejadas, paisagismo de parques e áreas verdes, além de projetos arquitetônicos de grandes equipamentos urbanos e acupunturas urbanas. Realizou intercâmbio acadêmico no Politecnico di Torino, na Itália, com bolsa da CAPES, onde cursou disciplinas de pós-graduação e teve experiência profissional em um grande escritório local. Foi treinadora certificada de Archicad pela Graphisoft por cinco anos. Atualmente, também coordena as Visitas Guiadas ao Instituto Jaime Lerner, iniciativa que já recebeu mais de mil visitantes.

Caren Silva – É uma Arquiteta e Urbanista, Vice-Coordenadora da CT de Arquitetura e Urbanismo do IEP. Gerente de Projetos e Contratos com mais de 20 anos de experiência multinacional, consolidando-se como uma especialista em gestão de projetos, arquitetura, urbanismo e qualidade. Sua atuação abrange diversos países, onde aplicou sua expertise em contextos globais e coordenou equipes multiculturais, o que a torna uma líder inspiradora e uma profissional altamente qualificada.

Tatiana Maria Cecy Gadda – Recebeu seu PhD em Ciências Ambientais Humanas e da Terra (PhD em “Earth and Human Environmental Science”) pela Universidade de Chiba no Japão em abril de 2006. Durante seu doutorado na Universidade de Chiba foi também pesquisadora – na Unidade de Desenvolvimento Internacional e Planejamento Regional (RCast) da Universidade de Tóquio no Japão. De 2006 ao fim de 2008, Tatiana se juntou ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade das Nações Unidas (UNU IAS) onde fez pós-doutorado no programa urbano. Neste período esteve encarregada do Programa Urbano da UNU-IAS como Senior Programme Administrator. Em seu pós-doutorado ela pesquisou sobre os desafios da agenda verde para centros urbanos através da análise dos padrões de consumo de serviços ecossistêmicos. Tatiana tem um Mestrado Científico em Planejamento Físico (“Spatial Planning”) pelo “Royal Institute of Technology” (KTH), na Suécia. É graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Tatiana é Professora Associada do Departamento de Construção Civil da UTFPR. A partir de 2012 iniciou um trabalho multidisciplinar na UTFPR com a coordenação do Programa Studio Cidades e Biodiversidade, conduzindo pesquisa em 2 áreas: Urbanização e Mudanças Ambientais Globais e Smart Cities. Ela é membro científico do Intergovernmental Platform for Biodiversity and Ecosystem Services (IBPES) e da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES). Atualmente Tatiana está interessada em conduzir pesquisa em áreas relacionados com: (1) Como conciliar bem-estar humano e a capacidade de carga dos ecossistemas, (2) Como as cidade podem melhor gerir a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos dos quais dependem, (3) Como contribuir com conhecimento para o nexo alimento-água-energia, (4) Soluções baseadas na natureza e adaptação urbana às mudanças ambientais globais e, (5) contribuição de conhecimento com dados quantitativos de tele acoplamentos urbanos.

Eduardo Krüger – Professor do Magistério Superior, Eng. Civil (Universidade Católica de Petrópolis, RJ), Doutor em Arquitetura (Leibniz Universität Hannover, Alemanha), UTFPR. Engenheiro Civil (UCP, Petrópolis, 1989), com mestrado em Planejamento Energético (COPPE/UFRJ, Rio, 1993) e doutorado em Arquitetura (Leibniz Universität Hannover, Alemanha, 1998), com pós-doutorado em Israel, Reino Unido e Alemanha. Professor Titular do Departamento de Construção Civil da UTFPR e dos Programas de Pós-Graduação Engenharia Civil e Sustentabilidade Ambiental Urbana. Atua nas áreas de Conforto Ambiental e Climatologia Urbana.

Tamara van Kaick – Bióloga e Professora do Magistério Superior – UTFPR. Professora Associado da UTFPR Campus Curitiba, Assessora de Sustentabilidade Institucional, Bióloga Especialista em microbiologia aplicada, Mestrado em Inovação Tecnológica e Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Cássia Ugaya – Professora na UTFPR, foi consultora do PNUMA e é bolsista produtividade do CNPq com o projeto Avaliação da Sustentabilidade do Ciclo de Vida de Cidades. Engenharia Mecânica, mestre em Planejamento Energético e Doutora no tema de Avaliação do Ciclo de Vida, cofundou a Rede Ibero Americana e a Associação Brasileira de Ciclo de Vida (ABCV). Realizou palestras em diversos países. Recebeu prêmios da Associação de Engenharia Automotiva e da ABCV. Apoia governo e empresas no tema de ACV.

Fabio Puglieri – Professor do Ensino Superior – UTFPR. Graduado em Engenharia de Produção pela UFSCar e mestre e doutor em Engenharia de Produção pela USP São Carlos com período sanduíche pela University of California – Berkeley. Atua com pesquisas envolvendo estratégias corporativas sustentáveis, Avaliação e Gestão do Ciclo de Vida, Economia Circular, ESG e Carbono. Atualmente é professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR-PG) e professor permanente do PPGEP-PG e PPGSAU-CT.

Inscreva-se, participe e saiba como contribuir para a Sustentabilidade Global.

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e o Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica – CIGRÉ deram início nesta quinta-feira (09.10) ao 2º Seminário IEP – CIGRÉ: Integração das Novas Energias Renováveis aos Sistemas de Potência.

O Diretor Técnico IEP, Eng. Civil Luiz Henrique Felipe Olavo, representando o Presidente, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu a presença de todos e destacou a realização do seminário. “O evento, que se estende até nesta sexta-feira (10.10) foca na urgência de conciliar o crescimento exponencial da geração limpa com a estabilidade e resiliência das redes elétricas”, afirmou.

A abertura foi conduzida pelo coordenador do seminário, Niromar A. de Rezende, mestre em Sistemas Elétricos de Potência e Diretor Técnico Científico da Academia Paranaense de Engenharia (APE). Ele destacou a necessidade de o setor correr atrás do prejuízo provocado por um crescimento das renováveis que, embora essencial para a descarbonização, tem gerado problemas operacionais globais.

“A área de energia está crescendo meia Itaipu por ano no Brasil. A cada dois anos, temos uma nova Itaipu”, afirmou Rezende, ressaltando o crescimento de 5,9 GW de novas energias na matriz elétrica brasileira apenas em 2025. O coordenador apontou uma correlação entre o aumento vertiginoso da potência instalada das novas energias e uma série de incidentes recentes em sistemas de potência, citando um caso notório na Península Ibérica.

“Em vários países do mundo, aconteceram vários percalços, que fizeram levantar a suspeita quanto à redução da resistência e a resiliência dos sistemas elétricos de potência”, explicou. Este cenário motivou o tema central do seminário: buscar uma forma mais prudente e adequada de integrar essas fontes, respeitando as particularidades da infraestrutura elétrica existente.

“Nós precisamos dessas energias [alternativas], mas precisamos também saber usá-las de uma forma mais prudente, mais adequada, respeitando os sistemas de potência”, resumiu. A expectativa é que as discussões apontem caminhos para que as novas energias “possam cumprir o seu papel importantíssimo perante o meio ambiente, mas sem comprometer a operação e o fornecimento de energia para os consumidores finais”.

Programação

A primeira palestra foi apresentada por Victor Ribeiro, doutorando em Sistemas Elétricos de Potência, Consultor Estratégico da Thymos Energia e Coordenador do evento pelo CIGRÉ. Ele falou sobre “A Crescente Participação de Inverter Based Resources (IBR) e a Redução da Robustez e Resiliência dos Sistemas Elétricos de Potência”.

Na sequência, Alexandre Rasi Aoki, Doutor em Engenharia Elétrica, professor na UFPR e membro do CIGRÉ, abordou a “Integração de Recursos Energéticos Distribuídos em Sistemas de Distribuição”.

Fragilidade da rede elétrica

O rápido e expressivo aumento da geração eólica e solar no Brasil, embora essencial para a transição energética, está cobrando um preço alto na robustez e resiliência do Sistema Elétrico de Potência (SEP), alertou Victor Ribeiro em sua palestra. Ele também apontou que o foco dos incentivos falhou ao negligenciar a infraestrutura de suporte.

O especialista destacou que a rede brasileira não foi preparada para o nível de concentração de fontes IBR. “O grande problema é o desequilíbrio de incentivos. Colocamos um foco enorme em novas fontes, mas não tivemos a contrapartida necessária em modernização e preparação da rede”, afirmou Ribeiro.
Citou a explosão da micro e da minigeração distribuída, que saltou de 1 GW para impressionantes 42 GW em poucos anos, sem o acompanhamento de sistemas de controle adequados. A falta de modernização dos sistemas supervisórios e a não implantação de ferramentas avançadas impediram o estabelecimento de limites saudáveis de inserção para as novas usinas, resultando em uma concentração desmedida que hoje onera todo o sistema.

Ciclo vicioso

A consequência desse desequilíbrio é um ciclo vicioso com perdas para todos, o chamado “perde-perde”. A falta de robustez do sistema leva ao curtailment (restrição de produção), obrigando usinas eólicas e solares a paralisarem, mesmo com vento e sol. Mais grave ainda, a alta penetração de fontes não-síncronas, que não fornecem a inércia essencial para estabilidade, aumenta a vulnerabilidade a grandes perturbações, como o blackout em cascata ocorrido em 15 de agosto de 2023. “Nós incentivamos muito os carrinhos da montanha-russa, mas não protegemos quem mantém a estrutura de pé”, disse, referindo-se aos geradores síncronos (hidrelétricas e termelétricas) que hoje estão mais exigidos para atender a elevada rampa hidráulica ao anoitecer.

Para reverter o quadro, Ribeiro apontou que a solução passa por uma mudança urgente na regulamentação e em investimentos em tecnologia. “O futuro sustentável exige sinais econômicos claros para remunerar serviços de rede”, defendeu. Ele propõe um aperfeiçoamento regulatório para pagar pelo atributo certo, – ou seja, remunerar adequadamente os serviços ancilares e a flexibilidade. Além disso, é crucial implementar métricas e sistemas de monitoramento avançado (como o nível de curto-circuito por área geográfica) para impor limites saudáveis de inserção de eólica e solar. “A meta é criar um ciclo virtuoso, onde uma rede forte e confiável possa acolher, sem perdas, todo o potencial das energias renováveis, garantindo o ganha-ganha para todos”, finalizou.

Mudança urgente

A explosão da geração solar e a iminente chegada em massa de baterias e veículos elétricos transformaram o sistema elétrico de distribuição em um mundo onde pode tudo, mas a capacidade de planejamento e operação da rede ficou para trás. Este foi o diagnóstico central de Alexandre Aoki, em sua palestra. Segundo o especialista, a rede evoluiu de forma unidirecional para um sistema complexo com injeção de energia, forçando transformadores a operarem em fluxo reverso e causando problemas críticos como a sobretensão nos alimentadores.

Aoki destacou a magnitude da avalanche solar, com a micro e minigeração distribuída, superando os 43 GW de potência. “A tecnologia barateia e se espalha rapidamente. A próxima avalanche são os veículos elétricos e baterias”, afirmou. “Em algumas concessionárias, metade das subestações já enfrentam fluxo reverso nos horários de pico solar, operando transformadores abaixadores como se fossem elevadores”, revelou, sublinhando que o ONS (Operador Nacional do Sistema) não consegue enxergar esses problemas na última milha.

Fluxo de potência

Para retomar o controle, o caminho passa pela tecnologia e pela regulação. A concessionária de distribuição precisa evoluir para um Operador do Sistema de Distribuição, utilizando sistemas avançados capazes de gerenciar e monitorar o fluxo de potência. Do ponto de vista técnico, estudos mostram que o armazenamento de energia com baterias é uma solução-chave, capaz de absorver excessos e descarregar em momentos de falta, eliminando os efeitos negativos de sobretensão. Além disso, o simples uso do controle Volt-Var presente nos inversores pode aumentar a capacidade de hospedagem da rede, mas está sendo subaproveitado.

Essa transformação, porém, esbarra no dilema do custo e da regulação. “A regulação sobre baterias e REDs é complexa e precisa ser construída por camadas”, explicou Aoki, enfatizando que é urgente criar o lado econômico que remunere os serviços ancilares prestados por baterias e inversores. Caso contrário, o equilíbrio financeiro das concessionárias pode ser ameaçado. “Toda tecnologia tem custo, e esse custo se transforma em tarifa. Temos que dosar essa evolução para não onerar o consumidor”, concluiu o especialista, defendendo que a integração DSO-TSO, onde a distribuição e a transmissão trabalham de forma coordenada, é o objetivo para garantir uma transição energética sustentável e de qualidade.

Segundo dia

O evento prosseguiu na sexta-feira (10.10) com as palestras de Roman Kuiava, Doutor e Pós-Doutor em Engenharia Elétrica, Prof. no Departamento de Engenharia Elétrica da UFPR, que trouxe ao encontro o tema “Estabilidade e Controle de Frequência em Sistemas Elétricos com Alta Penetração de Geração Eólica e Solar, Desafios e Soluções”. A seguir Raphael A. de Souza Benedito – Doutor em Sistemas Elétricos de Potência, Prof. no Departamento de Eletrotécnica da UTFPR, tratou da “Estabilidade e Controle de Tensão em Sistemas Elétricos de Potência, Visão Geral e Novos Desafios com a Transição Energética”.

O Seminário encerrou com uma Mesa Redonda com a participação dos Palestrantes e tendo como moderador o Prof. Niromar Alves de Rezende.

Confira os evento na íntegra abaixo ou no canal do IEP no YouTube:

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) promove a palestra com o tema “Projeto Arcanjo: Engenharia Colaborativa para Resposta Rápida a Emergências Climáticas”, com o palestrante Eng. João Pedro Buiarskey Kovalchuk, no dia 17 de outubro, às 19h00 no Auditório do 2° andar.

João Pedro Buiarskey Kovalchuk

Engenheiro multidisciplinar com mais de 25 anos de experiência em empresas nacionais e multinacionais dos setores industrial e agrícola. Doutorando em Engenharia Química, Mestre em Engenharia da Produção e graduado em Engenharia Elétrica pela UFPR, com especializações em Mecatrônica, Robótica e Telecomunicações. Atua na gestão de inovação, desenvolvimento de patentes, captação de recursos junto a agências de fomento e implementação de projetos de otimização e redução de custos. Lidera equipes em iniciativas complexas, integrando pesquisa, tecnologia emergente e eficiência operacional. Sólida atuação em gestão de crise, análise estratégica e tomada de decisão baseada em dados, sempre com foco em resultados, sustentabilidade e competitividade organizacional.

Ingresso: 1kg de alimento não perecível para ser doado às famílias carentes

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) sediou neste sábado o Seminário Internacional “Territórios do Amanhã: Arquitetura, Urbanismo e Engenharia na [R]Evolução Urbana”, organizado pela Câmara Técnica de Arquitetura e Urbanismo e que reuniu especialistas do Brasil e do exterior para discutir os principais desafios e inovações que moldam o futuro das cidades.

“É com enorme satisfação que declaramos abertas as atividades deste seminário, acolhendo com especial alegria todos os participantes que se deslocaram de outras regiões, em especial nossos convidados vindos de Angola, Luanda, Nigéria, Portugal e Alemanha, cuja presença honra e engrandece este encontro”, deu as boas-vindas o Presidente, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez. “Expressamos nossa profunda gratidão à Elise Bonato e à Carmen Silva, que estiveram à frente da organização desta iniciativa com exemplar dedicação, bem como aos diretores aqui presentes, cujo apoio tem sido fundamental para a concretização deste momento, particularmente relevante em um período em que nossa cidade vive intensa discussão acerca do novo Plano Diretor”, disse, lembrando que o IEP tem atuado ativamente neste debate, contribuindo com propostas consistentes. “Hoje não nos deteremos apenas às estruturas que compõem o microcosmo de uma edificação, mas ampliaremos nosso olhar para o macrocosmo das cidades e para os múltiplos elementos que as constituem, com o propósito de compartilhar experiências e construir soluções coletivas que nos permitam trilhar caminhos mais seguros, orientados por resultados previsíveis e sustentáveis”, encerrou.

“É com grande honra que recebemos todos os presentes a este seminário, onde reunimos especialistas de renome nacional e internacional com o propósito de refletir de forma qualificada e colaborativa sobre os desafios e as oportunidades que se apresentam diante da revolução urbana em curso, buscando, por meio do diálogo e da convergência de saberes, construir caminhos que nos permitam conceber e implementar cidades mais sustentáveis, inclusivas e resilientes, plenamente preparadas para responder às transformações profundas que vivemos em nosso tempo”, falou a Coordenadora da Câmara Técnica de Arquitetura e Urbanismo, Arquiteta e Urbanista Elise Bonato.

O evento foi conduzido pela Arquiteta e Urbanista Caren Silva, Coordenadora e idealizadora do Seminário, que apresentou os palestrantes da manhã: Osvaldo Fortes, de Angola, Kahina Ferreira, também de Angola, sobre identidade cultural e relevância arquitetônica; Leticia Kunow (Alemanha) e Christiana Omolara Agyeno (Nigéria/Alemanha), e Innocent Antoine Houedji, do Benin. À tarde, o destaque foram os painéis com a participação de Paulo Franco (Portugal), Luiza Milagres (Brasil), Mariana Diniz (Brasil) e Natalia Cabrita (Brasil); as reflexões sobre ocupação metropolitana com Patricia Cherobim, patrimônio cultural no Paraná com Roberto Pilotto e aplicações de radiestesia ambiental e geobiologia em arquitetura e urbanismo com Bernadete Dobignies. Também, a palestra de Fernanda Brocardo sobre o uso do BIM no planejamento urbano e a de Thomaz Ramalho, sobre o processo de revisão do Plano Diretor de Curitiba previsto para 2025.

O conteúdo pode ser acompanhado na íntegra abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:

O Instituto de Engenharia do Paraná – IEP, com o apoio do CREA-PR, promovem o evento “Sociedade 5.0: Moldando o Futuro – Inovação, Tecnologia e Ética para a Engenharia e Geociências”, no dia 21 de outubro, com início às 08h30, no Centro de Eventos com transmissão online.

O evento é voltado para a capacitação, atualização técnica e reflexão crítica dos profissionais das engenharias, agronomia e geociências diante dos desafios e oportunidades da era digital.

PROGRAMAÇÃO:

BLOCO 1:

| 08h30: Café da Manhã

| 08h45: Abertura com autoridades

| 09h00: Palestra “Sociedade 5.0 e o Futuro das Engenharias, Agronomia e Geociências”, com Ricardo Mendes Junior e Ana Cristina Wollmann Zornig Jayme.

| 10h30: Mesa Redonda – Cidades Inteligentes e Inovação Tecnológica: Planejamento Urbano Inteligente, Mobilidade e Sustentabilidade. Com: Eduardo Filipe Mazzarolo Marques, Roberto Gregorio da Silva Junior e Beatriz Barreto

| 12h00: Intervalo

BLOCO 2:

| 13h30: Mesa redonda – Planejamento Urbano Sustentável, BIM/CIM, BIM como ferramenta de fiscalização. Com: Julianna Crippa, Oscar Ricardo Macedo Schmeiske e Sergio Scheer Consultor

| 14h30: Mesa redonda – Energias Renováveis, Eficiência Energética. Com: Guido Petinelli, Sergio Fernando Tavares e Maria do Carmo Duarte Freitas

| 15h30: Coffee Break

BLOCO 3:

| 16h00: Fábrica de Ideias de Orientação Profissional: Boas Práticas Profissionais, Ética, Responsabilidade Técnica e Uso de Tecnologias. Com: Clodomir Ascari, Ricardo Rocha de Oliveira e Euclesio Manoel Finatti

| 17h30: Encerramento

CONHEÇA OS PALESTRANTES:

Ricardo Mendes Junior
Doutor em Engenharia de Produção

Engenheiro Civil (UFPR), Mestre em Métodos Numéricos para Engenharia Civil (URFGS), Doutor em Engenharia de Produção e Sistemas (UFSC), Pós-doutorado em TIC aplicada à Construção Civil e professor titular aposentado da UFPR. Professor colaborador no Programa de Pós-graduação em Gestão da Informação da UFPR. Consultor Sênior em Projetos e Inovação na Mais Gemba. Organizador do Open Data Day Curitiba. Fundador da CityVista. Autor do livro Sociedade 5.0 A revolução digital e seus impactos (www.sociedade50.com).

Ana Cristina Wollmann Zornig Jayme
Arquiteta e Urbanista

Arquiteta e Urbanista, mestre em Governança e Sustentabilidade, com MBA Executivo pela Fundação Getúlio Vargas e especialização em Liderança e Gestão Pública pelo Center for Public Leadership e pela Harvard Kennedy School. Com mais de 30 anos de experiência na Prefeitura de Curitiba, atualmente lidera projetos voltados à resposta às mudanças climáticas. Presidente do IPPUC, integrou o Grupo de Trabalho de Eletromobilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional, é membro da Rede Mulheres em Movimento e da rede de líderes e professores do Centro de Liderança Pública (CLP). Recentemente, foi selecionada para o Programa de Educação Executiva para Líderes de Cidades – Transformando a Mobilidade Urbana, da London School of Economics (LSE), em parceria com a TUMI e o C40 Cities.

Eduardo Filipe Mazzarolo Marques
Empresário

Empreendedor com 13 anos de experiência em negócios voltados para cidades inteligentes e ESG. Atualmente, atua como sócio-conselheiro de finanças, estratégia e inovação no iCities – The Smart Cities Hub, empresa representante oficial da Fira Barcelona no Brasil, e que promove eventos internacionais no país, missões técnicas e programas de desenvolvimento de smart cities junto a Prefeituras e Governos Estaduais. É formado em Engenharia de Produção Civil pela UTFPR e possui pós-graduação em Engenharia de Negócios pela FAE Business School. Além de sua paixão por música, é profundamente dedicado ao desenvolvimento de pessoas, sempre buscando integrar inovação e sustentabilidade em seus projetos.

Roberto Gregorio da Silva Junior
Doutor em Administração

Doutor e Mestre em Administração, Especialista em Engenharia de Produção e Engenheiro Mecânico. É Professor da UFPR, Vice-presidente de Mobilidade Urbana do Instituto Smart City Business America e membro da Academia Paranaense de Engenharia. Possui mais de 45 anos de experiência profissional. Entre outras funções, foi Presidente da Urbanização de Curitiba S.A. e do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade, Diretor Geral da Casa Civil do Paraná, Diretor do Lactec, Superintendente do Cetis e da Escoelectric, Conselheiro do CREA/PR e do CONFEA e na UFPR, Chefe do Departamento de Transportes, Superintendente do ITTI e Conselheiro no COPLAD.

Beatriz Barreto (Mediadora)
Consultora da BID

Consultora do BID em Governo Digital. Especialista Sênior associada à UNU-EGOV. Coordenadora e Membro da Comissão Técnica de Avaliação do índice Oferta de Serviços Públicos Digitais da ABEP-TIC, edições 2020 a 2023. Coordenadora da trilha Governo Digital no DGO. Coordenadora da trilha Setor Público e Indústria no ICEGOV. Coordenadora do Brasil na Rede Acadêmica de Governo Aberto. Pesquisadora, Professora e Coordenadora de Pós-Graduação em Governo Digital e Cidades Inteligentes. Pós-Doutorado em Gestão Urbana, Cidades Inteligentes, Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Doutorado em Administração, Universidade Federal do Paraná e Centro de Tecnologia em Governo da Universidade Estadual de Nova York em Albany. Mestre em Administração, Pontifícia Universidade Católica do Paraná. MBA Internacional em Governo Eletrônico, NestBoston/UNA-MG. Foi conselheira do Conselho Consultivo do CONIP. Participou da e-PING Padrão de Interoperabilidade do Governo Brasileiro. Foi Analista Sênior da Companhia de TIC do Governo do Paraná CELEPAR, coordenou a divisão de Governo Eletrônico, em 2006 recebeu o prêmio CONIP de excelência Uso Corporativo do SMS no Governo do Paraná. Recebeu em Viena o prêmio Best Paper Finalist Highly Commended Paper, pelo artigo Relations Among Governmental Project Actor: The Case of Paraná Gov.

Julianna Crippa
Doutora em Engenharia de Construção Civil

Engenheira Civil, doutora em Engenharia de Construção Civil pela UFPR, com pesquisa voltada à integração de BIM, CIM, GIS e Avaliação de Sustentabilidade do Ciclo de Vida para infraestrutura urbana. Atua como consultora BIM/CIM no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) e é coordenadora da pós-graduação em Gestão de Projetos com Colaboração BIM e Lean Construction no IDD. Fundadora da WeCity Engenharia Urbana, possui experiência em projetos públicos e privados, com foco em digitalização, interoperabilidade, gêmeos digitais e cidades inteligentes. É vencedora do Prêmio Regina Ruschel (2025) e finalista do Prêmio CBIC (2024).

Oscar Ricardo Macedo Schmeiske
Engenheiro Mecânico

Estudou Engenharia Mecânica na Universidade Federal do Paraná e Administração na Universidade Positivo. Atuou na área de informações estratégicas no Banco do Estado do Paraná e na Secretaria Especial de Governo do Estado do Paraná. Foi Coordenador de Tecnologia de Informações da Secretaria Estadual de Obras Públicas. Há 30 anos trabalha na área de informações do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, com destaque para atuação na área de Geoprocessamento. Atualmente é diretor do Hipervisor Curitiba.

Sergio Scheer (Mediador)
Consultor e Professor Sênior da UFPR

Consultor independente em TIC e BIM. Professor Sênior na Universidade Federal do Paraná onde foi Professor Titular de 1981 até 2017. Realizou estágio pós-doutoral na Universidade de Stanford (2015). Fundador do BIM Fórum Brasil em 2020, sendo seu primeiro vice-presidente e atualmente membro do conselho consultivo. É o diretor técnico da Building Smart Brasil desde novembro 2023. Especialista convidado para a formulação da primeira estratégia Nacional de Disseminação de BIM do Governo Federal (BIM BR) promulgada em 2018. Consultor contratado para elaborar a proposta de Plano de Trabalho da Nova Estratégia BIM BR que foi publicado em novembro de 2024.

Guido Petinelli
Área de Desenvolvimento e Negócios

Atua na área de Desenvolvimento de Negócios, com larga experiência nacional e internacional, reunindo pessoas, organizações e recursos com o objetivo de impulsionar a indústria da construção civil em direção às práticas sustentáveis. É fundador e CEO da Petinelli Inc, empresa de engenharia líder no Brasil em desempenho e bem-estar em edificações. Em 2019, foi premiado com o U.S. Green Building Council (USGBC) Leadership Award em reconhecimento pelas primeiras certificações LEED Zero Energy e LEED Zero Water no mundo. Em 2024, recebeu o Rising Star Award do International WELL Building Institute (IWBI). Por ter contribuído de forma significativa para o avanço de green building no mundo, Guido recebeu a distinção de LEED Fellow em 2018. Ele é Membro Fundador do GBC Brasil e foi Diretor de Desenvolvimento para o WorldGBC. Mestre em arquitetura pela McGil University (Montreal), Guido é especialista em empreendedorismo pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Sergio Fernando Tavares
Doutor em Engenharia Civil

Doutor em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005) e possui graduação em Arquitetura. Atualmente é professor sênior da Universidade Federal do Paraná no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil. Atuou no desenvolvimento de projetos industriais, de usinas hidrelétricas e outros projetos de grande porte. Pesquisa os seguintes temas relacionados à sustentabilidade de edificações: eficiência energética, análise de ciclo de vida, energia incorporada em edificações e materiais de construção, coberturas verdes, energias renováveis, além de educação e inovação tecnológica. Entre outubro de 2015 e novembro de 2016 realizou pós-doutorado na Universidade do Minho, Guimarães, Portugal, onde desenvolveu pesquisas sobre inventários de dados e protocolos adequados para análise de ciclo de vida em edificações mais sustentáveis. Participa com a Uminho em rede internacional sobre economia circular aplicada ao ambiente construído.

Maria do Carmo Duarte Freitas (Mediadora)
Doutora em Engenharia de Produção

Professora Titular do Departamento de Ciência e Gestão da Informação da Universidade Federal do Paraná, com sólida formação como Engenheira Civil, é doutora em Engenharia de Produção e Sistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003). Atualmente, é bolsista da Fundação Araucária (2025-2027) e sua atuação acadêmica e de pesquisa se concentra na interseção entre a inovação com a gestão, educação e engenharia. No campo da educação, seus temas de interesse incluem educação aberta, aprendizagem ativa, educação corporativa, competência docente digital e avaliação por competência, além de gestão da informação e do conhecimento, lean office e tecnologias da informação e comunicação (TICs). Na engenharia, atua com gestão de projetos, sustentabilidade e economia circular e, em 2024, iniciou um novo projeto de estudo sobre “Mulheres na Engenharia”.

Clodomir Ascari
Engenheiro Agrônomo

Engenheiro agrônomo especialista em Administração Rural, Agronegócio, Cooperativismo e Teologia, possui ampla experiência em gestão pública e institucional. Atualmente, é presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) para o mandato 2024–2026. Ao longo de sua trajetória, atuou como gerente de planejamento e novos negócios em cooperativa, presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Pato Branco, presidente da Federação das Associações de Engenheiros Agrônomos do Paraná (FEAPR) e vice-presidente da Confederação das Federações de Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab). Também exerceu funções como conselheiro, vice-presidente e diretor administrativo do Crea-PR, além de ter sido secretário de Agricultura e Meio Ambiente no município de Pato Branco.

Ricardo Rocha de Oliveira
Doutor em Engenharia Civil

Engenheiro Civil pela UEL – Universidade Estadual de Londrina (1984-1988), mestre em Engenharia (1993) e doutor em Engenharia Civil (2010) pela UFSC. Assessor da Direção de Ciência e Tecnologia da SETI-PR, Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Fevereiro de 2024 – em exercício; Ex-Presidente do Crea-PR, 2018-2023; Professor da Unioeste – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, desde 1995, atuando nos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Agrícola; Reitor da Unioeste – Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2003-2004), em que ocupou cargos de Diretor do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (2000-2003), Coordenador do Curso de Engenharia Civil em dois períodos (1995-1997 e 2012-2016), Chefe do Departamento de Engenharia (1998-1999). Além disso, foi Presidente da AEAC – Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Cascavel – em 2014 e 2015

Euclesio Manoel Finatti (Mediador)
Engenheiro Civil

Engenheiro Civil, pós-graduado em Engenharia de Produção, formado em Ciências Econômicas. Proprietário da Braengel – Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda; Diretor do Sinduscon – PR ao longo de mais de 25 anos; Coordenador do Programa Obra Prima e representante das 27 empresas que compuseram o Projeto Piloto; Ex-diretor da Ademi – PR; Conselheiro Deliberativo eleito do IEP de 2009-2011, 2012 – 2014 para a Câmara Especializada de Engenharia Civil do CREA-PR, e Conselheiro Deliberativo de 2015-2017; Coordenador do Sistema “Casa Inteligente” na FIEP – PR; Coordenador Nacional pela ABNT para criação da Norma do Sistema Wood Frame; Prêmio Green Leadership Award pelo Greenbuilding Brasil; Realizou viagens internacionais como consultor em negócios e liderando grupos de empresários da construção brasileira para: Alemanha, Amsterdam, Argentina, Áustria, Chile, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, França, Hong Kong, Inglaterra, Japão, Singapura, Suécia, Tailândia, Taiwan, Uruguai; Conselheiro e Vice-Presidente no Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Paraná; Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica Litorânea; Presidente da ABWF – Associação Brasileira de Wood Frame; Vice-Presidente do Comitê Estadual das Bacias Hidrográficas Paranaenses; Assessor governamental e empresarial da presidência do CREA – PR., Consultor empresarial na área da Construção Civil.

Ingresso: 1kg de alimento não perecível*.

Inscreva-se e participe!

O Instituto de Engenharia do Paraná – IEP e o Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica – CIGRE, promovem o Evento “2° SEMINÁRIO IEP – CIGRE” com o tema central “Integração das Novas Energias Renováveis aos Sistemas de Potência”, que acontecerá nos dias 09 e 10 de outubro, presencialmente no Centro de Eventos do IEP.

PROGRAMAÇÃO:

DIA 09/10 (quinta-feira)

19h00: Abertura com o Presidente do IEP, Eng. Eletricista e Advogado Nelson Luiz Gomez;

19h15: Apresentação dos palestrantes pelo Coordenador do evento pelo IEP, Niromar A. de Rezende, Mestre em Sistemas Elétricos de Potência e Diretor Técnico Científico da Academia Paranaense de Engenharia – APE;

19h20: Palestra “A Crescente Participação de Inverter Based Resources (IBR) e a Redução da Robustez e Resiliência dos Sistemas Elétricos de Potência”, com Victor Ribeiro – Doutorando em Sistemas Elétricos de Potência, Profissional da Thymos Energia, coordenador do evento pela CIGRE.

20h10: Palestra “Estabilidade e Controle de Frequência em Sistemas Elétricos com Alta Penetração de Geração Eólica e Solar, Desafios e Soluções”, com Prof. Roman Kuiava – Doutor e Pós-Doutor em Engenharia Elétrica, Prof. no Departamento de Engenharia Elétrica da UFPR.

21h00: Encerramento

DIA 10/10 (sexta-feira)

19h00: Palestra “Estabilidade e Controle de Tensão em Sistemas Elétricos de Potência, Visão Geral e Novos Desafios com a Transição Energética”, com Raphael A. de Souza Benedito – Doutor em Sistemas Elétricos de Potência, Prof. no Departamento de Eletrotécnica da UTFPR.

19h45: Palestra “Integração de Recursos Energéticos Distribuídos em Sistemas de Distribuição”, com Alexandre Rasi Aoki – Doutor em Engenharia Elétrica, Professor na UFPR e membro do CIGRE.

20h30: Início da Mesa Redonda do Evento com a participação dos Palestrantes e tendo como moderador o Prof. Niromar Alves de Rezende, Coordenador do Evento pelo IEP.

21h00: Encerramento do Segundo Seminário IEP – CIFRE.

Ingresso: 1kg de alimento não perecível para ser doado às famílias carentes

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) sedia nesta quarta-feira o 4º Fórum do Comitê de Estudos Temáticos Defesa Civil e Corpo de Bombeiros do Crea-PR, acompanhado por engenheiros, representantes de entidades de classe e autoridades. Sob o tema “A Segurança em Eventos Temporários e o Fortalecimento da Defesa Civil”, o encontro destaca a importância da prevenção, da fiscalização e da atuação multidisciplinar na proteção da vida e no planejamento urbano.

Em sua fala de abertura, o Presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, destacou a honra da instituição em sediar o encontro e fez um alerta sobre a necessidade de tratar estruturas provisórias com o mesmo rigor das permanentes. “Estamos honrados em compartilhar este evento com o Crea-PR. As construções e edificações para eventos temporários precisam ter o mesmo tratamento das permanentes. Quando tratamos algo como temporário, assumimos riscos muito maiores”, ressaltou, lembrando do papel do IEP em debates globais sobre planejamento urbano, energia sustentável, inteligência artificial e sustentabilidade ambiental, reforçando a proximidade da Casa da Engenharia com discussões de relevância internacional.

A abertura solene contou também com a presença do Eng. de Segurança do Trabalho Verginio Luiz Stangherlin, representando o presidente do Crea-PR, Eng. Agrônomo Clodomir Ascari. Em seu pronunciamento, Stangherlin ressaltou que preservar vidas é a essência da atuação dos engenheiros. “A preservação da vida é o nosso bem maior. Isso se traduz em inúmeras atitudes, sobretudo quando pensamos em como equiparar os eventos temporários em termos de prevenção e no papel dos profissionais que atuam de forma coletiva para garantir segurança”, afirmou.

O coronel Ivan Fernandes, do Corpo de Bombeiros e representante da Defesa Civil, destacou a natureza multidisciplinar dos temas abordados. “Os assuntos da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros são essencialmente multidisciplinares, especialmente no campo da Engenharia. A atividade de hoje mostra isso, seja na questão das edificações ou na gestão das cidades, onde muitos engenheiros têm papel fundamental. É importante trazermos a realidade do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil para esse diálogo”, pontuou.

“É uma satisfação trazer nosso comitê de estudo, que atua durante todo o ano, para este fórum. Cumprimento os colegas presentes e agradeço ao presidente Nelson por abrir as portas da Casa da Engenharia. O apoio do IEP e do Crea-PR são fundamentais para levarmos nossas discussões a nível nacional. O tema dos eventos temporários e do fortalecimento da Defesa Civil faz parte da nossa rotina e exige constante debate sobre estrutura, melhorias, fiscalização e legislação”, declarou o coordenador do Comitê de Estudos Temáticos Defesa Civil e Corpo de Bombeiros (CET DCB), Giovanne dos Santos Leite.

Ao longo do dia, o Fórum trará palestras como “Segurança em Eventos Temporários Palestrante”, ministrada pelo Major Angelino Siqueira, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná; “Atuação dos Engenheiros na Defesa Civil Palestrantes”, pelo coordenador do Comitê de Estudos Temáticos Defesa Civil e Corpo de Bombeiros (CET DCB), Giovanne dos Santos Leite; “Análise de Impactos Ambientais em Ocorrências de Sinistros Naturais e Antrópicos Palestrante”, por Felipe Marcel Dalmas Kotwiski e “Ações e fortalecimento da Defesa Civil nos incêndios florestais Palestrante”, pelo Major Daniel Lorenzetto (Defesa Civil), que podem ser assistidas também na íntegra abaixo ou no Canal do IEP no YouTube.

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) sediou nesta sexta-feira (19), no Centro de Eventos do IEP, o 4º Encontro Metropolitano de Gestores do Meio Ambiente. O evento, realizado de forma híbrida, foi organizado pelo IEP em parceria com a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) e o Rotary Club de Curitiba (Parque Barigui), com apoio da Prefeitura de Curitiba.

A iniciativa é uma promoção das Câmaras Técnicas de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Saneamento; de Cartografia, Geociências e Geotecnologias; e de Agronegócios, tendo como destaque os debates sobre legislação ambiental. A condução ficou a cargo do superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano da Prefeitura de Curitiba, Márcio Barros, e a coordenadora da Câmara Técnica de Meio Ambiente, Gina Guerra de Andrade, conduziu a apresentação das palestras. Entre os participantes, gestores ambientais de diversos municípios, diretores do IEP, coordenadores de câmaras técnicas e engenheiros.

A mesa de abertura contou com a presença do presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez; de Ibson Martins de Campos, superintendente da Secretaria de Meio Ambiente; de Ivonete Coelho Chaves, diretora de Licenciamento e Outorga do Instituto Água e Terra (IAT); de Cynthia Félix, secretária especial de Integração Metropolitana do Rio de Janeiro; de Simon Quadros, representante da Assomec; e do diretor jurídico da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, Dalton Borba.

Evento internacional

Durante a abertura, o presidente do IEP destacou a importância da integração entre entidades e profissionais. “Bom dia a todos. Tenho certeza de que será um grande evento, com a participação de todos – aqueles que estão aqui presencialmente e os que acompanham pela internet”, disse. Acentuou que o Instituto agradece a presença de associados, conselheiros, diretores e coordenadores de câmaras técnicas. E aproveitou a ocasião para anunciar outros eventos da agenda, como o jantar da primavera, e o Viniep 2025, em parceria com a Bodega Constantini. “Destaco um evento especial em 4 de outubro, com palestrantes dos Estados Unidos, Alemanha e África, discutindo arquitetura, urbanismo e engenharia no contexto da evolução cultural”.

Embaixadas Cariocas

A secretária especial Cynthia Félix reforçou a necessidade de cooperação entre municípios. “É muito importante discutir sobre o meio ambiente”, observou. Explicou que a Secretaria Especial de Integração Metropolitana tem como propósito fomentar a cooperação entre a cidade do Rio de Janeiro, os municípios da região metropolitana e do interior do estado. “A proposta é compartilhar boas práticas para melhorar a qualidade de vida da população e revitalizar os espaços”, pontuou. Ela ainda destacou o Projeto Embaixadas Cariocas, com unidades equipadas para oferecer, de forma gratuita, capacitações profissionais, atividades culturais, esportivas e atendimentos multidisciplinares em locais que dão acesso à região metropolitana do Rio, entre eles Santa Cruz, Guadalupe e São Cristóvão.

Relevância dos debates

Ivonete Coelho Chaves, diretora do IAT, ressaltou a relevância do debate sobre licenciamento ambiental. De acordo com ela, “nós, como órgão ambiental, consideramos fundamental este espaço de conversa e debate sobre gestão e licenciamento ambiental, que será aprofundado ao longo do encontro”. Informou que a equipe está sempre à disposição para apoiar procedimentos e iniciativas que fortaleçam a política ambiental.

Atuação conjunta

Já Simon Quadros, da Assomec, enfatizou a atuação conjunta dos 28 municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Em relação ao meio ambiente, destacou a questão da indenização do vazamento de óleo da Petrobras, ocorrido no Rio Iguaçu. “A Assomec está representando os municípios na destinação dos 5% do valor de R$ 1 bilhão reservados à RMC, onde está localizada grande parte das nascentes e afluentes atingidos”, afirmou.

Oportunidade valiosa

Na sequência, Ibson Martins de Campos ressaltou a dimensão coletiva dos desafios ambientais e parabenizou o IEP e todos os organizadores pela iniciativa de reunir gestores ambientais para tratar do assunto. “Este encontro é uma oportunidade valiosa para debatermos as questões ambientais metropolitanas. O meio ambiente não respeita fronteiras entre municípios, e é fundamental construirmos soluções conjuntas entre cidades e estado”, acentuou. Disse também que espera que “todos possamos sair daqui com reflexões e conhecimentos úteis para o avanço das políticas ambientais em nossos municípios”.

Ambiente saudável

Encerrando as falas de abertura, Dalton Borba lembrou o papel estratégico da pauta ambiental e fez uma saudação especial a toda a equipe da Secretaria e da Prefeitura. “Essa talvez seja a pauta mais essencial das diretrizes da ONU, que é o cuidado com o planeta. Sem um ambiente saudável, não há exercício de outros direitos. Temos trabalhado para integrar de forma sustentável a região metropolitana, com muito empenho e dedicação”, concluiu.

Assista ao evento completo abaixo ou no Canal do IEP no YouTube: