O Instituto de Engenharia do Paraná, através da Câmara Técnica de Arquitetura e Urbanismo, convida para a palestra sobre “Cidades Inteligentes: Tendências e Oportunidades”, com Beto Marcelino e Juliana Palácios, no dia 22 de julho, às 19h00, no Centro de Eventos com transmissão pelo YouTube. O ingresso será a doação de 1kg de alimento não perecível.

Beto Marcelino é presidente do Conselho do Grupo iCities e sócio-fundador da holding brasileira referência no ecossistema de inovação urbana e cidades inteligentes. Agente pioneiro da temática, foi um dos relatores da Carta Brasileira de Cidades Inteligentes, iniciativa do Ministério das Cidades, e também integrou o programa Cidades 4.0, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), contribuindo para a construção da Política Nacional de Cidades Inteligentes. Formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) com especialização em cidades inteligentes pelo Smart City Expert e MBA em Marketing pela FAE Business School, é embaixador da Fira Barcelona no Brasil, fortalecendo a conexão entre eventos globais e o contexto urbano brasileiro.

Juliana Palácios é Diretora Presidente do Instituto iCities, com foco na gestão de projetos público-privados para inovação urbana e desenvolvimento econômico sustentável. Como especialista na temática, foi uma das relatoras da Carta Brasileira de Cidades Inteligentes (MDR), contribuindo diretamente para a construção da Política Nacional de Cidades Inteligentes. Arquiteta e urbanista pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com pós-graduação em Projetos e Edificações de Obras Públicas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e especialização em Gestão de Risco pelo ISAE. Por seu trabalho com desenvolvimento urbano sustentável e inovação de alto impacto para as cidades também é Brazil Content Manager da Fira Barcelona. Além de suas outras atuações, foi Perita do Poder Judiciário, agregando uma camada de expertise técnica e legal à sua carreira.

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Na noite desta quarta-feira (25), o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), por meio da Câmara Técnica de Arquitetura e Urbanismo, promoveu uma palestra com o tema “Ações do Plano de Governo e 100 Dias”, ministrada pelo Secretário Municipal de Urbanismo de Curitiba, Eng. Almir Bonatto.

O evento teve início com as boas-vindas do presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, que ressaltou a importância do diálogo entre a Engenharia pública e privada, apresentou o palestrante e passou a palavra à coordenadora da Câmara Técnica, Elise Bonato, responsável por conduzir a programação da noite.

Ao iniciar sua fala, Almir Bonatto destacou o vínculo com o Instituto. “Me sinto em casa no IEP. Tenho visitado a instituição nos últimos oito anos e reconheço seu papel no desenvolvimento urbano da cidade”, disse, reforçando o compromisso de manter as portas da Secretaria abertas para a Engenharia paranaense, alinhado à visão do prefeito Eduardo Pimentel.

A apresentação foi dividida em dois momentos: um balanço das ações realizadas nos 100 primeiros dias de governo, e os compromissos até o fim da gestão.

Ações nos 100 primeiros dias

Bonatto apresentou iniciativas de impacto imediato implementadas desde o início da atual administração.
Nos primeiros 100 dias da atual gestão, a Secretaria Municipal de Urbanismo implementou uma série de ações com foco em eficiência, modernização e atendimento ao cidadão. No combate à dengue, foi intensificada a realização de vistorias com base em denúncias recebidas via canal 156. A iniciativa adotou prazos reduzidos para resolução de problemas e aplicação de multas quando necessário, resultando em 1.458 vistorias realizadas e 281 autos de infração emitidos.

Paralelamente, avançou-se na desburocratização dos processos de parcelamento e na autenticação digital de pranchas e projetos, viabilizadas pelo portal GeoCuritiba. A certificação automática desses documentos passou a ser feita de forma gratuita e imediata, com acesso facilitado às cópias autenticadas.
“A comunicação com a população também foi aprimorada por meio da reformulação do site da Secretaria, tornando as informações mais acessíveis e os serviços mais organizados”, explanou o palestrante. Ele contou que uma inovação foi a implantação do chatbot “Álvaro”, um assistente virtual programado para fornecer respostas automáticas e precisas sobre obras e alvarás, o que trouxe mais agilidade às consultas e processos de licenciamento.

Por fim, a renovação automática dos alvarás de publicidade eliminou completamente o tempo de espera, atingindo 100% de eficiência operacional e liberando recursos para outras frentes de trabalho na administração urbana.

Planejamento para os próximos anos

Na segunda parte da palestra, Bonatto compartilhou os eixos que orientam o Plano de Governo até 2028.
“Para os próximos anos de gestão, a SMU projeta um conjunto de ações voltadas à promoção do desenvolvimento urbano sustentável, com foco em inovação, eficiência e integração de serviços”, disse.

Entre os destaques citados pelo Secretário está o estímulo ao turismo e à realização de eventos, por meio do mapeamento de áreas estratégicas, incentivo a iniciativas com potencial de projeção nacional e modernização da legislação e dos trâmites administrativos, visando tornar os processos mais ágeis e menos burocráticos.

Outro eixo central do planejamento é a integração dos serviços urbanos, com a implementação do SIGMU Cidade, que unifica os registros e procedimentos relacionados a projetos urbanos. De acordo com Bonatto, a interface entre a Secretaria de Urbanismo (SMU) e a Superintendência de Planejamento (SUP) também será reforçada, conectando as etapas de aprovação e fiscalização. “Essa integração inclui ainda o monitoramento ativo de alvarás, Certificados de Vistoria de Conclusão de Obras (CVCOs) e demais licenças, oferecendo mais controle e transparência”, garantiu.

A regularização de edificações também será facilitada com um novo procedimento que unifica as etapas de obtenção de alvarás e CVCOs, incluindo levantamento topográfico e vistorias. A proposta prevê ainda a oficialização de vias que atendam a requisitos mínimos, permitindo a posterior implantação de infraestrutura urbana.

Complementando esse conjunto de ações, está a modernização da gestão urbana por meio do Sistema de Gestão Urbana (SGU), uma base integrada de dados cadastrais de lotes e ruas conectada à plataforma GeoCuritiba. “Esse sistema permitirá, por exemplo, a emissão automática de alvarás online para edificações de baixa complexidade, com até 200 m², agilizando significativamente os processos e reduzindo a burocracia no atendimento à população”, concluiu.

Sobre o palestrante – Engenheiro Civil pela Universidade Federal do Paraná, Almir Bonatto possui especialização em Gestão Pública e pós-graduação em Saúde Pública. Com três décadas de atuação na administração municipal, ocupou diversas funções estratégicas nas Secretarias de Obras Públicas e Urbanismo, além de ter contribuído tecnicamente com o DER/SEIL-PR. Atualmente, é um dos principais nomes à frente da gestão urbana de Curitiba e integra o gabinete do prefeito eleito Eduardo Pimentel.

Assista ao evento completo abaixo ou pelo canal do IEP no YouTube:

As compras sustentáveis são essenciais para a pauta ESG (Ambiental, Social e Governança) porque refletem a responsabilidade da empresa com o meio ambiente e a sociedade, além de gerar benefícios econômicos e fortalecer a reputação corporativa. Ao integrar critérios ESG na aquisição de produtos e serviços, as empresas contribuem para um futuro mais sustentável, ao mesmo tempo em que se posicionam de forma mais competitiva no mercado. 

Esse foi o tom do encontro promovido pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), na manhã desta terça-feira (17), em Curitiba. Organizado pela Câmara Técnica de ESG do IEP, o evento conduzido por Maristela Parigot, da Câmara Técnica de ESG, e reuniu especialistas para discutir como incorporar critérios ambientais, sociais e de governança nos processos de aquisição, fortalecendo cadeias de fornecimento mais responsáveis e alinhadas às exigências do mercado atual.

Participaram como palestrantes Roberto Roche, especialista em gestão de ESG; Rômulo Viel, especialista em sustentabilidade e inovação; Rafael Benke, líder empresarial e uma voz de destaque na agenda ESG e de direitos humanos na América Latina; e Adriano Hammerschmidt, da Superintendência de Compras e Coordenador Brasileiro do Comitê de Compras Sustentáveis da Itaipu Binacional.

O presidente da entidade, Nelson Luiz Gomez, ressaltou a relevância do tema e a responsabilidade coletiva com o futuro. “A sustentabilidade fala exatamente do que precisamos fazer. É garantir que as futuras gerações encontrem um ambiente, no mínimo, tão saudável e qualificado quanto aquele que temos hoje”, afirmou.

Gomez também destacou o papel estratégico das compras no contexto da sustentabilidade. “Esse é um tema que não diz respeito apenas à nossa localidade, mas ao planeta como um todo. As escolhas que fazemos no processo de compras impactam diretamente a preservação dos recursos e o desenvolvimento sustentável”, frisou.

Análise de risco

“ESG é, antes de tudo, uma análise de risco. Uma metodologia criada para proteger investimentos, não para salvar o planeta”, afirmou Roberto Roche, durante sua apresentação. Segundo ele, o conceito, que começou a ser desenhado na década de 1960, surgiu da pressão de fundos, seguradoras e bolsas de valores sobre empresas que ignoravam riscos ambientais, sociais e de governança. “A partir dali, o mercado percebe que empresas desconectadas desses critérios representam risco financeiro real”, destacou.

Roberto explicou que sustentabilidade e ESG não são sinônimos. “Sustentabilidade olha para a sociedade, para o planeta. ESG olha para investidores. A pergunta central é: onde estão os riscos que podem afetar o retorno?”, pontuou.

Ele alertou que práticas como compras sustentáveis são fundamentais na gestão dos riscos. “Os impactos dos seus fornecedores são, também, os seus impactos. A due diligence na cadeia de suprimentos virou obrigatória”, reforçou.

O especialista também destacou que o avanço das regulações empurra empresas de todos os portes para esse caminho. “Se você não encontrar o risco antes, ele vai te encontrar. E aí é tarde demais”, alertou.

Na visão dele, o ESG não é uma tendência passageira, mas um fator decisivo de competitividade. “Quem não se adapta, perde acesso a crédito, investidores e mercado”, concluiu.

Fortalecer negócios

Ao apresentar um roteiro prático para implantação de compras sustentáveis, Rômulo Viel destacou que até 60% dos custos de uma organização estão na cadeia de suprimentos e, portanto, ignorar esse elo pode comprometer a reputação e os resultados. “Compras sustentáveis são aquelas que geram os maiores impactos ambientais, sociais e econômicos positivos ao longo de todo o ciclo de vida do produto ou serviço”, definiu.

Rômulo explicou que esse processo exige três perguntas fundamentais: o que comprar, como comprar e de quem comprar. “Se aquilo que compramos não é sustentável, já começamos errado. E, se compramos de quem não mitiga riscos socioambientais, comprometemos a nossa própria rentabilidade”, alertou.

O especialista detalhou que a implantação desse modelo passa por etapas como categorização dos itens, avaliação dos riscos socioambientais, definição de critérios técnicos e monitoramento constante dos fornecedores. “Não dá para tratar todos os itens da mesma forma. É preciso priorizar aquilo que representa maior risco ou maior impacto para o negócio”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que o sucesso desse modelo depende de políticas claras, da liderança da empresa e da capacitação das equipes. “Não é um produto de prateleira. Cada organização precisa desenvolver sua própria metodologia, alinhada aos seus valores, estratégias e realidade de mercado”, frisou.

Lembrou que exigir critérios sustentáveis dos fornecedores não significa apenas mitigar riscos, mas também gerar ganhos concretos. “Redução de desperdícios, eficiência nos processos, melhoria no relacionamento com fornecedores e controle de riscos são benefícios diretos para quem adota essa prática”, concluiu.

Direitos humanos

Rafael Benke destacou como a gestão de riscos está diretamente conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à agenda global de direitos humanos. “Mais de 90% dos ODS estão ligados a direitos humanos. Quando faço uma gestão de riscos eficaz, evito impactos negativos e, ao mesmo tempo, gero valor positivo para a sociedade e para o negócio”, afirmou. Segundo ele, cadeias sustentáveis fortalecem as empresas. “Isso significa fornecedores mais eficientes, produtivos e com boas práticas, o que gera competitividade”, reforçou.

Ele também chamou atenção para a nova legislação europeia, a Corporate Sustainability Due Diligence Directive (CSDDD), que exige das empresas um rigoroso processo de diligência socioambiental e em direitos humanos. “O foco não é romper contratos, mas fortalecer cadeias resilientes. A busca não é por risco zero, que não existe, mas sim por meios sólidos que reduzam impactos”.

Apresentou o Termômetro de Direitos Humanos, uma ferramenta que já foi aplicada em mais de 550 empresas na América Latina. “Ela permite uma autoavaliação confidencial, baseada em frameworks internacionais, trazendo dados tangíveis e um mapa de calor sobre desafios e oportunidades nas cadeias produtivas”, explicou. A solução apoia decisões estratégicas e desenvolvimento, e alertou, “não é uma ferramenta de auditoria, nem de certificação, e sim de gestão e responsabilidade corporativa”.

Case da Itaipu

O modelo de compras sustentáveis da Itaipu Binacional foi tema da apresentação de Adriano Hammerschmidt. “Nossa jornada começou há mais de 20 anos, com uma normativa própria que já passou por revisões para incorporar critérios ambientais, sociais e de governança. Hoje, seguimos uma metodologia robusta que vai muito além da legislação”, destacou.

Segundo ele, a política de compras da Itaipu, atualizada em 2024, considera três dimensões: econômica, social e ambiental. “Avaliar risco, ciclo de vida, custo total de propriedade e análise de mercado faz parte da rotina. A pergunta inicial é simples, mas poderosa: essa compra realmente é necessária?”, afirmou.

Adriano explicou que as decisões levam em conta desde o impacto na geração de resíduos até temas como equidade de gênero e fortalecimento da economia local. “Sustentabilidade não é risco zero, mas entender e gerir impactos. Uma cadeia bem estruturada traz menos riscos e mais eficiência”, completou.

Atualmente, Itaipu já definiu critérios de sustentabilidade para 53 objetos de materiais e serviços. “É um trabalho construído a muitas mãos, com participação ativa de gestores, técnicos e fornecedores. E seguimos evoluindo, porque esse é um processo contínuo”, concluiu.

Assista ao evento completo abaixo ou pelo canal do IEP no YouTube:

Nesta quarta-feira (11.06), o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) promoveu a palestra de lançamento do curso básico “Teoria e Prática de Avaliação de Bens Imóveis Urbanos com Plataforma CastleR”, com a apresentação oficial do software CastleR – uma ferramenta voltada a modernizar e qualificar as práticas profissionais na área de engenharia de avaliações.

Conduzida pelos Engenheiros Civis Marcelo Medvid e João Francisco Kasecker, a palestra reuniu profissionais interessados em conhecer as transformações no mercado de avaliação de imóveis impulsionadas pela tecnologia e foi acompanhada também pelo Diretor Financeiro do IEP, Eng. Mecânico João Groque Junior, e pela Diretora Administrativa do IEP, a Arquiteta Ana Carmen de Oliveira. O evento destacou a importância da integração entre conhecimento técnico e inovação digital, com foco em métodos estatísticos e geoprocessamento.

De acordo com o presidente do IEP, Nelson Luiz Gomez, a iniciativa do IEP reflete a crescente demanda por atualização profissional em uma área que exige precisão técnica, conhecimento normativo e domínio de ferramentas tecnológicas. “A plataforma CastleR, em especial, vem se destacando como aliada essencial para avaliações seguras, confiáveis e alinhadas aos padrões exigidos pelo mercado”, pontuou.

Vantagens

“Abordamos todas as vantagens que os avaliadores de imóveis têm em adotar o CastleR como sua plataforma e programa de software em suas atividades profissionais. A economia de tempo, a maior precisão e a qualidade nas avaliações são apenas alguns dos benefícios diretos”, destacou Marcelo Medvid.

Segundo João Francisco Kasecker, a proposta da plataforma é justamente tornar o processo de avaliação mais técnico, eficiente e transparente. “O CastleR organiza os dados, aplica modelos estatísticos e oferece recursos que ajudam o profissional a tomar decisões fundamentadas. É uma mudança de paradigma na forma como enxergamos a engenharia de avaliações”, completou.

Ainda na palestra, os engenheiros reforçaram que o uso da tecnologia fortalece a credibilidade dos laudos técnicos. “Com a automatização de etapas, conseguimos padronizar processos, reduzir erros e, principalmente, aumentar a confiabilidade dos resultados. Isso eleva o nível da atuação profissional e contribui para a valorização da engenharia como um todo”, asseguraram.

Capacitação

O curso, que será realizado nos dias 24, 25 e 26 de julho de 2025, na sede do IEP, é voltado a engenheiros, arquitetos e demais profissionais envolvidos na avaliação de bens imóveis. A proposta é aliar teoria e prática por meio do uso da plataforma CastleR, proporcionando uma imersão em técnicas inovadoras como a análise de regressão linear múltipla e o uso de geoprocessamento de dados.

Entre os conteúdos programáticos estão: teoria da avaliação de imóveis urbanos; aplicação das normas técnicas ABNT NBR 14653, partes 1 e 2; construção de modelos de regressão; interpretação de dados e resultados; e exercícios práticos com casos reais no ambiente da plataforma CastleR.

Além disso, o curso vai apresentar funcionalidades da plataforma, técnicas de pesquisa de mercado, geração de mapas, rede colaborativa entre avaliadores e demonstrações de avaliações reais dentro do sistema CastleR, em conformidade com as diretrizes normativas vigentes.

“Um dos grandes diferenciais do curso será a possibilidade de aplicar, em tempo real, tudo o que está sendo aprendido. O participante já sai do curso com domínio prático das ferramentas e pronto para utilizá-las no mercado”, afirmou Marcelo.

Sobre os palestrantes

Marcelo Medvid é Engenheiro Civil graduado pela UFPR (1998), com mais de 15 anos de experiência no ensino de estatística aplicada à avaliação de imóveis urbanos. É especialista em Patologias das Construções (UTFPR, 2005), Geoprocessamento (UFPR, 2012) e Ensino de Estatística (UFN, 2021).

João Francisco Kasecker é Engenheiro Civil pela UFPR, com mais de quatro décadas de experiência em consultoria, projetos e perícias. É especialista em avaliações de imóveis, projetos e perícias, credenciado pela Caixa Econômica Federal. Fundador da JF Engenharia Civil, e professor da plataforma CastleR.

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), por meio da Câmara Técnica de Agronegócios, convida a participar do Workshop sobre “Agricultura Urbana”. O evento irá acontecer no dia 09 de julho, das 08h30 às 17h30, no Centro de Eventos e será transmitido pelo canal do YouTube. O ingresso será a doação de 1kg de alimento não perecível. 

O workshop será dividido em três partes: Palestra Técnica, Palestras de Negócios e Sustentabilidade, Palestras Inspiradoras.

Será abordado temas como: Cultivos em hortas urbanas; Manejo de água e nutrientes em hortas urbanas; Controle de pragas e doenças em hortas urbanas, com o foco central no tema “Agricultura Urbana de Maringá: Um modelo exitoso”, com palestrante Ednaldo Michellon.

Ednaldo Michellon é Engenheiro Agrônomo, MSc. e Dr. em Ciências Econômicas (Unicamp e Universidade da Califórnia), Professor da Universidade Estadual de Maringá. Fundador e Coordenador do Centro de Referência em Agricultura Urbana e Periurbana – CerAUP/UEM, na Região Metropolitana de Maringá. Coordenador Estadual do Programa Paraná Mais Orgânico e do Núcleo PMO/UEM. Responsável pelo Convênio de Cooperação entre a Universidade de Alicante e a UEM. Miembro Investigador del Grupo Internacional de Investigación “Cooperativismo, Desarrollo Rural y Emprendimientos Solidarios en la Unión Europea y Latinoamérica” de la Universidad de Alicante, Espanha.

Será abordado temas como: Modelos de Negócios para Hortas Urbanas; Sustentabilidade e Hortas Urbanas: Práticas e Técnicas; A Economia Circular e as Hortas Urbanas; Desafios e Oportunidades na Produção de Hortaliças em ambientes protegidos com iluminação artificial (visão empresarial).

Lorenzo Mesadri – aos 25 anos é engenheiro agrônomo formado pela UFPR, é fundador da EVA Agricultura Urbana. Com experiência em iluminação artificial para cultivos protegidos, pesquisa e desenvolve soluções para maximizar a produtividade agrícola e tornar a agricultura urbana mais acessível. A EVA Agricultura Urbana desenvolve soluções tecnológicas para o cultivo urbano, como hortas inteligentes e iluminação artificial para estufas e produção de mudas. Seu objetivo é tornar o cultivo de alimentos orgânicos acessível, sustentável e eficiente, superando desafios como falta de tempo, espaço e conhecimento. A EVA também oferece suporte técnico e um aplicativo, integrando gestão, ensino e assistência ao produtor.

Felipe Thiago de Jesus é Agroecólogo pela UFPR, Mestre em Agroecossistemas pela UFSC, Professor de pós graduação de sistemas alimentares e agricultura urbana na PUC PR, secretário executivo Pró Metrópole e Diretor de Estratégias Alimentares da Prefeitura de Curitiba.

Wagner Costa (SEMEAR) – é Presidente da Semear Consultoria Júnior, é estudante de Agronomia na UFPR com habilidades em comunicação e liderança. Atua no movimento empresa júnior e em pesquisas sobre produção vegetal, com experiência em consultoria agrícola e ambiental, unindo conhecimento técnico e visão estratégica para gerar soluções sustentáveis. 

Bianca Paes de Almeida (SEMEAR) – é estudante de Agronomia na UFPR, atua como Vice-Presidente na Semear Consultoria Júnior. 

Bianca Aparecida Semes (SEMEAR) – é estudante de Agronomia na UFPR, atua como Diretora de Gestão de Pessoas na Semear Consultoria Júnior.

Será abordado temas referentes a Experiências em Hortas Urbanas: Desafios e Conquistas; Hortas Urbanas como Ferramentas de Transformação Social; A importância das Hortas Urbanas para a Saúde e Bem-Estar; Desenhando Jardins Comestíveis: Dicas e Técnicas; Fruticultura em vasos.

Mauro Brasil – Graduação e mestrado em Agronomia pela UFLA (Lavras-MG) e doutorado em Agronomia pela Unesp (Botucatu-SP). Foi Professor das Faculdades Integradas de Mineiros da Fundação Integrada Municipal de Ensino Superior – Fimes (Mineiros-GO), da Universidade Estadual de Goiás – UEG (Mineiros-GO) e do Departamento de Engenharia Agronômica da Universidade Federal de Sergipe – UFS (São Cristóvão-SE). Foi Pesquisador Visitante na Universidade de Nebraska – UNL (Lincoln, EUA). É Professor Associado IV do Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade da UFPR (Curitiba-PR). Atuação profissional é em Fitotecnia/Fruticultura com ênfase em propagação e produção de frutíferas tropicais e subtropicais.

Gerciane Bittencourt – Engenheira Agrônoma | Mestre em Solos e Nutrição de Plantas | Especialista em Gestão do Agronegócio | Palestrante | Mentora e Mestre de Cerimônias. Profissional com formação em Agronomia e mestrado em Solos e Nutrição de Plantas, possuo especialização em Gestão do Agronegócio. Sua trajetória inclui a participação em sete obras coletivas, entre elas “O Agro é Delas”, “A Roda da Família” e “Seja sua própria HEROÍNA”, além de contribuições em “Elas Conectam”, “They Connect”, “No Secreto” e “Mulheres Palestrantes”. Iniciou sua carreira como professora no Colégio Agrícola em Campo Mourão, onde desenvolveu habilidades didáticas e de liderança. Atuou como pesquisadora de campo para multinacionais, viajando pelo Brasil, e fui responsável técnica por receituário agronômico em revenda. Também trabalhou por dois anos na Secretaria da Agricultura do Estado do Paraná (SEAB), realizando a fiscalização dos postos fiscais de Tijucas do Sul e Piên. Com uma década de experiência em uma fábrica de fertilizantes, exerceu a função de responsável técnica, onde contribuiu para o crescimento da empresa em todos os setores. Conheceu o mundo das “flores comestíveis” e se apaixonou, foi uma pesquisadora autônoma deste mundo colorido. Com algumas mudanças e transição de carreira, buscando o novo e diferente. A expansão de novos horizontes proporcionou conhecer o Estado Americano, onde nasceu um lindo projeto, a última viagem onde colocou os pés em Harvard teve a certeza de um novo livro: “Vozes do Agro”, história de mulheres que inspiram. Uma iniciativa voltada para dar visibilidade às experiências e desafios das mulheres neste setor do Agronegócio. Está sempre em busca de novos desafios e oportunidades para compartilhar conhecimento e inspirar outros profissionais.

Venha fazer parte dessa imersão na agricultura urbana.

Hoje, dia 11 de junho de 2025, o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) promove a apresentação oficial do software CastleR e o lançamento do curso básico “Teoria e Prática de Avaliação de Bens Imóveis Urbanos com Plataforma CastleR”, destacando o uso da plataforma como ferramenta de apoio à prática profissional.

A palestra será conduzida pelos engenheiros civis Marcelo Medvid e João Francisco Kasecker, que abordarão as transformações no mercado de avaliação de imóveis por meio da integração entre tecnologia de ponta e capacitação técnica.

curso será realizado nos dias 24, 25 e 26 de julho de 2025, na sede do IEP – Instituto de Engenharia do Paraná, e destacará a utilização de modelos de regressão linear e outras técnicas inovadoras voltadas à engenharia de avaliações.

Marcelo Medvid é engenheiro civil graduado pela UFPR (1998), com mais de 15 anos de experiência no ensino de estatística aplicada à avaliação de imóveis urbanos. É especialista em Patologias das Construções (UTFPR, 2005), Geoprocessamento (UFPR, 2012) e Ensino de Estatística (UFN, 2021).

João Francisco Kasecker é engenheiro civil formado pela UFPR (1988), consultor, professor e fundador da JF Engenharia Civil. Com mais de 40 anos de experiência, atuou como diretor de empresas e instituições de ensino, como a RAD Serviços de Engenharia e o Colégio Educare. É especialista em avaliações de imóveis, projetos e perícias, credenciado pela Caixa Econômica Federal, e professor da plataforma CastleR da Regression Engenharia.

O Instituto de Engenharia do Paraná, através da Câmara Técnica de Arquitetura e Urbanismo, convida para a palestra sobre “Ações do Plano de Governo e 100 Dias”, com o Secretário Municipal de Urbanismo, Eng. Almir Bonatto, no dia 25 de junho, às 19h00, no Centro de Eventos com transmissão pelo YouTube.

Almir Bonatto é Secretário Municipal de Urbanismo. Engenheiro Civil pela Universidade Federal do Paraná, com especialização em Gestão Pública e Pós-graduação em Saúde Pública. Servidor municipal de Curitiba há 30 anos, Atuou como Chefe de Serviço de Controle de Efluentes Sanitários (1994-1999) e em cargos estratégicos na Secretaria de Obras Públicas como Chefe de Divisão de Obras Especiais (2001-2003), Gerente de Conservação do Distrito de Galerias (2003-2004), e Diretor do Departamento de Obras de Saneamento (2005-2006). Foi Chefe de Apoio Técnico no Gabinete do Secretário de Obras (2006-2007), assessor técnico no Departamento de Estradas e Rodagem DER/SEIL-PR (2013-2016), e Superintendente de Obras Urbanas na Secretaria de Obras Públicas (2017-2019). Foi Assessor técnico no gabinete do vice-prefeito e prefeito eleito para a gestão 2025 – 2028, Eduardo Pimentel.

Venha saber como está sendo executado o Plano de Governo para Curitiba.

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O encerramento da Semana do Meio Ambiente, promovida pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), reuniu profissionais engajados com as causas ambientais e científicas no Centro de Eventos da entidade. Organizado pela Câmara Técnica de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Saneamento do IEP, o último dia foi marcado por palestras enriquecedoras e reflexões importantes sobre os desafios ambientais contemporâneos.

Conduzido pela coordenadora da Câmara Técnica, Gina Guerra Andrade, o evento trouxe à tona temas fundamentais por meio das palestras: “Entre a cidade e o oceano: reflexões sobre o lixo que nos conecta”, ministrada pela bióloga e pesquisadora do Centro de Estudos do Mar da UFPR, Mariana Lacerda, e “Recursos Hídricos e Saneamento – Olhar da Gestão Municipal”, apresentada pelo engenheiro Antônio Carlos Gerardi, diretor de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba (SMMA).

A engenheira Ana Auer, vice-coordenadora da Câmara Técnica, também fez uma apresentação no evento e destacou a importância do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) como um marco para a conscientização e ação coletiva em prol da preservação do planeta.

O presidente do IEP, Nelson Luiz Gomez, ao saudar os presentes, ressaltou a relevância da visita técnica realizada ao Centro de Estudos do Mar (CEM) da UFPR, nos balneários de Pontal do Sul e Mirassol, como parte da programação do evento. O grupo teve a oportunidade de conhecer de perto projetos de pesquisa em cultivo de cefalópodes, os laboratórios de reprodução e larvicultura do robalo peva, além de acompanhar o delicado processo de alimentação dos alevinos com zooplâncton, alimentado por fitoplâncton cultivado no próprio CEM. “Foi uma experiência enriquecedora, que reforça o compromisso do IEP com a difusão do conhecimento e com a valorização da pesquisa ambiental desenvolvida no estado”, observou.

Consciência planetária

Ana Auer lembrou que o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, é um evento global que surgiu em 1972, durante a Conferência de Estocolmo. “Foi um marco na história ambiental mundial e é um convite à reflexão e à ação responsável”, afirmou. Ressaltou que a data se configura como oportunidade para promover condutas conscientes de indivíduos e empresas em relação à conservação e preservação dos recursos naturais.

A Engenheira reforçou o conceito de consciência planetária, definido como o entendimento da interdependência entre os seres humanos e a natureza. “Nossa prosperidade foi construída com base no sobreconsumo dos recursos do planeta. Precisamos mudar a forma como produzimos e consumimos”, acentuou.

Em sua fala, a engenheira destacou a evolução temática do Dia Mundial do Meio Ambiente, citando campanhas históricas como “Apenas uma Terra” (1974), “Biodiversidade” (2020) e “Restauração da terra” (2024), até a proposta para 2025: “Eliminação da poluição plástica – uma ação global urgente”. Auer alertou que há mais de 150 milhões de toneladas de resíduos plásticos flutuando nos oceanos, agravando a acidificação marinha. “Estamos literalmente afogados em lixo plástico. Isso mata corais, vegetação e espécies marinhas, e compromete o equilíbrio dos ecossistemas”.

No final de sua apresentação, Ana defendeu o desenvolvimento de tecnologias inovadoras que reduzam o impacto ambiental, com ênfase na diminuição da produção e consumo de embalagens plásticas. “É preciso mudar nossa moral antropocêntrica, carregada do senso de impunidade ecológica. A história não serve apenas para lembrar o passado, mas para nos ensinar a agir diante de problemas que insistem em se repetir”.

Lixo nos oceanos

A bióloga Mariana Lacerda trouxe a perspectiva oceânica para o debate e a urgência de repensar nossa relação com os oceanos. Lembrou que 8 de junho marca o Dia Mundial do Oceano e que estamos vivendo a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, proclamada pela ONU.
Em sua palestra, ela reforçou que o oceano é vital para a vida no planeta. “Cerca de 50% do oxigênio que respiramos vem do oceano, e ele regula o clima, nos dá alimento e protege as nossas costas. Quando falamos do oceano, falamos da nossa própria existência Tudo está interligado”, afirmou.

Segundo Mariana, a poluição marinha, em especial o plástico, é uma das maiores ameaças à biodiversidade dos oceanos. Entre 2015 e 2023, apenas no litoral do Paraná, foram registrados 5.872 animais encalhados, dos quais 1.233 apresentavam interações com lixo. “Os impactos são cumulativos e sinérgicos da poluição, como doenças, lesões, perda de habitat e alterações na reprodução de diversas espécies. O plástico está em toda parte. Chega às praias, entra na cadeia alimentar e ameaça à saúde da fauna e da própria humanidade”.

A pesquisadora destacou a importância do uso de bioindicadores — organismos marinhos que refletem a qualidade ambiental — como ferramenta de monitoramento. Porém, alertou para a carência de dados no Sul Global, inclusive no Brasil. “É preciso padronizar métodos, compartilhar informações e ampliar a colaboração internacional. O lixo percorre um caminho invisível, mas está profundamente conectado entre a cidade e o oceano”, ressaltou.

Cientistas em todo o mundo estão utilizando essas espécies para entender onde o lixo se acumula, quais são os impactos e como eles se espalham. “No entanto, apenas 11 programas de monitoramento de longo prazo foram identificados no mundo, e o Brasil ainda carece de dados sólidos e padronização metodológica”, ponderou.

Por fim, Mariana fez um chamado à cooperação e à ação coletiva e apontou o papel da Engenharia nesse processo, defendendo projetos sustentáveis e circulares. “Engenharia é mais do que calcular estruturas. É desenhar futuros possíveis. Precisamos de inovação na rastreabilidade, reciclagem e criação de embalagens alternativas”. Acentuou que a resposta está na ciência, nas políticas públicas e na ação coletiva. “O oceano que precisamos para o futuro que queremos é um mar de vida, não de plástico. Cada um de nós é uma gota nesse oceano e tem um papel a cumprir”.

Gestão hídrica

Encerrando a programação, o engenheiro Antônio Carlos Gerardi trouxe a experiência prática da gestão pública. Ele apresentou o funcionamento da Diretoria de Recursos Hídricos e Saneamento, que atua com fiscalização ambiental, vistorias hidrossanitárias, acompanhamento de redes públicas de água e esgoto, e monitoramento da qualidade dos recursos hídricos. “Nosso foco é garantir que a cidade cresça com responsabilidade ambiental e segurança hídrica”, explicou.

Antônio Carlos destacou o uso do Índice de Qualidade da Água (IQA) como ferramenta de padronização e análise dos recursos hídricos, com base em parâmetros como oxigênio dissolvido, coliformes fecais e PH. “Realizamos coletas semestrais em 131 pontos distribuídos nas seis bacias hidrográficas de Curitiba, incluindo águas superficiais, poços e bioindicadores. As análises são feitas por empresas contratadas por meio de licitação”.

Entre os principais desafios enfrentados, Antônio Carlos citou a baixa frequência de amostragens, a capacidade fiscalizatória limitada e a poluição difusa. Como solução, anunciou a parceria com a Tecpar para testar sensores fixos de monitoramento contínuo. “A tecnologia permitirá uma resposta mais rápida às alterações na qualidade da água, localizando com precisão as fontes poluidoras”, disse. Também estão sendo buscados financiamentos internacionais para viabilizar o projeto.

Destacou ainda a importância do telediagnóstico e do georreferenciamento das redes de drenagem, que ajudam a identificar falhas estruturais e lançamentos irregulares. “Nosso objetivo é aprimorar o cadastro da rede de drenagem, detectar lançamentos irregulares e melhorar a infraestrutura urbana. Gestão ambiental exige planejamento, tecnologia e investimento em informação de qualidade”.

“A Engenharia tem um papel decisivo na proteção dos nossos recursos hídricos. Planejar, fiscalizar e inovar são verbos que precisam caminhar juntos para um futuro mais sustentável”, concluiu.

Assista ao evento abaixo ou pelo canal do IEP no YouTube:

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) deu início à Semana do Meio Ambiente na noite de 3 de junho, com um evento no Centro de Eventos, reunindo especialistas e autoridades para discutir práticas sustentáveis em nível municipal e industrial. Promovida pela Câmara Técnica de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Saneamento, a abertura contou com a presença de autoridades e duas palestras de destaque.

Conduzido pela coordenadora da Câmara Técnica, Gina Guerra Andrade, o evento foi aberto pelo presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez.  “Nosso evento, embora com uma duração um pouco menor, é um momento de conscientização sobre o que realmente importa: preservar o meio ambiente e garantir que as futuras gerações possam viver em um planeta mais sustentável, saudável e recuperado das agressões que, infelizmente, ainda sofre”, disse. “O desenvolvimento deve caminhar lado a lado com a preservação ambiental e que é fundamental pensarmos sempre em formas de minimizar esses efeitos e buscar o menor impacto possível”, adicionou.

A abertura do evento contou com as palestras de Ibson Gabriel Martins de Campos, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba, que falou sobre “Curitiba – Verde, Azul e Sustentável”, e de Andrei Kuhnen e Thiago Yamabuchi, da Renault do Brasil, que abordaram o tema “Sustentabilidade e economia circular da Renault”.

Protagonismo ambiental

Ibson de Campos destacou o papel da gestão pública na consolidação da capital paranaense como referência em planejamento urbano e preservação ambiental.  Ressaltou que a proposta urbanística de Curitiba sempre esteve alinhada à proteção dos recursos naturais, à recuperação de áreas degradadas e ao tratamento de corpos hídricos, com cada gestão agregando novas inovações e estratégias sustentáveis.

Entre os principais programas e projetos em curso, ele destacou o Plano de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima – PANCLIMA. “Trata-se de um documento estratégico da política urbana de Curitiba, com metas até 2050, e que estabelece 20 ações prioritárias em cinco eixos: qualidade ambiental e urbana, eficiência energética, gestão de resíduos sólidos e efluentes, mobilidade urbana sustentável e hipervisor urbano e inovação. “O plano prevê ações voltadas à neutralidade de carbono, governança climática, resiliência a riscos climáticos e inclusão social por meio da ação ambiental”, acentuou.

Outro destaque é o Ecodistrito do Belém, um projeto urbano em desenvolvimento que integra habitação, comércio, áreas verdes e infraestrutura sustentável. O Ecodistrito propõe soluções inovadoras para mobilidade, gestão de resíduos e uso eficiente de recursos naturais e requalificação paisagística da região do Rio Belém. “Com investimentos previstos de R$ 505 milhões, o polígono do projeto vai da Avenida Marechal Floriano até a Avenida das Torres, e do Rio Iguaçu até a Linha Verde”, observou.

Sobre o projeto Reserva Hídrica do Futuro, Ibson informou que é uma parceria entre a Prefeitura, o Governo do Estado e a Sanepar, e prevê a criação de grandes lagos na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Iguaçu, com capacidade para armazenar 43 bilhões de litros de água. A iniciativa reforça a segurança hídrica e a resiliência climática da cidade, sendo uma das ações vinculadas ao PANCLIMA.

Citou os projetos de Descarbonização e Mobilidade Sustentável, que incluem a adoção de 70 ônibus elétricos, com previsão de economia de R$ 147 milhões e potencial de redução de 6.650 toneladas de CO₂ por ano. Integram ainda os planos de eletromobilidade no transporte de cargas e projetos de energia renovável, como a Pirâmide Solar de Curitiba, que gerará cerca de 8.796 kWh e pode abastecer até 61% dos prédios públicos – com meta de alcançar 100%. A economia estimada é de R$ 4,5 milhões ao ano, com redução adicional de 2.739 toneladas de CO₂.

Ibson resumiu, ainda, o “Curitiba – Soluções Baseadas na Natureza (SBN)”, voltado à proteção e restauração de ecossistemas urbanos. Entre os principais destaques estão: parques lineares, parques esponja, corredores ecológicos que fortalecem a biodiversidade e o projeto internacional Generation Restoration.

Ao final da apresentação, Ibson reforçou que a integração entre políticas ambientais, planejamento urbano e inovação tecnológica torna Curitiba uma referência nacional e internacional em sustentabilidade. “Não se trata apenas de proteger o meio ambiente, mas de pensar o futuro das cidades com responsabilidade, inteligência e compromisso com as próximas gerações”, concluiu.

Nova mobilidade

No início da palestra, Andrei Kuhnen convidou o público a revisitar o cenário de cinco a oito anos atrás, quando os debates sobre nova mobilidade eram centrados na tecnologia — carros autônomos, elétricos e conectados. “Hoje, esses avanços já são realidade. Quando falamos em nova mobilidade, pensamos principalmente em sustentabilidade, segurança e inclusão”, explicou.

Segundo Andrei, a segurança está diretamente ligada à tecnologia embarcada, com sistemas automatizados que contribuem para a prevenção de acidentes causados por falha humana. Para ele, a sustentabilidade tem como foco especial a mobilidade elétrica. Alertou que o impacto ambiental positivo dos carros elétricos depende de toda a cadeia, especialmente da matriz energética do país. “No Brasil, com o crescimento exponencial da energia fotovoltaica, a mobilidade elétrica se torna ainda mais relevante”, pontuou.

Outro ponto destacado, foi o desafio do fim da vida útil das baterias. Andrei explicou que, após cerca de 10 anos gerando tração para os veículos, as baterias podem ganhar uma “segunda vida” em aplicações estacionárias — como sistemas de armazenamento de energia em edifícios. “Aí, sim, o ciclo da mobilidade elétrica começa a fechar com ganhos reais em sustentabilidade”, disse.

Andrei lembrou que a Renault passou por uma reestruturação global, com criação de marcas diferentes, visando ao desenvolvimento de soluções de transporte com zero emissões e matriz elétrica menos intensiva em carbono, de motores híbridos e de combustão interna de alta eficiência energética, de veículos elétricos baseados em software e, ainda, focar a atuação em economia circular, visando a aumentar a durabilidade dos veículos, investir em remanufatura de peças e otimizar a reciclagem de matérias-primas. “É essencial fazer o veículo durar mais. E, quando chegar ao fim da vida útil, em vez de reciclar diretamente, pensar na remanufatura de componentes”, afirmou Kuhnen.

Como exemplo de aplicação dos princípios sustentáveis, Andrei falou do Renault Kardian, desenvolvido no Brasil e lançado em 2023. O modelo, segundo ele, traz avanços concretos em sustentabilidade. “Cerca de 10% dos plásticos utilizados são reciclados; 20% da matéria-prima do veículo é reciclada; com a reutilização de resíduos industriais (scraps) da planta, a reciclabilidade chega a 30%; mais de 85% da matéria-prima do Kardian é reciclável”.

Uso de dados

Em sua apresentação, Thiago Yamabuchi destacou como a montadora tem usado dados e inteligência artificial para aumentar a eficiência e promover a sustentabilidade industrial, ressaltando o papel dos dados nesse processo. Ele citou uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial segundo a qual, em 2025, o mundo deverá atingir a impressionante marca de 175 zettabytes de dados. “Para se ter uma ideia, se um byte fosse um grão de arroz, um zettabyte encheria o Oceano Pacífico. Agora imagine 175 vezes isso”, explicou.

Segundo ele, o cenário atual é ideal para o uso inteligente dessas informações, graças à capacidade de processamento e à inteligência artificial. “Mais do que nunca, estamos preparados para usar os dados não apenas para eficiência, mas para sermos mais sustentáveis — especialmente nas plantas industriais”.

Um dos exemplos apresentados envolve o uso de dados meteorológicos, históricos e de produção para otimizar o funcionamento dos fornos de pintura da fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR). Com base em previsões climáticas fornecidas pela Universidade Federal do Paraná e dados internos da linha de produção, a empresa está desenvolvendo um sistema capaz de determinar o momento ideal para ligar os fornos, evitando desperdício de energia.

“E como a Renault é autossuficiente em energia, o excedente pode ser vendido no mercado livre.” A intenção da montadora é tornar esse processo totalmente automatizado, eliminando a necessidade de decisão humana baseada em estimativas. “Passamos a considerar variáveis como umidade, que antes não entravam na conta, mas que afetam diretamente a retenção de calor”.

Outro ponto abordado na palestra foi a diversidade de máquinas da fábrica — algumas conectadas à nuvem, outras não — e o desafio de integrar esses sistemas. “Trabalhamos com séries históricas e algoritmos de machine learning para prever necessidades de manutenção, economizar fluidos e reduzir o uso desnecessário de energia”. Ele destacou o uso de modelos prontos de inteligência artificial.  “Nossa missão é preparar esse meio de campo para que as equipes se apropriem dessas ferramentas e as usem para melhorar sua eficiência.”

Por fim, ele compartilhou um projeto inovador em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina: a transformação de resíduos plásticos, os chamados scraps, em pó para produção de filamentos para impressoras 3D. “Queremos deixar de vender esse material como resíduo e convertê-lo em produto com valor agregado, reaproveitável e mais sustentável.”

Thiago encerrou sua apresentação reforçando a importância da inovação com propósito. “O objetivo é claro: usar dados e tecnologia para criar uma indústria mais eficiente, inteligente e ambientalmente responsável.”

Assista ao evento abaixo ou pelo canal do IEP no YouTube:

O Instituto de Engenharia do Paraná, através de sua Câmara Técnica de ESG, promove o evento sobre “Compras Sustentáveis” no dia 17 de junho, a partir das 08h00, no Auditório do 2° andar do IEP e com transmissão pelo canal do YouTube. A inscrição será 1kg de alimento não perecível.

PROGRAMAÇÃO:

Roberto Roche: Especialista em gestão de ESG (Environmental, Social and Governance), Princípios do Equador, PRI e padrões do IFC para investimentos em infraestrutura. Ao longo de + 40 anos consolidou sua experiência exercendo vários cargos até alcançar a Vice-presidência em ESG / QSMS-RS & Sustentabilidade Corporativa para fundos de investimentos na África e Asia com forte atuação nas áreas de Óleo & Gás, Energia, Portos e Mineração em mais de 15 países da América Latina, África Ásia e Oriente Médio. Responsável e atuando hands on, realizando due diligencies para tomada de decisão de investimentos, M &A e IPOs. Conselheiro do Conama 2000-2008; Perito Socioambiental do Ministério Público Federal; Pós.doc- (Aberdeen U. – UK); MBA Harvard University USA; PhD (UCLA – USA); MSc (Texas A&M – USA); BSc (Maryland U. – USA); Engenheiro Químico; BSc (UFRJ); Biólogo Marinho; Auditor SGI- ISO 9001 / ISO 45001-BRTÜV, Auditor Líder Ambiental, IEMA / EARE, UK; Auditor Líder ISO 9001 IRCA; Auditor Líder ISO 14001-RAB; Auditor SSASMAQ, Auditor Conama 306, Auditor Líder e Revisor da ISO 45001 final para a OIT, Auditor Líder ISO 26000; Auditor SA 8000 e Auditor AA 1000(relatórios de Sustentabilidade).

Rômulo Viel: Engenheiro químico pela UFPR, MSc em Saneamento Ambiental pela ENSP/Fiocruz, MBA em Propriedade Intelectual pela FGV/RJ, especialista em sustentabilidade e inovação, consultor de gestão de projetos há mais de 25 anos.

Rafael Benke: Líder empresarial e uma voz de destaque na agenda ESG e de direitos humanos na América Latina, é CEO e fundador da Proactiva Results e da DueTech ESG, já apoiou mais de 500 empresas em 14 países na construção de governança responsável, estratégias sustentáveis e inteligência de riscos. Com passagem pela Vale, atuou como Diretor Global de Assuntos Corporativos, Vice-Presidente da INCO no Canadá e executivo em sustentabilidade na Suiça, Rafael liderou a gestão internacional de riscos ESG e institucionais, negociações internacionais e implementação de práticas pioneiras de sustentabilidade corporativa, com equipes em todos os continentes em mais de 30 países. Hoje, continua a transformar empresas com consultorias e dados para decisões com impacto real, articulando visão de futuro com pragmatismo na Proactiva Results e Duetech ESG.

Adriano Hammerschmidt: Com 28 anos de trajetória profissional, Adriano Hamerschmidt é doutorando em Administração com foco em Estratégia em Organizações, possui mestrado em desenvolvimento sustentável, autor de livro na área de custos e especialista em sustentabilidade, com formação em economia, contabilidade e finanças. Atualmente, atua como Técnico Sênior na Itaipu Binacional, onde é Assistente da Superintendente de Compras e Coordenador Brasileiro do Comitê de Compras Sustentáveis. Sua carreira inclui ainda atuação como perito, consultor, diretor administrativo-financeiro hospitalar e professor, além de participação ativa na elaboração de relatórios de sustentabilidade com base na metodologia GRI.

Maristela Parigot: Engenheira química com mestrado em Engenharia Ambiental e MBA em Gestão, com formação no Brasil, EUA e Itália. Viveu 15 anos no exterior e tem ampla experiência em indústria e consultoria estratégica. Fundou e liderou por 15 anos uma empresa de consultoria, com foco em auditorias para a PETROBRAS, somando mais de mil avaliações em EHS, ESG e sistemas ISO. Atualmente, atua com investimentos, negócios internacionais e comércio exterior. Preside o IRIP e integra os conselhos do IEP e da ACP.

Ingresso: 1kg de alimento não perecível.