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Páscoa é acreditar na inovação, no crescimento e na renovação.

Foi com este foco que chegamos ao nosso centenário!

O real significado da Páscoa envolve reflexão, crescimento e renovação.

O IEP sempre focou em tais princípios, com ações inovadoras, trabalho inspirador e muito talento de todos que compõem o nosso Instituto.

Foi assim que chegamos aos nossos 100 anos de história. E é assim que vamos seguir em frente, pelos séculos que virão.

Feliz Páscoa!

A Sexta-Feira Santa é uma das datas mais antigas do nosso calendário e faz parte da tradição ocidental há séculos. Historicamente, ela marca o encerramento de um ciclo e o início de um período de reflexão que moldou feriados em todo o mundo. Mais do que uma folga, é um dia que preserva tradições culturais que atravessam gerações. Um dia de respeito e muita calma!

O IEP deseja um excelente feriado a todos.

“A gestão de riscos ganha protagonismo em um cenário cada vez mais marcado por eventos imprevisíveis e impactos urbanos complexos. Antecipar riscos é hoje uma exigência para cidades mais resilientes e seguras e para reforçar a importância do debate técnico e multidisciplinar”, disse o presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, ao abrir o evento “Gestão de Riscos”.

O encontro, organizado pela Câmara Técnica de Cartografia, Geociências e Geotecnologias, reuniu especialistas para discutir soluções técnicas e estratégias preventivas e ocorreu nos dias 31 de março e 1º de abril, no Centro de Eventos da instituição.

O diretor técnico do IEP, Eng. Civil Luiz Henrique Felipe Olavo, atuou como moderador no primeiro dia do evento. E o Eng. Cartógrafo Luís Alberto Lopez Miguez, respondeu pela mediação das palestras no segundo dia.

Ciclo de palestras

No primeiro dia, a abertura do ciclo técnico contou com a palestra do Eng. Cartógrafo Luís Alberto Lopez Miguez, formado pela UFPR e com atuação em geoprocessamento ambiental na Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba que abordou o papel das geotecnologias no mapeamento e na gestão de riscos. Em seguida, o Eng. Civil Vitor Pereira Faro, mestre em Geotécnica e doutor em Engenharia, que tratou da prevenção de deslizamentos de terra, destacando os desafios técnicos e a necessidade de integração de dados para antecipação de cenários críticos. Na sequência, o Eng. Civil Hudson Régis Oliveira, consultor da Transpetro, apresentou uma análise sobre o gerenciamento de riscos geotécnicos em oleodutos, com foco na complexidade operacional e nos fatores que impactam a segurança dessas estruturas.

No segundo dia, a programação teve início com a palestra do presidente do Simepar, Eng. Florestal Paulo de Tarso, que discutiu a aplicação da inteligência climática na gestão de riscos, enfatizando o uso de dados e tecnologias para previsão de eventos extremos. Na sequência, o técnico em segurança do trabalho e bombeiro civil Edilson Imbrunísio abordou a importância da comunicação em emergências, com destaque para o papel do radioamadorismo em situações de falha dos sistemas convencionais. Encerrando o ciclo de palestras, coronel Ivan Ricardo Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil do Estado, apresentou um panorama da gestão de riscos e desastres no Paraná, com ênfase na atuação integrada e no fortalecimento de políticas de prevenção.

Aplicação de dados espaciais

No primeiro dia do evento, o Eng. Cartógrafo Luís Alberto Lopez Miguez, destacou que as geotecnlogias essas ferramentas vêm se consolidando como estratégicas ao integrar coleta, análise e aplicação de dados espaciais. “Essas tecnologias vão além de mapas e imagens de satélite. Funcionam como uma cadeia integrada de observação, modelagem, alerta e resposta e são fundamentais no mapeamento de áreas vulneráveis”, afirmou.

O especialista acentuou ainda que não há uma solução única, mas sim a necessidade de integração entre diferentes fontes e tecnologias. “A pergunta não é qual ferramenta usar, mas como combinar fontes com diferentes velocidades e escalas”, pontuou. Para ele, a eficácia depende da articulação entre sistemas, equipes e protocolos: “Sem rotina, equipe e protocolo, a informação não vira decisão”.

Ferramentas de prevenção

“A prevenção de deslizamentos de terra exige leitura técnica apurada e integração de dados”, afirmou o Eng. Civil Vitor Pereira Faro. Segundo ele, a Engenharia já dispõe de ferramentas para antecipar riscos, desde que haja investimento adequado. “Nós temos capacidade técnica para antecipar cenários, emitir alertas e retirar pessoas de áreas de risco”, disse. Defendeu o avanço de abordagens probabilísticas e o uso integrado de dados para aumentar a precisão dos diagnósticos, salvar vidas e fazer uma gestão de risco muito mais eficiente.

Faro também destacou o papel da inteligência de dados e da integração entre diferentes fontes de informação, como mapas geológicos, modelos digitais de terreno e sistemas de monitoramento. “A tecnologia está disponível, mas precisa ser bem utilizada, desde a aquisição até a análise e apresentação dos dados”, disse. Para ele, a combinação de geotecnologia, inteligência artificial e atuação multidisciplinar permite ampliar a precisão dos diagnósticos. “Com esse conjunto, conseguimos antecipar cenários, salvar vidas e fazer uma gestão de risco muito mais eficiente”, concluiu.

Decisões operacionais

A gestão de riscos geotécnicos em oleodutos exige planejamento contínuo e monitoramento constante, explicou o Eng. Civil Hudson Régis Oliveira. “Essas estruturas estão expostas a diferentes contextos geológicos e interferências externas. Os oleodutos cruzam terrenos variados e interagem com a dinâmica superficial, o que amplia a complexidade da gestão de riscos”, afirmou.

Entre os principais desafios, estão os chamados georiscos, como deslizamentos e erosões. Segundo ele, o processo envolve identificação, avaliação e priorização dos riscos, com apoio de tecnologias de monitoramento. “O processo passa pela identificação, avaliação, classificação e priorização dos riscos, até chegar às medidas de mitigação”, disse. Ele também ressaltou a importância estratégica do sistema: “É uma operação contínua, essencial para a matriz energética do país”.

Inteligência climática

O presidente do IEP comentou na abertura do segundo dia dos trabalhos do evento, que a IA é um instrumento acessório que reduz o tempo da busca de informações. “No entanto, pode levar a um resultado catastrófico, pois a IA está fundamentada em banco de dados que possui tanto dados corretos com incorretos”.

A inteligência climática foi apontada como elemento central na antecipação de eventos extremos pelo Eng. Florestal Paulo de Tarso. “A inteligência climática consiste na aplicação estratégica de dados históricos, observacionais e preditivos, integrados à inteligência artificial, para antecipar riscos”, ressaltou.

Ele destacou a atuação contínua da instituição no monitoramento e emissão de alertas, além do uso de tecnologias como radares e supercomputação. Apesar dos avanços, alertou para a necessidade de formação técnica qualificada. “Há uma carência significativa de especialistas capazes de interpretar dados meteorológicos com profundidade”, disse. Para ele, a integração entre áreas é essencial: “Não basta prever; é preciso compreender o sistema como um todo para agir com eficiência”.

Comunicação radioamadora

A importância da comunicação alternativa em cenários críticos foi destaque na palestra do técnico em segurança do trabalho e bombeiro civil Edilson Imbrunísio. Com o tema voltado ao papel do radioamadorismo em emergências, ele ressaltou que esses operadores atuam como elo essencial quando sistemas convencionais entram em colapso. “O radioamador não substitui a estrutura oficial, mas, quando necessário, sustenta a comunicação, principalmente quando ela começa a falhar”, afirmou.

Casos práticos reforçam essa importância. No deslizamento da BR-376, em 2022, radioamadores atuaram ininterruptamente no envio de informações para a Defesa Civil, garantindo fluxo contínuo de dados. Já em buscas no Pico do Paraná, a comunicação eficiente foi decisiva em uma operação complexa com centenas de envolvidos. Para Imbrunísio, o radioamadorismo combina independência, resiliência e compromisso. “Ele não compete com a tecnologia moderna, ele a complementa. Mas, quando a infraestrutura falha e a normalidade se rompe, passa a ocupar um papel essencial: manter a comunicação viva e ativa”, concluiu.

Gestão de riscos

O coronel Ivan Ricardo Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil do Estado, destacou que a gestão de riscos no Paraná exige atuação integrada e foco em prevenção. “Temos mais de 12,5 mil ocorrências registradas, e todos os municípios já enfrentaram ao menos um desastre”, afirmou.

Para ele, o principal desafio é mudar a lógica de atuação. “Se a gente ficar apenas resolvendo problema, não vai faltar trabalho nunca. O grande desafio é atuar nas causas”, pontuou. Ele ressaltou avanços na estrutura estadual e no uso de dados para planejamento. “Estamos gerindo informações para agir de forma rápida, eficiente e organizada”, disse.

E concluiu, afirmando que “o caminho é investir cada vez mais em prevenção, atacando a origem dos problemas. A Defesa Civil somos todos nós. Nosso papel é integrar estruturas e promover ações coordenadas, seja na prevenção, na resposta ou na recuperação”. Nesse contexto, informou que Engenheiros, geólogos, meteorologistas e operadores de drone passaram a integrar o setor de inteligência, ampliando a capacidade de análise, mapeamento e resposta em situações críticas.

Assista ao evento completo abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) convida a participar do Seminário: IA e os Desafios do Séc. XXI, que será realizado no dia 16 de abril, a partir das 09h00, presencialmente no Centro de Eventos e com transmissão online pelo canal do YouTube do IEP.

Este Seminário conta com o apoio da Associação Paranaense de Engenheiros Eletricistas (APEE) e propõe discutir o futuro da humanidade em tempos de Inteligência Artificial (IA) e configura-se como um evento capaz de influenciar o pensamento brasileiro sobre ética e governança tecnológica.

PROGRAMAÇÃO:

• 09h00: ABERTURA DO EVENTO

• 09h30: TRANSHUMANISMO E PÓS-HUMANISMO – No século XXI, há uma tendência para-que a confluência entre inteligência artificial, nanotecnologia e engenharia genética, nos conduza a uma sociedade “transumana”, onde nos fundiremos com máquinas e as máquinas se tornarão mais parecidas com os humanos. Mas será este o destino que nos está reservado?

Um Século de Profunda Transformação para a Humanidade, com o Eng°. Roberto Menna.

Transhumanismo e Pós-Humanismo em Contexto, com a Dra. Virginia Chaitin.

Surpresas Tecnológicas, Experiências e Prospectos para o Futuro, com o Dr. Gregory Chaitin.

• 10h30: DEBATE COM OS PARTICIPANTES: Mediador Engº Omar Sabbag Filho

• 12h00: INTERVALO PARA O ALMOÇO

• 14h00: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E CIBERSEGURANÇA – A Inteligência Artificial (IA) chega e parece não nos dizer respeito, como se não tivéssemos responsabilidade alguma sobre nós mesmos. É fundamental compreendermos suas implicações para podermos usá-la em nosso próprio benefício, pois irá revolucionar todas as nossas atividades econômicas.

A Cibersegurança após o Advento das IAs, com o Engº Antônio Carlos Monclaro.

Reflexos no Direito a partir da IA – Uma Perspectiva a partir de não-coisas, com a Dra. Cinthia Obladen de Almendra Freitas.

IA e Suas Consequências – Escolhas Humanas num Século de Máquinas, com o Dr. Flávio Bortolozzi.

• 15h00: INTERVALO PARA O COFFEE

• 15h30: DEBATE COM OS PARTICIPANTES: Mediador Dr Alexandre Rasi Aoki

• 17h00: ENCERRAMENTO

CONHEÇA OS PALESTRANTES:

Roberto Menna

Autor do livro “IA & EU – quando a singularidade acontece” que aborda a transcendência humana perante a Inteligência Artificial e do qual uma nova edição está disponível em português, inglês e espanhol no “Clube de Autores”, tanto no formato Impresso como no formato Digital. É Engenheiro de Telecomunicações pelo Instituto Militar de Engenharia, Brasil 1976 (IME) e pós-graduado pelo Philips International Institute, Holanda 1979 (PII), e atua na área da cibersegurança em Portugal.

Virginia Chaitin

Epistemóloga brasileira com formação em áreas exatas e humanas, criou uma metodologia de pesquisa interdisciplinar epistemologicamente fundamentada e extensiva à ciência básica. Possui doutorado e pós-doutorado pela UFRJ, mestrado pela London School of Economics – LSE e pela PUC/RJ. Membro fundadora do Instituto de Estudos Avançados da Universidade Politécnica Mohamed VI – UM6P em Benguerir, Marrocos.

Gregory Chaitin

Matemático argentino-americano autodidata. Foi um dos criadores da teoria da informação algorítmica, uma teoria da complexidade e da aleatoriedade, baseada em uma ideia do filósofo Wilhelm Leibniz e que amplia e estende o trabalho do lógico austríaco Kurt Gödel sobre incompletude e o trabalho do teórico da computação inglês Alan Turing sobre incomputabilidade, no qual ele começou a trabalhar por conta própria na adolescência. Trabalhou por muitos anos na IBM Research e depois lecionou na Universidade de Buenos Aires e na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Omar Sabbag Filho

Engenheiro Civil pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (1978), Mestre em Construção Civil – UFPR (2005), Professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento – UFPR (1979 – 2015), Coordenador do Curso de Engenharia Civil, Pró-Reitor de Administração, membro dos Conselhos Superiores da UFPR. Foi Secretário Municipal de Obras Públicas de Curitiba (1983 – 1989), concebeu e implantou o Serviço 156 de atendimento a emergências urbanas (1984), o qual, em 40 anos, evoluiu para relevante instrumento de gestão municipal. Vereador de Curitiba (2009/2012), presidiu o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento LACTEC (2011/2014). Foi Diretor de Operações da Fomento Paraná S.A. (2015/2019) e sócio do Instituto de Engenharia do Paraná (1977/2026).

Antônio Carlos Monclaro

Engenheiro de Telecomunicações pelo Instituto Militar de Engenharia 1969 (IME). Diretor de Tecnologia da Acron (1990 – 2002); coordenador da Renasic – Rede Nacional de Segurança da Informação e Criptografia (2006–2019), uma rede brasileira criada para implementar a Política Nacional de Segurança da Informação e Criptografia.

Cinthia Obladen de Almendra Freitas

Doutora em informática pela PUC-PR; mestre em engenharia elétrica e informática industrial pela UTFPR. Engenheira civil pela UFPR, professora da PUC-PR de 1985 até hoje. Professora permanente do Programa de Pós-graduação (mestrado e doutorado – stricto sensu) em direito (PPGD) da PUC. Membro consultivo da Comissão de Direito Digital e Proteção de Dados da OAB/PR. Membro consultivo do Instituto Nacional de Proteção de Dados (INPD).

Flávio Bortolozzi

Graduado em Matemática pela PUCPR (1976); em Engenharia Civil (1981) e Doutor em Engenharia de Computação pela Universitè de Technologie de Compiègne França (1991), na Área de Inteligência Artificial / Visão Computacional, revalidado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi consultor do CNPq e é consultor da CAPES. Foi professor titular da Universidade UniCesumar e da PUCPR, e adjunto da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) entre outras universidades. Atua desde o final dos anos 1980 em IA, nomeadamente aprendizagem de máquina, gestão do conhecimento e inovação, com destaque em IA aplicada à educação, engenharias, saúde, direito, políticas públicas e processos educacionais contemporâneos. Publicou 127 artigos em periódicos Internacionais e Nacionais; 33 livros e capítulos de livros; 177 artigos completos em Anais de Eventos Internacionais e Nacionais. Atualmente pesquisador Top Manager da Fundação Araucária / PUCPR no projeto “Engenharias suportadas por Inteligência Artificial”.

Alexandre Rasi Aoki

Doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Itajubá (2003). É professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná – UFPR (desde 2008). Foi Pesquisador Sênior e Gerente do Departamento de Eletricidade e Materiais do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento – Lactec (2003 até 2017). Tem experiência na área de Sistemas Elétricos de Potência, incluindo: aplicações de Inteligência Artificial, smart grids, recursos energéticos distribuídos e microrredes. É membro do Cigre e Senior Member do IEEE Power Energy Society. Foi membro e Diretor Técnico da Associação Brasileira de Microrredes (ABMR).

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*A doação não é obrigatória, mas é bem-vinda.

Prezados(as) associados(as),

Informamos os horários de funcionamento do prédio do Instituto de Engenharia do Paraná – IEP durante o período do feriado de Páscoa:

Agradecemos a compreensão de todos e desejamos um excelente feriado.

Atenciosamente,

Instituto de Engenharia do Paraná

O Presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, acompanhou na manhã desta quarta-feira, na Associação Comercial do Paraná (ACP), a apresentação do Secretário da Fazenda do Estado do Paraná (Sefa), Norberto Ortigara, sobre o Fundo Estratégico do Governo do Estado, sancionado em Dezembro de 2025 e vinculado à Secretaria para garantir a sustentabilidade fiscal, financeira e o desenvolvimento socioeconômico de longo prazo. A palestra integra as atividades institucionais da ACP e contou com o apoio do Movimento Pró Paraná.

“A palestra do Secretário Ortigara não somente apresentou o Fundo Estratégico do Paraná, como demonstrou as três aplicações dos seus recursos, dentre as quais destaco aquela, de aplicação imediata, para recuperar desastres que afetem a economia municipal e do Estado do Paraná. Para essa aplicação, foi reservado o valor de R$ 350 milhões”, destacou o Presidente Gomez.

O Fundo Estratégico do Paraná (FEPR) tem como premissa reposicionar o Estado diante das mudanças trazidas pela reforma tributária. A palestra abordou os impactos do fim dos incentivos fiscais e a transição para um novo modelo de desenvolvimento baseado em instrumentos financeiros.

Ortigara lembrou que o Brasil vive uma mudança estrutural com a aprovação da Emenda Constitucional 132/2023, que prevê a extinção do ICMS até 2033 e proíbe a concessão de novos incentivos fiscais no âmbito do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). “Estamos diante do fim da chamada guerra fiscal. A compensação prevista não será suficiente para manter a competitividade dos estados”, destacou.

Segundo ele, durante a transição, entre 2025 e 2032, empresas poderão acessar o Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF), que prevê R$ 160 bilhões em recursos em nível nacional. No entanto, apenas benefícios considerados onerosos (com prazo determinado e condicionantes) serão elegíveis. “O FNDR surge como alternativa para financiar projetos estruturantes e reduzir desigualdades regionais. O acesso aos recursos, porém, dependerá da capacidade técnica dos estados e da qualidade dos projetos apresentados”, assegurou.

A palestra também destacou algumas fragilidades da economia paranaense, como a forte dependência da exportação de commodities, que representaram 67% da pauta em 2024, além do baixo crescimento do PIB per capita e da queda na produtividade.

Outro ponto de atenção apontado por ele são os riscos fiscais, com redução da autonomia arrecadatória dos estados e limitações ao investimento público. Soma-se a isso o impacto crescente de eventos climáticos extremos – 478 ocorrências registradas entre 2024 e 2025, afetando cerca de 430 mil pessoas no Estado.

Nesse contexto, o Fundo Estratégico do Paraná surge como uma ferramenta para alavancar investimentos e garantir sustentabilidade fiscal. Com cerca de R$ 1 bilhão em ativos iniciais, o FEPR será estruturado com reservas estratégicas, mecanismos de enfrentamento a desastres e instrumentos financeiros modernos.

“Nossos principais objetivos serão atrair investimentos privados, gerar novas receitas para o Estado, reduzir despesas correntes e manter indicadores fiscais em níveis sustentáveis”, resumiu.

O fundo, que está em fase de regulamentação, poderá operar por meio de diferentes instrumentos, como fundos de investimento (FIDCs, FIPs e FIAGROs), debêntures de infraestrutura, parcerias público-privadas (PPPs), concessões e participação societária em projetos estratégicos.

*Com informações da Comunicação ACP

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Nesta terça-feira, foram assinados cinco decretos que regulamentam os incentivos fiscais, econômicos e construtivos previstos no programa Curitiba de Volta ao Centro. Assinado pelo Prefeito Eduardo Pimentel, e acompanhado pelo Presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez (junto com a Diretora Administrativa, Arquiteta Ana Carmen de Oliveira), o pacote faz parte do grande projeto de revitalização do Centro de Curitiba, com incentivos que valerão para a região central, o Centro Histórico e parte do São Francisco e o entorno da Rodoferroviária, com eixos prioritários estabelecidos pelas ruas XV de Novembro, Barão do Rio Branco e Riachuelo; Teatro Guaíra, São Francisco e Avenida Jaime Reis; e a Rua Saldanha Marinho. Comércio e serviços, turismo, gastronomia e economia criativa estão entre os setores que poderão receber os benefícios do programa.

“Agora damos um passo importante, com o detalhamento das regras e o lançamento da consulta pública do primeiro edital. O Centro, graças à parceria entre o poder público e a iniciativa privada, terá a maior transformação da sua história”, disse o prefeito, que também abriu a consulta pública para o primeiro edital de subvenção, de até R$ 10 milhões, pelo qual o município vai custear até 50% do valor de obras de revitalização de imóveis a região.

O programa Curitiba De Volta ao Centro, previsto na Lei Complementar nº 150 de 18/12/ 2025, pretende estimular a recuperação urbana, atrair moradores e fomentar atividades econômicas na região central. Estão previstos investimentos de até R$ 163 milhões até 2032 para incentivar o retrofit de prédios, o restauro de imóveis históricos, a habitação popular e o fortalecimento do comércio e da cultura.
Destes, R$ 133 milhões serão em incentivos fiscais, com redução, isenção e remissão de impostos, e R$ 30 milhões em subvenções econômicas, com o reembolso, por parte do município, de 25% a 50% dos custos de projetos de revitalização.

Os cinco decretos assinados pelo prefeito tratam, cada um, de um eixo importante do programa e foram um trabalho elaborado pelas secretarias municipais de Planejamento, Finanças e Orçamento, do Urbanismo, de Desenvolvimento Econômico e Inovação, pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e pela Pars S.A., empresa de estruturação de parcerias público-privadas do município. São eles:

*Com informações da Prefeitura de Curitiba.

Realizado no último domingo, o evento Café com Glamour transformou a sede do Instituto de Engenharia do Paraná em um cenário de celebração, sofisticação e propósito. Em uma parceria inspiradora com as Embaixadoras do Bem, a tarde foi dedicada a enaltecer o protagonismo feminino e promover momentos de pura conexão.

A tarde teve início com a celebração das Mulheres Destaque de 2025. O evento prestou reconhecimento público a lideranças que transformaram seus setores e inspiraram a comunidade ao longo do último ano. Foi um momento de emoção e de reafirmar a importância da voz feminina em espaços de decisão e inovação.

Logo após foi realizado um desfile exclusivo, pensado para inspirar o closet da mulher contemporânea. Entre tecidos, cores e tendências, a passarela trouxe um mix de elegância e modernidade, mostrando que o estilo é, acima de tudo, uma forma de expressão pessoal.

A apresentação de dança encantou os presentes, uniu técnica e sensibilidade, trazendo leveza ao evento. Além disso, a Experiência Premiada garantiu que ninguém ficasse de fora da celebração: um verdadeiro show de prêmios selecionados distribuiu sorrisos e mimos entre as convidadas.

“Eventos como o Café com Glamour reforçam que, quando unimos engenharia, arte e solidariedade, criamos um impacto real na nossa sociedade”, Eng. Nelson Luiz Gomez, Presidente do IEP.