O Vice-Presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Eng. Civil João Augusto Barão Michelotto, representou o Presidente, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, na cerimônia de posse da nova Diretoria da Associação Comercial do Paraná (ACP) para a gestão 2026-2028, que tem à frente o presidente o empresário Paulo Sérgio Mercer Mourão.

“Vivemos um dos momentos mais desafiadores para o setor empresarial, com mudanças econômicas profundas, avanços tecnológicos acelerados e um ambiente de negócios cada vez mais exigente. Ao mesmo tempo, é justamente nesses momentos que instituições fortes como a ACP precisam se posicionar e agir”, mencionou Mourão. “Nosso propósito é trabalhar para melhorar o ambiente de negócios, reduzir entraves burocráticos, estimular a competitividade e contribuir para a geração de empregos e renda no Paraná”, afirmou.

Segundo ele, sua gestão estará baseada em três pilares fundamentais: a defesa incondicional do ambiente de negócios; o apoio direto ao empreendedor e a inovação como estratégia central para o futuro do setor produtivo.

Ao concluir sua fala, Mourão lembrou que nada se sustenta sem pessoas. “Nenhuma política pública, nenhum programa ou projeto funciona sem gente comprometida, talentosa e que acredita no que faz. A ACP é, antes de tudo, uma instituição feita por pessoas para pessoas, e isso vai nortear todas as nossas ações. A mensagem é clara, a ACP está ao lado do empreendedor. Vamos defender, apoiar, inovar e construir juntos um ambiente mais justo, competitivo e próspero para quem empreende no Paraná. Nosso compromisso é com o desenvolvimento do estado e com as pessoas que fazem a economia acontecer”, encerrou.

“O IEP saúda o novo presidente da ACP e reafirma seu compromisso de atuar em conjunto, unindo esforços para impulsionar o progresso econômico, social e industrial do Paraná”, diz o Vice-Presidente do IEP, Eng. Civil João Augusto Barão Michelotto.

Um século de engenharia, conhecimento e compromisso com o futuro

Em 2026, o Instituto de Engenharia do Paraná celebra 100 anos de história. Uma trajetória construída com visão, ética e dedicação ao desenvolvimento do Paraná e do Brasil.

O Livro IEP – Volume 3 registra mais do que fatos: ele revela o espírito de uma instituição que nasceu do ideal de engenheiros e professores visionários e se consolidou como referência técnica, profissional e social ao longo de um século.

Desde a histórica reunião de 1926, em Curitiba, até os desafios contemporâneos da engenharia, o IEP esteve presente na formulação de legislações, no acompanhamento das transformações urbanas e industriais, na promoção da inovação e na defesa incansável da profissão.

Este volume é um convite à reflexão sobre o passado, ao reconhecimento das conquistas e, sobretudo, à inspiração para os próximos cem anos — sempre guiados pelos princípios que moldaram o Instituto: ética, independência, profissionalismo e responsabilidade social.

Livro IEP – Volume 3: Uma obra que honra a história, valoriza a engenharia e projeta o futuro.

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O Vice-Presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) para a gestão 2025-2027, Eng. Civil João Augusto Barão Michelotto, prestigiou na última quinta-feira a cerimônia de posse da nova Diretoria da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (ADEMI-PR), gestão 2026/2027.

O evento foi conduzido pela presidente da ADEMI-PR, Maria Eugenia Fornea, anfitriã do jantar e da solenidade, realizados no Spot 105, e contou com a presença de autoridades e lideranças do setor.

Na ocasião, também foi realizado o anúncio dos Grupos de Trabalho estruturados por eixos estratégicos, reforçando o compromisso da entidade com o desenvolvimento e o fortalecimento do mercado imobiliário paranaense.

“A participação do IEP no evento evidencia a integração entre instituições e o alinhamento em torno de iniciativas que contribuem para o avanço da engenharia e dos setores produtivos do Paraná”, resume Michelotto.

Mais de 500 pessoas se reuniram na noite sexta-feira (06.02), no Salão Azul do Clube Curitibano, para celebrar os 100 anos do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), brindar à trajetória centenária da entidade e cantar “parabéns” em uma cerimônia marcada por emoção, memória e projeção de futuro. O tema da noite, “Eu faço parte dessa história”, sintetizou o sentimento de pertencimento de gerações de profissionais que ajudaram a construir o Paraná.

Fundado em 1926, o IEP consolidou-se como referência técnica e institucional, reunindo engenheiros, arquitetos, geocientistas e profissionais ligados ao desenvolvimento. Ao longo de um século, a entidade participou de debates estratégicos, apoiou a formulação de políticas públicas e contribuiu para a formação de lideranças técnicas no Estado.

Em discurso, o Presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, destacou a evolução da entidade e sua relevância social. “O Instituto cresceu cem vezes e hoje reúne 4,3 mil associados, representando os engenheiros, arquitetos, geógrafos, geólogos e meteorologistas, atuando com entidades parceiras, promovendo centenas de eventos e atendendo milhares de pessoas por meio de serviços e convênios”, afirmou. Segundo ele, esse avanço demonstra a força da entidade e a confiança da comunidade técnica no papel do Instituto como espaço de debate, inovação e integração profissional. “A missão segue sendo construir uma sociedade mais digna e sustentável e melhorar a qualidade de vida da população”, disse.

Ele lembrou que em 10 de março de 1926, o Paraná aprovou a primeira lei estadual que valorizou a profissão de Engenharia, um marco histórico que consolidou o reconhecimento legal e institucional da nossa atividade. “Desde então, essa legislação evoluiu, acompanhando o crescimento da Engenharia e da sociedade. Hoje, o Instituto de Engenharia do Paraná reúne 40 iniciais e representa 46 profissões, refletindo a diversidade e a complexidade das áreas técnicas que constroem o nosso Estado”.

O Presidente do IEP contou que, no ano passado, foram realizados 218 eventos técnicos, institucionais e científicos, reunindo quase 5 mil participantes, tanto presencialmente quanto em formato digital. “Esses dados demonstram a vitalidade do Instituto, sua capacidade de mobilização e seu papel como referência técnica e intelectual da engenharia paranaense”, pontuou.

Ao final de sua fala, Gomez leu o manifesto em defesa da adoção de um Código de Conduta no Supremo Tribunal Federal, ressaltando a necessidade de parâmetros éticos, transparência institucional e previsibilidade das decisões como pilares para a confiança pública no Judiciário. O documento foi elaborado em um ato público convocado pela OAB Paraná e mobilizou dezenas de entidades representativas da sociedade civil organizada do Estado, incluindo o IEP.

Falas das autoridades presentes

Representando o prefeito Eduardo Pimentel, o secretário municipal de Urbanismo, Eng. Civil Almir Bonatto, destacou a relação histórica entre o IEP e o desenvolvimento de Curitiba. “A cidade tem muito de sua identidade construída na parceria entre poder público, engenharia e sociedade civil organizada. O Instituto sempre foi parte fundamental dessa trajetória”, afirmou, ao defender o fortalecimento do diálogo institucional e da cooperação técnica.

O presidente do Crea-PR, Eng. Agrônomo Clodomir Ascari, relembrou a origem comum entre as duas instituições. “O Crea-PR nasceu dentro do IEP, que foi protagonista na regulamentação e valorização das engenharias no Brasil. Essa ligação histórica segue viva, com intercâmbio permanente de lideranças e cooperação institucional”, disse.

Já o Presidente da Mútua Nacional, Eng. Civil Joel Kruger, ressaltou a importância do Instituto para a expansão e industrialização do Paraná. “Falar do IEP é falar da história do Estado, da transformação das cidades, do campo e da indústria. É uma entidade de classe que se projeta nacional e internacionalmente, com parcerias e projetos que orgulham a engenharia brasileira”, afirmou.

Representando a Assembleia Legislativa, o deputado estadual e Eng. Civil Fabio Oliveira destacou o legado do Instituto. “O IEP está nos prédios, nas máquinas, nos projetos e nas cidades. É uma história construída por associados que deixaram sua marca no Paraná. A sociedade paranaense agradece esse legado”, disse, ao anunciar homenagem da Assembleia à instituição.

Durante a cerimônia, o Presidente Nelson Luiz Gomez entregou placas de agradecimento aos patrocinadores e apoiadores institucionais, entre eles Mútua, Crea-PR, Copel, Sanepar, FIEP, Sinduscon-PR, Lactec, Fecomércio e URBS, reconhecendo o papel das entidades no fortalecimento do Instituto.

A programação incluiu homenagem aos ex-presidentes que lideraram o Instituto em diferentes períodos, reconhecendo o papel de cada gestão na consolidação da entidade. Foram homenageados Gilberto Piva (2001 a 2005); Jaime Sunye Neto (2009 a 2013); Cassio José Ribas Macedo (2013 a 2015); José Rodolfo de Lacerda (2017 a 2019); Horácio Hilgenberg Guimarães (2019 a 2021); José Carlos Dias Lopes da Conceição (2023 a 2025) e o atual presidente Nelson Luiz Gomez.

Lançamento de livro

Um dos destaques da noite foi o lançamento do livro “Um pioneiro a caminho do centenário”, de Diego Antonelli, que encerra a trilogia sobre a história do IEP. A obra resgata fatos, personagens e conquistas que consolidaram a entidade como referência nacional, funcionando como registro histórico para as próximas gerações.

Em clima de gratidão e projeção de futuro, os presentes participaram do brinde oficial do centenário, celebrando o passado e reafirmando o compromisso com os próximos 100 anos de inovação, ética e contribuição técnica ao Paraná. Todos convidados cantando “parabéns” ao Instituto de Engenharia do Paraná, em um momento simbólico que reforçou a ideia central do evento, a história do IEP é construída coletivamente por seus associados, parceiros e pela sociedade paranaense.

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) participou na última sexta-feira – junto com instituições paranaenses – de uma manifestação de apoio à Ordem dos Advogados do Brasil – seção Paraná referente à adoção de um Código de Conduta no âmbito do Supremo Tribunal Federal, bem como para apoiar a iniciativa apresentada pelo seu Presidente, Luiz Fernando Casagrande Pereira, no sentido de fortalecer os parâmetros éticos e institucionais do tribunal.

“Em nossos dias, em que ainda não são suficientes a Constituição Federal, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional e o Regimento Interno do STF para serem aplicadas pelos Ministros, há necessidade de um Código de Conduta que estabeleça clareza e transparência nos critérios éticos”, resume o Presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez.

Segundo a OAB-PR, a consolidação de diretrizes formais de conduta é uma medida necessária para nos adequarmos às melhores práticas institucionais adotadas por cortes constitucionais no mundo todo. Não se trata de restringir a independência judicial, pilar essencial do Estado Democrático de Direito, mas de reafirmar de maneira transparente e objetiva, os valores que devem orientar o exercício da jurisdição constitucional.

A sociedade paranaense tem reiteradamente defendido o fortalecimento das instituições, a previsibilidade das decisões e a observância rigorosa dos princípios da impessoalidade, moralidade e publicidade. A criação de um Código de Conduta insere-se nesse contexto como instrumento de aprimoramento institucional, contribuindo para maior segurança jurídica e para o fortalecimento da confiança pública no Poder Judiciário.

A legitimidade das Cortes Constitucionais não decorre apenas de sua competência formal. Está também relacionada à clareza de seus procedimentos e à transparência de seus critérios éticos. O Código promoverá a autorregulação responsável e a padronização de condutas, medidas essenciais para reforçar a estabilidade democrática e a credibilidade do sistema de Justiça.

As entidades entendem que, embora a obediência a princípios éticos seja intrínseca à atuação do Juiz da mais alta Corte do País, a ausência de limites éticos e de conduta, objetivamente estabelecidos em um Código, vem concorrendo para agravar a crise de credibilidade que atinge o Supremo Tribunal Federal. As graves notícias cotidianamente veiculadas por uma imprensa livre e fundamental à democracia, revelam a necessidade urgente de estabelecer limites éticos, sendo este o momento oportuno para a sua implementação.

Abaixo, as instituições que aderiram à manifestação:

*Com informações da OAB-PR.

A Câmara Municipal de Curitiba realizou, nesta quinta-feira (5), uma sessão solene em homenagem aos 100 anos do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), entidade que chega ao centenário em 2026, consolidada como uma das principais referências técnicas do Estado. A cerimônia reconheceu a contribuição histórica do Instituto para o desenvolvimento urbano, tecnológico e social de Curitiba e do Paraná.

A solenidade foi proposta e conduzida pelo presidente da Câmara, vereador Tico Kuzma (PSD), e reuniu autoridades dos poderes Executivo e Legislativo, lideranças técnicas e representantes da engenharia, da arquitetura e do urbanismo. Compuseram a mesa o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel; o presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez; a Eng. Civil Maria Elizabeth Young; os secretários municipais Almir Bonato (Urbanismo) e Luiz Fernando Jamur (Obras Públicas); o ex-governador Orlando Pessutti; a arquiteta e urbanista Ana Carmen de Oliveira; além do vereador Serginho do Posto.

Além do presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, receberam o Diploma Comemorativo aos 100 Anos, ex-presidentes, membros da diretoria, conselheiros e parceiros que contribuíram para a trajetória do Instituto ao longo de um século. O diretor-geral da Alep, Wellington Dalmaz, recebeu a homenagem em nome do pai Paulo Dalmaz, Conselheiro do IEP.

Parceiro histórico

Ao discursar, o prefeito Eduardo Pimentel destacou a relevância do IEP para o planejamento e a execução das grandes transformações urbanas da capital. “Curitiba só chegou até aqui porque sempre contou com o conhecimento técnico e o compromisso dos Engenheiros. O Instituto de Engenharia do Paraná é parceiro histórico da cidade, apoiando, orientando e também fiscalizando as obras públicas”, afirmou.

O prefeito ressaltou que a atual gestão conduz um amplo pacote de investimentos em infraestrutura, com projetos como o Inter 2, o Ligeirão Leste-Oeste, obras de drenagem, recapeamento, além da construção de trincheiras e viadutos. “São bilhões de reais em obras em andamento e planejadas, e queremos que o IEP siga ao nosso lado, contribuindo tecnicamente para garantir qualidade, segurança e visão de futuro”, disse.

Eduardo Pimentel também reforçou a importância do planejamento de longo prazo. “Estamos discutindo, junto ao IPPUC, o futuro da cidade para os próximos 15 ou 20 anos. O Plano Diretor é o nosso guia, e o apoio do IEP é fundamental para que Curitiba continue crescendo de forma organizada, sustentável e humana”, completou.

Decisões inovadoras

Em sua fala, o presidente da Câmara, vereador Tico Kuzma, ressaltou o papel histórico da Engenharia no desenvolvimento da capital e do Estado. “O Instituto de Engenharia do Paraná ajudou a construir não apenas obras, mas ideias, valores e uma cultura de responsabilidade técnica e compromisso com o interesse público”, afirmou. Ele também destacou a contribuição do IEP para a regulamentação da profissão e para a criação do sistema CREA, além da presença constante da entidade nos debates estruturantes da cidade.

Kuzma lembrou ainda que a própria história da Câmara Municipal está ligada à Engenharia e à Arquitetura, desde o projeto do prédio atual, assinado pelo engenheiro Ernesto Guaita, no final do século XIX. “Engenheiros e arquitetos sempre estiveram presentes tanto na construção física quanto na construção legislativa de Curitiba”, pontuou.

“Ao celebrar esse centenário, também homenageamos figuras emblemáticas como a engenheira Enedina Alves Marques, símbolo de superação, pioneirismo e da presença cada vez mais relevante das mulheres na engenharia paranaense. O IEP representa a diversidade e a evolução de uma profissão essencial para o progresso do país”, destacou.

Kuzma lembrou que a história urbana de Curitiba está diretamente ligada à atuação de engenheiros visionários, como prefeitos que promoveram a modernização da cidade com avenidas largas e calçadas generosas, iniciativas que, à época, foram criticadas, mas que o tempo consagrou como decisões estratégicas e inovadoras. “Essas transformações mostram a importância do planejamento técnico e da coragem de pensar o futuro”, afirmou.

Para o vereador, o planejamento urbano e os projetos estruturantes seguem sendo fundamentais para o futuro do Paraná. “E o IEP cumpre esse papel com excelência, como um espaço de convergência, reflexão e proposição”, afirmou. “A Câmara Municipal de Curitiba é parceira do Instituto de Engenharia do Paraná e seguirá apoiando essa entidade que é referência para a engenharia e para o desenvolvimento do nosso Estado”, concluiu.

Construção coletiva

Durante seu discurso, o presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez afirmou que na condição de 36º presidente, recebe esta homenagem com profunda gratidão. “Representar o Instituto de Engenharia do Paraná em seu centenário é um privilégio comovente. O IEP é uma construção coletiva, erguida ao longo de um século por engenheiros, arquitetos, técnicos e profissionais que dedicaram seu conhecimento ao desenvolvimento do Paraná. Muitos deles já não estão entre nós, mas permanecem vivos na história e nos valores da instituição”, acentuou.

Lembrou que o IEP nasceu às 17h30 do dia 6 de fevereiro de 1926, em um sábado de carnaval, quando 46 engenheiros e cinco estudantes se reuniram no prédio histórico da Universidade Federal do Paraná. Desde então, a instituição contou, ao longo de sua trajetória, com a participação de ministros, governadores, prefeitos e inúmeras personalidades que ajudaram a construir sua relevância.

Gomez ressaltou a atuação atual do Instituto nos debates estratégicos da cidade, como a contribuição ao Plano Diretor de Curitiba. “O IEP integra o G11, grupo que auxilia a administração municipal na construção de um planejamento urbano participativo, somando conhecimento técnico à proposta da Prefeitura e à escuta da sociedade. É uma forma concreta de colaborar com o futuro da cidade”, afirmou.

Boa Engenharia

O presidente também mencionou que a história do Instituto está sendo registrada em três volumes, dois já lançados e um em fase final. “Somos a quarta entidade de engenharia mais antiga do Brasil e, desde as primeiras palestras, que abordavam temas como o carvão brasileiro e as rodovias como fator de progresso, até os debates atuais sobre carros elétricos, Sociedade 5.0 e territórios do amanhã, o IEP sempre esteve voltado à inovação e à melhoria da qualidade de vida”, disse.

O presidente do IEP reforçou o compromisso ético da instituição. “Defendemos a boa Engenharia, técnica, econômica e ética, o planejamento, o diálogo e a justiça social. Somos contra a corrupção, o desperdício de recursos públicos e qualquer prática que comprometa os direitos fundamentais e o futuro das próximas gerações. A ética é a base de uma sociedade próspera e de um Estado verdadeiramente democrático”, enfatizou.

Ao encerrar, ele definiu o IEP como a “casa da engenharia”, aberta à sociedade e ao futuro. “Mesmo diante de desafios políticos, econômicos e jurídicos, seguimos otimistas. Com união, liderança e educação, o Instituto continuará sendo um farol de luz para o Paraná e para o Brasil. Agradeço a todos que fizeram e fazem parte desta história e à Câmara Municipal de Curitiba pelo apoio. Longa vida ao Instituto de Engenharia do Paraná”, concluiu.

Ao final da sessão solene, o presidente do IEP presenteou o presidente da Câmara com exemplares de três livros que registram a história dos 100 anos do IEP.

Depoimentos

Eng. Civil Antônio Borges dos Reis “Minha ligação com o Instituto de Engenharia do Paraná vem desde a infância, quando acompanhava meu pai engenheiro às atividades do IEP. Mais tarde, como estudante, profissional e vereador, encontrei no Instituto apoio, aprendizado e reconhecimento. O Instituto é parte da minha vida, e sigo comprometido em contribuir para seu fortalecimento. Parabenizo o IEP e todos os seus ex-presidentes por esse legado extraordinário”.

Eng. Civil Omar Sabag Filho“Minha trajetória profissional passou pela universidade, pela engenharia municipal, pela Secretaria de Obras, pela Câmara e pelo Instituto de Engenharia do Paraná. Esses espaços dialogam entre si e são fundamentais para o desenvolvimento de Curitiba. O IEP sempre foi um ponto de encontro entre o conhecimento técnico e a gestão pública. Que esses laços se fortaleçam ainda mais, em benefício da cidade e da população”.

Deputado Estadual Alexandre Curi – presidente da Alep “O IEP chega aos 100 anos com uma contribuição inestimável para o desenvolvimento do nosso Estado. Desde a criação do primeiro curso de Engenharia, em 1912, até as grandes obras que transformam a vida das pessoas, a Engenharia sempre esteve presente. Cumprimento a Câmara Municipal pela homenagem e agradeço a todos os engenheiros que trabalham por um Paraná mais moderno, sustentável e justo”.

Rafael Greca – Secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável“Meu coração paranaense me diz que a história do Instituto de Engenharia do Paraná é a própria história da ocupação do nosso território. Das primeiras estradas ao desenvolvimento do norte cafeeiro, a engenharia moldou o Paraná. Essa trajetória se reflete em grandes nomes, como os irmãos Rebouças e Jaime Lerner, e também na memória do meu pai. O IEP é expressão da identidade paranaense, do trabalho e da inteligência do nosso povo”.

José Carlos Dias Lopes da Conceição – Engenheiro Civil e ex-presidente do IEP“O Instituto de Engenharia do Paraná é fundamental na minha vida pessoal e profissional. Tive a honra de exercer diferentes funções nessa entidade centenária, que promove ética, diálogo, visão de futuro e o encontro de gerações. Fazer parte dessa história é motivo de orgulho e responsabilidade”.

Maria Elizabeth Yang – Engenheira Civil e diretora do IEP“Sou associada do IEP desde 1977 e construí minha trajetória profissional sempre ligada a essa instituição. Fui a primeira engenheira da Petrobras na refinaria do Paraná e, anos depois, recebi do IEP o prêmio Engenheira Enedina Alves Marques. Tenho profundo respeito e orgulho desta entidade, a verdadeira Casa da Engenharia Paranaense”.

*Fotos: Rodrigo Fonseca/CMC

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) foi destaque na edição de hoje do Jornal Indústria e Comércio, com uma ampla entrevista feita com o presidente, engenheiro eletricista Nelson Luiz Gomes, a qual compartilhamos com todos abaixo.

Caso prefira, o material pode ser conferido diretamente da fonte na página 9.

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) fez o lançamento oficial do selo e do carimbo comemorativos aos 100 anos da entidade. A solenidade foi realizada na quarta-feira (4/2), no Centro de Eventos Luiz Cláudio Mehl, reunindo dirigentes, associados, convidados e representantes dos Correios.

O evento marcou simbolicamente a travessia de um século de história. Fundado em 1926 por um grupo de engenheiros visionários, o IEP consolidou-se como uma das principais instituições técnicas do país, com papel decisivo no desenvolvimento da infraestrutura, da inovação e da qualidade de vida no Paraná.

Ao longo de dez décadas, a Engenharia paranaense deixou sua marca em estradas, pontes, edifícios, sistemas energéticos e soluções urbanas que conectam o presente ao futuro. Nesse percurso, o IEP tornou-se espaço permanente de debate técnico, produção de conhecimento e articulação profissional, acompanhando a própria evolução do Estado.

Marca histórica

Ao dar as boas-vindas aos presentes, o Presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, destacou o caráter histórico da iniciativa. “É uma satisfação enorme recebê-los em um evento tão importante para o Instituto. O lançamento de um selo não é algo que fica apenas para hoje; é uma marca histórica, que pode atravessar centenas de anos”, afirmou. Ele lembrou ainda do valor simbólico e cultural da filatelia ao citar exemplos clássicos. “Se esse selo se tornar uma referência para colecionadores, como outros que existem no mundo, ele passa a carregar a história do IEP por gerações. O selo é algo extremamente importante, guardado como patrimônio”, disse, ao mencionar peças raras como o One Penny Black, de 1840, e o brasileiro Olho de Boi, de 1843.

O selo comemorativo foi lançado pelo Ministério das Comunicações, por meio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A peça filatélica retrata o prédio histórico da Universidade Federal do Paraná, local da fundação do IEP, além da logomarca e da identidade visual alusivas ao centenário. A imagem é assinada pelo fotógrafo Enéas Gomes.

Memória coletiva

Durante a cerimônia, foi realizado o rito de obliteração, o carimbo oficial que simboliza o lançamento do selo. O ato foi conduzido pelo superintendente estadual dos Correios no Paraná, Rodilso de Moraes, com a participação do presidente do IEP, diretores da entidade e do fotógrafo responsável pela imagem.

Em seu pronunciamento, Rodilso de Moraes ressaltou o papel dos selos como registro histórico. “Os selos postais deixaram de ser apenas comprovantes de pagamento para se tornarem memória coletiva da sociedade. Hoje, é uma honra para os Correios registrar os 100 anos do IEP, uma instituição marcada pelo pioneirismo e pelo impacto profundo no desenvolvimento do Paraná”, afirmou.

O superintendente destacou ainda que o IEP é a entidade de Engenharia mais antiga do estado e a quarta do Brasil. “Ao longo de um século, o Instituto modernizou-se, ampliou serviços e tornou-se referência na integração e capacitação de profissionais. Quando uma instituição investe na valorização profissional, todos ganham: a sociedade, a economia e o futuro”, completou.

A solenidade foi encerrada com a sessão de autógrafos do livro “Um Pioneiro a Caminho dos 100 Anos” (volumes 1 e 2), do jornalista Júlio Zaruch, obra que registra a trajetória e o legado do Instituto de Engenharia do Paraná.

Assista ao evento completo abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:

Nesta terça-feira (03.02), a sede do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) foi palco da palestra “O Impacto das Mudanças Climáticas nas Obras de Engenharia”, ministrada pelo Eng. Florestal Pedro Luiz Fuentes Dias. O evento integrou a programação comemorativa dos 100 anos da entidade e reuniu profissionais e estudantes para discutir os desafios impostos pelo aquecimento global à Engenharia contemporânea.

Na abertura, o presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, deu as boas-vindas ao público e destacou o papel estratégico da Engenharia neste momento histórico. Para ele, se a Engenharia é a arte de aplicar o conhecimento científico a serviço da humanidade, as mudanças climáticas representam o maior desafio da atual geração. “Mais do que uma crise, o cenário impõe uma oportunidade inédita de inovação, obrigando o setor a repensar cidades, sistemas de energia e modelos de transporte”, alertou.

Ao apresentar o palestrante, o Presidente ressaltou a trajetória técnica e acadêmica de Pedro Dias, com experiência internacional na Alemanha e no Japão. O Engenheiro já atuou como diretor de fiscalização e licenciamento ambiental do então Instituto Ambiental do Paraná (hoje IAT), coordenou o Programa de Impactos Ambientais de Barragens na cooperação Brasil-Alemanha, liderou missões técnicas na América Latina e é professor de pós-graduação. Atualmente, preside a ABRAP-PCH, é conselheiro da APEF e diretor executivo da CIA Ambiental.

Equilíbrio

“Se continuarmos nos extremos, da destruição ou da preservação ineficiente, vamos fracassar”, afirmou o palestrante logo no início, em tom de alerta. Ao longo da exposição, Pedro Dias defendeu a necessidade de equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento, chamando atenção para a perda acelerada de florestas ao longo de apenas dois séculos e para os entraves enfrentados em projetos de energia, como as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), especialmente no Paraná. Ele criticou a dificuldade de áreas para compensação ambiental e alertou que a falta de manejo pode levar, paradoxalmente, à morte de árvores emblemáticas, como a Araucária.

A preocupação com o avanço das mudanças climáticas permeou toda a palestra. O Engenheiro citou estudos que indicam que um aumento médio de 4 °C pode levar à morte de grandes áreas da Floresta Amazônica, ao comprometer a capacidade das folhas de capturar gás carbônico. Também destacou o aumento do nível do mar, que ameaça países insulares e populações costeiras, além da intensificação de eventos extremos. “Desde a Revolução Industrial, a população cresceu oito vezes e o consumo energético disparou. É como uma casa que não foi feita para abrigar tanta gente”, comparou.

Desastres

Dados recentes reforçam o alerta. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2023 foi o ano mais quente da história. No Brasil, a temperatura média ficou 0,6 °C acima da média histórica. Os desastres naturais seguem a mesma tendência: inundações no Rio Grande do Sul atingiram mais de 2,5 milhões de pessoas, enquanto Portugal enfrentou incêndios que devastaram cerca de 10 mil hectares. A projeção apresentada aponta para um aumento de até 30% nos desastres climáticos, com cerca de 600 eventos anuais até o fim do século.

Nesse cenário, Pedro Dias destacou que governos e agências reguladoras já começam a reagir, incorporando o risco climático em políticas públicas e marcos regulatórios. Alertas antecipados, seguros climáticos para infraestrutura, monitoramento da vegetação urbana e novos dispositivos em contratos de concessão fazem parte desse movimento. Para ele, a Engenharia também precisa avançar, adotando práticas como arquitetura regenerativa, construções modulares, materiais inovadores, como concreto autorreparável, bio-concreto e tijolos de plástico reciclado, e soluções baseadas na natureza.

Adaptação

Ao abordar o planejamento urbano, o palestrante citou exemplos de adaptação em cidades como Curitiba, que investe em parques alagáveis, jardins infiltrantes, telhados verdes e monitoramento tecnológico das árvores. “As cidades precisam funcionar como esponjas, absorvendo e liberando a água aos poucos”, explicou. Para ele, observar a cidade a pé ajuda a compreender essas transformações e reforça a importância das escolhas individuais.

Encerrando a palestra, Pedro Dias deixou uma reflexão direta: manter a economia e os padrões de construção atuais é insustentável a médio prazo. Evitar a perda de bem-estar e uma possível catástrofe ecológica exige mudanças profundas, que passam pela educação ambiental, pela gestão de riscos e por uma Engenharia capaz de dialogar com a natureza, não contra ela.

Assista a palestra completa abaixo ou no Canal do IEP no YouTube:

Informamos que, no próximo sábado, 07 de fevereiro, não haverá Bar da Amizade. Porém, o prédio estará funcionando normalmente, das 07h00 às 18h00.

Contamos com a compreensão de todos.

Atenciosamente,

Equipe IEP