Nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, ocorreu a última reunião do Banco de Ideias deste ano, encerrando um ciclo de intensa participação e trocas técnicas. Ao longo de 2025, foram realizadas 47 reuniões, além de 08 edições da Hora da Ágora, reunindo um total de 36 engenheiros (77%) e 09 representantes de outras áreas, fortalecendo o caráter multidisciplinar do grupo.

A reunião de encerramento contou com a presença do Eng. Luiz Henrique Felipe Olavo, que ministrou a palestra “Apresentação de Atividades e Resultados IEP/2025”, trazendo um panorama detalhado das ações realizadas e dos avanços institucionais ao longo do ano.

Sobre o palestrante:

Luiz Henrique Felipe Olavo é engenheiro civil e mestre pela UFPR. Desde 1999 atua como responsável técnico da ENSOLO Engenharia, acumulando ampla experiência em consultoria, projeto e controle de fundações e contenções, com mais de 3.000 obras no currículo.

Em 2014, iniciou sua trajetória como professor universitário nas áreas de Mecânica dos Solos, Geologia e Fundações. Desde 2018, é coordenador do curso de especialização em Fundações e Contenções do Instituto IDD, além de revisor da Revista do IDD (2024). Atualmente, também exerce o cargo de Diretor Técnico do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP).

Na área associativa, foi presidente do Núcleo PR–SC da ABMS (2016–2017) e, desde 2017, atua como conselheiro da ABMS nacional. Além disso, é revisor de trabalhos técnicos em importantes eventos do setor, como Geosul (2015 e 2023), SEFE (2023) e Cobramseg (2024).

Destaques do Banco de Ideias em 2025

Entre os temas trabalhados ao longo do ano, destacam-se:

Assista a reunião completa abaixo:

Hoje é um dia muito especial. Hoje é o Dia do Engenheiro.

A Engenharia é uma das ciências responsáveis pela evolução e pelo desenvolvimento da humanidade.

Os Engenheiros, atuando em diversas áreas, com diferentes competências e conhecimentos, trazem mais soluções para todos nós, garantindo mais conforto, qualidade de vida e benefícios que contemplam a sociedade, o meio ambiente e o progresso humano em nosso planeta – e até fora dele.

O IEP – Instituto de Engenharia do Paraná – sente-se honrado por fazer parte deste setor, contribuindo para a sua valorização e o seu desenvolvimento. Parabéns, Engenheiros!

Nesta quarta-feira, 26 de novembro de 2025 , a reunião do Banco de Ideias contou com a participação do Eng. Rafael Pussoli, que ministrou uma palestra sobre o tema “Os Engenheiros e a Engenharia Paranaense do Século XX”.

Rafael Êrico Kalluf Pussoli é Engenheiro civil formado pela PUC-PR em 1990, com especializações em Engenharia de Segurança do Trabalho (PUC-PR, 1991) e Engenharia e Gestão Ambiental (UFPR, 2001). Mestre em Meio Ambiente (LACTEC, 2015) e doutorando em Gestão Técnica Urbana (PUC-PR, 2023–2026). Foi professor na PUC-PR (2016–2018) e coordenador de pós-graduação no Grupo IDD (2019–2021). Diretor de Engenharia e Arquitetura do TJPR (2005–2007) e, desde 2024, atua como fiscal na mesma instituição. Conselheiro do CREA-PR desde 2023, atualmente diretor segundo administrativo (2025). Possui acervo técnico com obras como Rua Presidente Farias (1991), Avenida Iguaçu (1998), viadutos no Atuba (1996) e Bairro Alto–Vila Tingui (1998), trincheiras na BR-116 no Atuba (1994) e Pinheirinho (2000), além das Ruas da Cidadania, sede do CRM, Câmara de Pinhais e terminais de transporte. Atua como voluntário na Casa dos Pobres São João Batista desde 1986, tendo recebido o Troféu Engenheiro do Ano em Responsabilidade Social (2012) e o Prêmio Cidade de Curitiba (2016).

Assista a reunião completa abaixo:

A sede do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) recebeu nesta terça-feira (09.12) a palestra “Eco Octano: Equipe de Supermilhagem”, apresentada por João Felipe Faustino Santana, capitão da Mecânica, e Vitor Gabriel Fonseca Pereira, capitão da Elétrica. O encontro foi promovido pela Câmara Técnica de Processos e Tecnologia Mecânica do IEP, em parceria com a Associação Paranaense dos Engenheiros Mecânicos (Apemec-PR).

A abertura ficou a cargo do presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, que destacou o papel da instituição na formação de novos profissionais. “O IEP é uma casa de portas abertas para quem busca aprimoramento e experiência prática”, afirmou. Ele reforçou a importância da participação estudantil nas atividades da entidade, como a Câmara Técnica Universitária e os encontros de conversação em inglês. “Queremos que mais jovens aproveitem essas oportunidades — o investimento retorna para a carreira inteira”, completou.

O coordenador da Câmara Técnica de Processos e Tecnologia Mecânica, Douglas Moeller Diener, fez a apresentação dos capitães da equipe Eco Octano, afirmando que “vamos conhecer uma iniciativa universitária muito interessante que foca no desenvolvimento de tecnologias de mobilidade sustentável”.

Conexão e conhecimento

Projeto de extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Eco Octano tem como missão formar engenheiros com sólida base técnica e visão social, além de levar conhecimento para diferentes públicos, de crianças a profissionais do setor. A equipe atua em pesquisa, desenvolvimento e ações de difusão científica, conectando engenharia, sustentabilidade e comunidade.

Durante a palestra, os capitães da equipe detalharam os resultados obtidos em oficinas, cursos e atividades de extensão, que incluem a participação em semanas acadêmicas, workshops e visitas técnicas em parceria com patrocinadores. A troca de conhecimento entre os membros é apontada como um dos pilares do projeto. “O que mais nos marca é ver o impacto que esse contato gera nos estudantes e na comunidade”, afirmou João Felipe.

Os estudantes apresentaram ainda o histórico de atuação na Shell Eco-Marathon, uma das maiores competições de eficiência energética do mundo. O evento reúne estudantes de toda a América Latina para projetar veículos capazes de percorrer longas distâncias consumindo o mínimo de energia. Provas de inspeção, segurança e desempenho compõem as etapas obrigatórias para validar as marcas.

A Eco Octano participa da competição desde 2012, acumulando evolução técnica e resultados expressivos nas categorias de combustão, elétrico e, mais recentemente, hidrogênio. Entre 2018 e 2025, a equipe passou de sistemas totalmente artesanais para processos profissionais de design e fabricação de circuitos, marcando uma mudança de patamar no desenvolvimento dos protótipos.

Maturidade técnica

Os palestrantes destacaram a trajetória dos veículos, desde o primeiro elétrico, o Harpia (2018), até o recordista Atom (2024), que atingiu 219 km/kWh. “Esse carro mostrou que conseguimos competir em um nível muito alto mesmo com materiais mais acessíveis. Foi ali que percebemos nossa maturidade técnica”, explicou Vitor Gabriel.

Em 2025, a equipe deu um passo além ao competir simultaneamente nas categorias elétrica e hidrogênio. O protótipo Sirius, movido a célula de combustível, conquistou o 1º lugar nacional, com eficiência de 132 km/m³, marca inédita na América Latina. “Trabalhar com hidrogênio exige cuidado extremo. Conseguir um sistema seguro e eficiente foi um desafio enorme, mas o resultado mostrou que valeu a pena”, comentou João Santana. “Ver o carro completar as voltas e registrar a marca foi uma emoção indescritível”, explica João Felipe.

A área elétrica, responsável por um salto de qualidade nos últimos anos, enfrentou um desafio adicional com o novo sistema de alimentação do carro a hidrogênio. Para superar custos de importação e restrições orçamentárias, a equipe adotou um modelo híbrido de produção. “Fabricamos parte das placas em parceria com a TEC-CI e produzimos outras internamente em fenolite. Foi uma solução criativa para manter desempenho e atender às demandas da categoria”, explicou Vitor Gabriel. Esse equilíbrio entre otimização e adaptação foi essencial para alcançar os resultados de 2025.

Visibilidade do projeto

Além do desempenho em pista, a Eco Octano destacou o crescimento da visibilidade do projeto. Somente durante a preparação e na semana da competição, o perfil no Instagram ultrapassou 250 mil visualizações, alcançando pessoas de diversos estados. “Hoje não somos apenas uma equipe de Curitiba. Somos acompanhados pelo Brasil inteiro”, afirmou João Felipe. E Vitor Gabriel completa, “a comunicação fortalece parcerias e mostra que a engenharia universitária produz impacto real”.

A equipe conta atualmente com cerca de 50 estudantes de cursos como Engenharia Mecânica, Elétrica, Química, Física, Produção e até Publicidade, distribuídos em áreas técnicas e administrativas. A liderança da Elétrica divide-se entre instrumentação e telemetria, powertrain elétrico e sistemas de alimentação e segurança, enquanto a Mecânica cuida de estrutura, carenagem, direção, freios e powertrain mecânico.

Com foco na formação completa dos estudantes, o projeto integra sustentabilidade, planejamento, trabalho em equipe e desenvolvimento tecnológico. “Nosso objetivo vai muito além da competição: queremos formar profissionais que compreendam a sociedade e o ambiente onde vivem”, resumiram os estudantes.

Encerrando a palestra, os capitães projetaram o próximo passo: a participação na Shell Eco-Marathon Americas 2026, em Indianápolis, nos Estados Unidos. “Queremos levar o nome da UFPR e do Paraná para o cenário internacional. A equipe está mais madura do que nunca, e nosso objetivo é chegar forte para competir com universidades de alto nível”, pontuaram.

Assista ao evento completo abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), anfitrião e um dos apoiadores institucionais do I Seminário sobre Segurança nas Atividades de Visitação em Áreas Naturais, abriu na terça-feira (09.12) as portas de sua sede, em Curitiba, para receber especialistas, gestores públicos e representantes de órgãos ambientais e de resgate de todo o país.

Também participam profissionais de turismo e voluntários de montanhismo, debaterão protocolos de segurança, manejo e sinalização de trilhas, resgates em áreas remotas, turismo de aventura e capacitação integrada. O evento acontece até quarta-feira (10.12) e reúne as principais instituições envolvidas na gestão de segurança em áreas naturais, em um momento marcado pelo crescimento expressivo da visitação em Unidades de Conservação.

A abertura do seminário foi conduzida por Renata Apoloni, Coordenadora de Planejamento da Visitação no ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, e destacou a urgência do tema e a mobilização institucional para a realização do encontro. “Que a gente tenha um momento de construção e fortalecimento de parcerias e ações coordenadas”, disse. Segundo ela, a organização registrou cerca de 300 inscritos, e completou, afirmando que “estamos motivados pela participação expressiva e pela competência das instituições envolvidas”. No final do pronunciamento, fez um agradecimento especial ao IEP por sediar o evento.

A mesa de abertura do seminário contou com o Presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez; Coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, Subcomandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná; Major Daniel Lorenzetto, Chefe da Divisão de Gestão de Riscos e Desastres da Coordenadoria de Defesa Civil do Estado do Paraná; Iara Vasco Ferreira, Diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBIO; e Pedro da Cunha e Menezes, Diretor de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima.

“Falou em risco, falou em engenharia”

Ao dar as boas-vindas a todos, o Presidente Gomez reforçou a conexão entre o debate e o papel da Engenharia na mitigação de riscos. “Analisei os temas que serão apresentados, e isso tem tudo a ver com a Engenharia. Falou em risco, falou em atividade da engenharia. Muitos visitantes subestimam os perigos das áreas naturais ou simplesmente não os percebem”.

Ele lembrou que são 18 entidades colaborando com o evento, e frisou que “tem certeza de que vamos sair com orientações e conclusões importantes para salvar vidas daqueles menos avisados. É muito significativo que o seminário aconteça aqui no IEP, que reúne 4.300 associados em 22 estados brasileiros”, finalizou.

Percepção de risco

Antes de iniciar sua saudação, o Coronel Jonas Emmanuel relatou que, enquanto participava do evento, o Corpo de Bombeiros realizava uma operação de resgate no Pico do Paraná. Dois jovens que haviam saído no dia anterior e deveriam ter retornado no mesmo dia não voltaram. As buscas começaram por terra e, em seguida, uma base de apoio com helicóptero foi montada. O Coronel destacou que a operação, ainda em andamento, evidencia a relevância da gestão de segurança, da integração entre equipes e da percepção de risco.

Ele reforçou que a percepção de risco é determinante para reduzir acidentes. “Gestão de segurança, integração e percepção de risco são palavras-chave deste evento. A ameaça existe — seja um desnível, um corpo hídrico ou a desorientação espacial. O que reduz o risco é fazer com que as pessoas percebam o ambiente em que estão”.

O Coronel lembrou ainda que o risco é uma equação dinâmica: “Aumenta quando crescem a vulnerabilidade e a exposição; diminui quando ampliamos a capacidade e o treinamento. E nada disso se faz sozinho. O jeito de trabalhar hoje é a integração entre todas as instituições”, afirmou.

Atuação conjunta

O Major Daniel Lorenzetto reforçou que qualquer incidente em áreas naturais tende a mobilizar várias instituições simultaneamente. “Todos têm o direito de acessar áreas naturais, mas precisamos de equipes especializadas e gestores de risco preparados. Quando ocorre uma emergência, diversas instituições atuam juntas”, observou.

Segundo ele, a ideia do seminário é gerar respostas e encaminhamentos que possam ser utilizados nacionalmente, não apenas no Paraná. “Por isso, discutimos desde salvamento em altura até afogamentos e acidentes de mergulho, tudo a que o visitante pode estar exposto”, explicou.

Compromisso permanente

Para Iara Vasco, o seminário marca um avanço na construção de práticas integradas de segurança. “O risco nunca deixa de existir, mas podemos reduzi-lo. Tragédias nos fazem refletir sobre o que estamos fazendo certo e errado, e como podemos evoluir. Esta iniciativa trata da vida”, acentuou.

Ela ressaltou que as áreas protegidas são espaços de bem-estar. “E nossa responsabilidade é garantir que as pessoas tenham segurança para vivenciá-las”, pontuou. No final, disse que espera avanços em cooperação, troca de conhecimento e “construção de instrumentos que realmente nos façam evoluir”.

Direito ao risco

Encerrando a solenidade de abertura do seminário, Pedro Menezes destacou a necessidade de consolidar uma doutrina nacional de gestão de segurança. Ele explicou que hoje as instituições já trabalham de forma integrada no combate a incêndios, e isso pode ser ponto de partida para uma atuação conjunta na segurança da visitação.

Ele observou que o direito ao risco é sagrado, mas a prevenção começa com informação de qualidade. “Precisamos definir quais perguntas devem orientar as próximas etapas: limites jurídicos para atuação conjunta, protocolos de acionamento, responsabilidades dos prestadores de serviço e um modelo nacional de resposta”, ponderou. E destacou que o “o objetivo não é sair do evento com todas as respostas, mas com perguntas claras sobre os desafios que devem guiar o próximo ciclo de trabalho”.

Organizadores

O evento é uma realização do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima MMA, em cooperação com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Ministério do Turismo, Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, Defesa Civil do Paraná, Fórum do Sistema Nacional das Unidades de Conservação e Corpo de Socorro em Montanha com apoio do Instituto Água e Terra, do Instituto Semeia, da Fundação Florestal de São Paulo, do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro da Associação Rede Brasileira de Trilhas e do Projeto GEF Áreas Privadas.

O seminário está sendo transmitido pelo canal oficial do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima no YouTube.

O Instituto de Engenharia do Paraná, por meio da Câmara Técnica Universitária, realiza o 29° encontro voltado à conversação em Inglês com foco em temas de engenharia. Este é o ambiente perfeito para quem busca aprimorar o idioma de forma descontraída e colaborativa, expandindo o vocabulário técnico essencial para os desafios do mercado global.

Este evento é aberto ao público associado, universitário e engenheiros que queiram se destacar no mercado global.

Para entrar no grupo de WhatsApp, contate: (44) 99818-2661 ou (41) 99639-9060.

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), por meio da Câmara Técnica de Câmara Técnica de Processos e Tecnologia Mecânica, e a Associação Paranaense dos Engenheiros Mecânicos – APEMEC-PR irão realizar a palestra com o tema “Eco Octano: Equipe de Supermilhagem”, com João Felipe Faustino Santana e Vitor Gabriel Fonseca Pereira, hoje, dia 09 de dezembro, às 19h00 no Auditório do 2° andar do IEP e com transmissão pelo YouTube.

João Felipe Faustino Santana
Capitão da Mecânica

Vitor Gabriel Fonseca Pereira
Capitão da Elétrica

Juntos compões a equipe do Eco Octano, um projeto de extensão da UFPR. É uma Equipe de Competição voltada para a Eficiência Energética no Automobilismo em protótipos Elétricos e a Célula de Hidrogênio. Participante e Campeão da Shell Eco Marathon Brazil, organizada pela própria Shell Global.

Ingresso: 1kg de alimento não perecível*.
*A doação não é obrigatória.

Na noite deste sábado, associados, diretores, convidados e homenageados reuniram-se na sede do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) para uma celebração marcada por homenagens e confraternização, encerrando oficialmente a 31ª Semana de Engenharia do IEP, realizada ao longo de toda a última semana com diversas atividades.

Em sua fala de boas-vindas, o Presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez parabenizou os profissionais eleitos para representar a entidade junto ao Crea-PR e fez um lembrete. “Para ampliarmos a representação do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) junto ao Crea-PR, peço a todos os associados com registro no Conselho que indiquem o IEP como seu representante. Continuem prestigiando nossa instituição, fortalecendo sua voz e sua atuação em prol da Engenharia paranaense”, resumiu, informando aos presentes, ainda, sobre a conclusão próxima da obra do mezanino, que possibilitará a adequada acomodação dos materiais utilizados no Centro de Eventos, atualmente armazenados no sexto andar do edifício-sede.

O destaque da noite foi a entrega do “Troféu Engenheiro do Ano de 2025” ao Eng. Florestal, professor aposentado sênior da UFPR e Acadêmico (cadeira número 55) da Academia Paranaense de Engenharia, membro do Corpo Científico da FUPEF, Dr. Roberto Tuyoshi Hosokawa, conhecido por ter desenvolvido o “Teorema Astrofísica Quântica aplicada à biosfera terrestre”.

O Teorema é fundamentado nos estudos de “Atmosfera Solar” do astro físico teórico russo USTINOV; “Fotons Solares” do astro físico aplicado, o romeno M. PRODAN; “Geometria de Cones dos Eventos Cíclicos Naturais” do astro físico teórico, o inglês S. HAWKING; “Espiral da Galáxia (NASA)”, uma obra do astrofísico teórico brasileiro, J. STEINER; e a pesquisa “Espiral da Entropia” do astro físico aplicado, o brasileiro R. T. HOSOKAWA.

“Talvez esta seja minha última oportunidade de expressar minha profunda gratidão às instituições e às pessoas que foram fundamentais na minha trajetória profissional e científica”, disse o homenageado. “Agradeço também aos dirigentes do Instituto de Engenharia do Paraná, poderosa instituição que congrega a sociedade de engenheiros do estado, especialmente ao seu Presidente, o carismático Engenheiro Nelson Luiz Gomez, e a toda a diretoria, pela generosidade e pela confiança”, completou. “Minha participação no IEP é antiga, sou sócio remido desde dezembro de 2006 e, apesar de um longo período de afastamento, tive a satisfação de retornar e integrar importantes discussões, como a análise dos problemas de água do Alto Iguaçu. A pesquisa é uma atividade inebriante que nos impulsiona, mas que também exige cuidado para que não se perca de vista a família e os recursos, sempre escassos, necessários para investigar, modelar e publicar. Por fim, reafirmo minha convicção de que a concorrência saudável é essencial para o progresso e o desenvolvimento da ciência. Muito obrigado”, concluiu.

Ao longo da noite, também foram homenageados in memorian os engenheiros Luiz Cláudio Mehl (1946-2025), Nelson Luiz de Sousa Pinto (1932-2025) e Waldir Pedro Xavier Tavares (1927-2025). O IEP concedeu uma menção honrosa a George Domit de Oliveira e Enéas Gomez e premiou os três melhores trabalhos inscritos no 18⁰ Concurso Fotográfico Engenharia no Brasil: Ney Guimarães Filho (1⁰ lugar); Leon Henrique Pereira (2⁰ lugar) e Alonso Correia Lopes Junior (3⁰ lugar).

A solenidade pode ser acompanhada na íntegra abaixo.

Assista ao evento completo abaixo ou no Canal do IEP no YouTube:

O quinto dia da 31ª Semana de Engenharia do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) encerrou a programação de palestras com uma agenda considerada estratégica pelo presidente da instituição, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez. Depois das visitas técnicas, o público acompanhou duas exposições de grande relevância para o IEP, para o Paraná e, como destacou Gomez, “pois reforçam o compromisso do evento com conhecimento aplicado, tecnologia e desenvolvimento”.

As apresentações reuniram temas de alto impacto: “Desafios e Oportunidades da Agricultura”, conduzida pelo Eng. Natalino Avance de Souza, e “Embraer e Eve Air Mobility: Uma História de Inovação”, ministrada pelo Eng. Marcelo Schroden. Ambas encerraram o evento reforçando o compromisso da Semana de Engenharia com conhecimento aplicado, tecnologia e desenvolvimento.

Agricultura diversificada

O engenheiro agrônomo Natalino Avance de Souza, com 46 anos dedicados à agricultura paranaense, abriu a palestra destacando a posição estratégica do Estado. “Estamos numa situação privilegiada enquanto agricultura”, afirmou. Apesar de ocupar apenas 2,34% do território brasileiro, o Paraná consolidou uma produção diversificada, com 40 cadeias produtivas e forte predominância de pequenas propriedades, 85% delas com menos de 50 hectares. Esse perfil familiar, aliado ao alto nível tecnológico em algumas regiões, faz do Paraná “o supermercado do mundo”, exportando para mais de 183 países.

O desempenho é robusto: o Estado responde por cerca de 14% da produção nacional de grãos e lidera cadeias como frango, feijão, madeira e tilápia. Soja, frango, milho e leite seguem no topo do Valor Bruto da Produção (VBP), que alcança municípios com mais de R$ 1 bilhão ao ano. Mas, paralelamente aos números expressivos, Souza expôs o que considera o principal ponto de atenção: “Temos uma agricultura muito rica e uma agricultura muito pobre”. A diferença de renda entre regiões evidencia dois Paranás, um moderno, tecnificado e com alta capacidade de transformar grãos em proteína animal; e outro, dependente de commodities, com baixa produtividade e alto êxodo rural.

A disparidade se agrava pela dificuldade dos pequenos produtores em acessar assistência técnica e tecnologia. Segundo o palestrante, “55% dos agricultores não têm assistência técnica. Isso cria um distanciamento tecnológico que empurra o pequeno para fora do campo”. Nos últimos anos, o Paraná perdeu 65 mil estabelecimentos rurais, reflexo da baixa rentabilidade de atividades como a soja para propriedades menores. Para ele, agregar valor e transformar produção primária em proteína é decisivo para elevar a renda: “Não é com soja que se melhora densidade de renda, é transformando grão em carne”.

Maior desafio

Os desafios ambientais também exigem ação imediata. O Estado, que já foi referência mundial em conservação de solos, hoje enfrenta aumento de erosão, uso inadequado de agrotóxicos e escassez hídrica. “Calcula-se que em cinco anos o Paraná perdeu mais de R$ 200 milhões por falta de água”, alertou. O avanço da mecanização levou à eliminação de terraços, agravando o escoamento superficial e reduzindo a infiltração. Ao mesmo tempo, práticas inadequadas têm causado mortandade de abelhas, danos à sericicultura e prejuízos a culturas sensíveis.

Outro eixo crítico é a penosidade do trabalho rural, que afasta jovens e acentua o êxodo. “A agricultura modernizou, mas o trabalho pesado ficou para trás”, disse Natalino, citando atividades como colheita manual de banana e palmito. Com 87,4% dos paranaenses vivendo em áreas urbanas, a distância entre a qualidade de vida no campo e na cidade aumenta, e limita a renovação geracional.

Para enfrentar os desafios, o Paraná aposta em programas de modernização e apoio ao pequeno produtor, ações de fortalecimento de cooperativas e um novo acordo com o Banco Mundial para práticas sustentáveis e produção de água. A ampliação da pavimentação rural, da conectividade e da qualidade da energia também integra o plano.

Souza resume a missão: “O maior desafio é ajudar o agricultor a produzir com menos esforço, mais produtividade, menor custo, melhoria da qualidade vida e respeito ao meio ambiente”. E reforça a oportunidade global: alimentar uma população mundial que chegará a 10 bilhões. “Essa é a grande chance do Paraná, desde que cuidemos das pessoas, da terra e da água”.

Mobilidade aérea urbana

Na palestra “Embraer e Eve Mobility: Uma História de Inovação”, o engenheiro Marcelo Schroden revisitou a trajetória da fabricante brasileira, destacando que a empresa, fundada em 1969, tornou-se “um dos maiores conglomerados aeroespaciais do mundo”, com mais de 9 mil aeronaves entregues em mais de 100 países. Ele lembrou marcos como a privatização, o lançamento das famílias ERJ e E-Jets, a expansão para a aviação executiva e agrícola, o avanço em defesa e a aposta em projetos sustentáveis movidos a eletricidade e hidrogênio. “Somos totalmente globalizados, mas mantemos a raiz em São José dos Campos”, observou.

Schroden sublinhou que a Embraer é reconhecida internacionalmente pela inovação e se orgulha do selo Great Place to Work. Reúne mais de 23 mil colaboradores e 18 mil no Brasil, e mantém programas de formação como o PEE – Programa de Especialização em Engenharia e programa educacionais, que já especializou mais de 1.700 engenheiros. “Investir em gente é parte da nossa estratégia”, afirmou.

Ao detalhar a Eve Air Mobility, subsidiária criada para liderar a mobilidade aérea urbana, o engenheiro disse que a empresa nasceu “para transformar o deslocamento urbano em algo mais eficiente, silencioso e ecológico”. A evolução inclui o surgimento como projeto da Embraer-X em 2017, a independência operacional em 2020, o IPO na Bolsa de Nova York em 2022, o anúncio da fábrica em Taubaté em 2023, o primeiro protótipo não-conforme em 2024 e, em 2025, o acordo com a brasileira Revo.

“Carro voador”

Ele ressaltou a complementaridade entre Embraer e Eve, definindo a relação como “duas empresas distintas, conectadas pela confiança e pela colaboração”, com autonomia preservada e divisão clara de regiões e riscos. O eVTOL — veículo elétrico de decolagem e pouso vertical, foi apresentado como o “carro voador” projetado para percorrer 30 quilômetros em cerca de dez minutos, com zero emissões, menor ruído, alta confiabilidade e capacidade para quatro passageiros e um piloto. “Desenvolver um avião é fácil; difícil é certificar”.

O engenheiro explicou que a mobilidade aérea urbana exige muito mais que a aeronave: depende de infraestrutura, regulamentação, operação de frota, capacitação e atendimento ao cliente. Nesse contexto surgiram o TechCare, voltado a serviços, treinamento e manutenção, inclusive soluções para reaproveitamento de baterias, e o Vector, software agnóstico para gestão automatizada de tráfego aéreo de baixa altitude. “Sem controle inteligente, não há como ter centenas de aeronaves voando sobre a cidade”, alertou.

A Eve, atualmente com clientes em mais de 10 países e a carteira de pré-encomendas mais robusta do setor (registrando 2,7 mil pré-encomendas), oferece o que Schroden chamou de “solução completa para operações de eVTOL”: aeronave, serviços, software e ecossistema. A Revo será a primeira a receber o modelo em 2027. “Estamos construindo o futuro da aviação urbana com segurança, acessibilidade e alcance global”, concluiu.

Assista ao evento completo abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:

O presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, participou da cerimônia de abertura do Encontro Estadual de Líderes Rurais 2025, realizada nesta manhã, no Expotrade, em Pinhais (na RMC). Promovido anualmente pelo Sistema FAEP, reúne produtores e lideranças do setor agropecuário de todo o Estado e, nesta edição, espera reunir mais de 4 mil participantes, representantes de 148 sindicatos rurais do Paraná.

A programação, que integra palestras técnicas, atividades culturais e debates estratégicos, marca a celebração dos 60 anos da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP). O presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou a relevância do encontro para o desenvolvimento do agronegócio paranaense.

“Nosso propósito é defender os interesses do produtor rural e garantir condições para que ele continue avançando. Para isso, é fundamental desenvolvermos novos líderes”, afirmou. “Este evento é de extrema importância, pois celebra o passado e o presente, mas também projeta uma visão de futuro”, acrescentou.

Com o tema “FAEP 60 anos: conectando gerações”, o encontro integra o Programa de Sustentabilidade Sindical (PSS), lançado em 2018 pelo Sistema FAEP, e encerra o ciclo de ações promovidas ao longo do ano pela entidade, reunindo agricultores e pecuaristas de todas as regiões do Estado.

“Nesse evento, conversei com os gestores e políticos presentes sobre a infraestrutura do Estado, as dificuldades dos produtores rurais e as novas tecnologias aplicadas ao agronegócio, temas estes que são pautados cotidianamente no IEP”, disse o Presidente Gomez.

A palestra magna do Encontro Estadual de Líderes Rurais 2025 foi conduzida pelo ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, referência internacional em economia. Guedes abordou o atual cenário econômico brasileiro e global, trazendo uma análise prospectiva sobre desafios, oportunidades e tendências estruturais, com foco em inovação e construção de um ambiente econômico mais sustentável e resiliente.

A programação também contou com a participação de Geraldo Rufino, que ministrou palestra sobre liderança, destacando competências essenciais para a formação de lideranças contemporâneas e inspiradoras no setor rural.

*Com informações da Comunicação FAEP