Hoje celebramos o dia do Engenheiro de Alimentos.
Este profissional, com muito conhecimento, técnica e tecnologia, faz com que alimentos cada vez mais seguros e de qualidade possam chegar aos lares de todos nós.
O IEP – Instituto de Engenharia do Paraná – congratula hoje todos os Engenheiros Agrônomos.
O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) promoveu uma visita técnica à Castrolanda, uma das mais importantes cooperativas agroindustriais do Brasil, localizada na região dos Campos Gerais.
O grupo de associados teve a oportunidade de conhecer de perto o processo produtivo, a gestão tecnológica e as inovações aplicadas pela cooperativa em diversos setores, como laticínios, suinocultura, grãos e energia. A atividade proporcionou uma imersão técnica e prática sobre os desafios e soluções de engenharia no agronegócio moderno.
Durante a visita, os participantes puderam interagir com especialistas da Castrolanda, que apresentaram as estruturas industriais, os sistemas de automação e os projetos sustentáveis desenvolvidos pela cooperativa. A experiência reforçou a importância da integração entre engenharia e agronegócio, setores fundamentais para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Paraná e do Brasil.
O IEP agradece à Castrolanda pela receptividade e pela oportunidade de aprendizado, que certamente contribui para o aperfeiçoamento técnico e profissional dos participantes”, resume o Presidente, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez.
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Punjabi Tadka – O Sabor e o Tempero Original da Índia
Inspirado na região de Punjab, o Punjabi Tadka traz à Curitiba o autêntico sabor da culinária indiana.
Com especiarias como cominho, mostarda, alho, gengibre e garam masala, cada prato é preparado com a tradicional técnica do tadka, que realça aromas e sabores únicos.
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O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Organização das Nações Unidas (ONU), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Catedral Jaime Lerner, por meio da Câmara Técnica Arquitetura e Urbanismo irão realizar o evento com o tema “Sustentabilidade Ambiental Urbana: Conhecimento em Debate” no dia 23 de outubro a partir das 14h00, no Centro de Eventos do IEP e com transmissão pelo canal do YouTube.
“Sustentabilidade Ambiental Urbana: Conhecimento em Debate”, uma iniciativa fundamental para aprofundar as discussões sobre o futuro das cidades. Com um alinhamento às diretrizes da ONU-Habitat, o evento foca na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com ênfase no ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), e integra os ODS 10 (Redução das Desigualdades) e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima). Nosso objetivo é fomentar o debate qualificado e dar visibilidade aos avanços e trabalhos realizados pelo PPGSAU e pela Cátedra Jaime Lerner neste campo vital.
A programação é estruturada em dois módulos: O “Desafios Urbanos Emergentes”, abordará as complexidades das mudanças ambientais globais, as desigualdades socioeconômicas e a urgência de políticas públicas inovadoras para a construção de ambientes urbanos mais resilientes e inclusivos. Em seguida, “Integrando Dados para a Sustentabilidade Urbana”, explorará a Análise do Ciclo de Vida e o papel transformador da coleta, análise e integração de dados e inovações tecnológicas no planejamento urbano e na tomada de decisões, visando cidades mais inteligentes e centradas nas pessoas.
- Data: 23/10 (Quinta)
- Horário: 14h00
- Local: Centro de Eventos e YouTube
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PROGRAMAÇÃO:
Abertura:
- 14h00 – Presidente do IEP, Nelson Luiz Gomez
- 14h10 – Elise Bonato e Caren Silva da CT de Arquitetura e Urbanismo do IEP
- 14h20 – Ilana Lerner e Marina Sutile da Cátedra Jaime Lerner
Módulo 1: Desafios Urbanos Emergentes – Palestras
- 14h30 – Desafios Ambientais Urbanos em sobreposição, com Profa. Dra. Tatiana Gadda
- 14h50 – Microclimas urbanos e medidas de mitigação do aquecimento global, com Prof. Dr. Eduardo Krüger
- 15h10 – Articulação dos Serviços Ecossistêmicos e drenagem na infraestrutura urbana sustentável, com Profa. Dra.Tamara van Kaick
- 15h30 – Debate
- 15h45 – Intervalo e Café
Módulo 2: Integrando Dados para a Sustentabilidade Urbana – Palestras
- 16h00 – Além das Cidades: Como a Avaliação do Ciclo de Vida contribui para a Sustentabilidade Global, com Profa. Dra. Cássia Ugaya
- 16h20 – Avaliação do Ciclo de Vida e aplicações para tomada de decisão, com Prof. Dr. Fabio Puglieri
- 16h40 – Debate
- 16h55 – Encerramento, com Prof. Dra. Tatiana Gadda
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PALESTRANTES:
Nelson Luiz Gomez – É Analista de Sistemas – UFPR, Engenheiro Eletricista – UFPR, Mestre em Administração – UFPR, Bacharel em Direito – UniCuritiba. Foi engenheiro da Copel, Professor da UFPR, e advogado, além de sua extensa carreira ligada a entidades, só no IEP já exerce o seu 3° mandato como Presidente da Instituição.
Elise Bonato – É Arquiteta e Urbanista formada pela PUC e Coordenadora da CT Arquitetura IEP. Possui diploma binacional em Gestão Técnica do Meio Urbano pela Universitee de Tecnologie de Compiegne (GTU/PUC), pós-graduação em engenharia ambiental pela UFPR e MBA em gestão ambiental. Profissional com 33 anos de atuação junto a Secretaria de Urbanismo, Secretaria de Obras, Secretaria de Saneamento e Câmara Municipal de Curitiba. Acompanhamento do Plano Diretor do Município de Curitiba e região metropolitana. Membro participante de diversos conselhos da capital e região metropolitana. Membro do PDUI/PRÓ -METROPOLE, ACP, G11/IEP e conselho deliberativo do IEP.
Ilana Lerner – Presidente do Instituto Jaime Lerner. Jornalista graduada pela Universidade Federal do Paraná (1991), preside o Instituto Jaime Lerner. Foi responsável pela gestão da Biblioteca Pública do Paraná e exerceu a função de diretora do Museu Oscar Niemeyer. Atuou como coordenadora dos Jogos Mundiais da Natureza, do Festival de Teatro de Curitiba e de diversos projetos de comunicação integrada, relações com a imprensa e publicações editoriais.
Marina Sutile de Lima – Arquiteta e urbanista formada pela Universidade Federal do Paraná, onde foi reconhecida com o terceiro lugar geral de sua turma. É mestre em Planejamento Urbano pela mesma instituição, tendo sua dissertação premiada nacionalmente como a melhor da área de Planejamento Urbano e Regional nos anos de 2022 e 2023. Atualmente, é doutoranda em Gestão Urbana pela PUCPR, com pesquisas voltadas a sistemas alimentares sustentáveis e segurança alimentar nas cidades.
Desde 2019, integra a equipe da Jaime Lerner Arquitetos Associados, onde atua na coordenação e desenvolvimento de projetos complexos. Suas principais frentes de trabalho envolvem projetos de requalificação de parques urbanos, reabilitação de áreas centrais, masterplans para comunidades planejadas, paisagismo de parques e áreas verdes, além de projetos arquitetônicos de grandes equipamentos urbanos e acupunturas urbanas. Realizou intercâmbio acadêmico no Politecnico di Torino, na Itália, com bolsa da CAPES, onde cursou disciplinas de pós-graduação e teve experiência profissional em um grande escritório local. Foi treinadora certificada de Archicad pela Graphisoft por cinco anos. Atualmente, também coordena as Visitas Guiadas ao Instituto Jaime Lerner, iniciativa que já recebeu mais de mil visitantes.
Caren Silva – É uma Arquiteta e Urbanista, Vice-Coordenadora da CT de Arquitetura e Urbanismo do IEP. Gerente de Projetos e Contratos com mais de 20 anos de experiência multinacional, consolidando-se como uma especialista em gestão de projetos, arquitetura, urbanismo e qualidade. Sua atuação abrange diversos países, onde aplicou sua expertise em contextos globais e coordenou equipes multiculturais, o que a torna uma líder inspiradora e uma profissional altamente qualificada.
Tatiana Maria Cecy Gadda – Recebeu seu PhD em Ciências Ambientais Humanas e da Terra (PhD em “Earth and Human Environmental Science”) pela Universidade de Chiba no Japão em abril de 2006. Durante seu doutorado na Universidade de Chiba foi também pesquisadora – na Unidade de Desenvolvimento Internacional e Planejamento Regional (RCast) da Universidade de Tóquio no Japão. De 2006 ao fim de 2008, Tatiana se juntou ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade das Nações Unidas (UNU IAS) onde fez pós-doutorado no programa urbano. Neste período esteve encarregada do Programa Urbano da UNU-IAS como Senior Programme Administrator. Em seu pós-doutorado ela pesquisou sobre os desafios da agenda verde para centros urbanos através da análise dos padrões de consumo de serviços ecossistêmicos. Tatiana tem um Mestrado Científico em Planejamento Físico (“Spatial Planning”) pelo “Royal Institute of Technology” (KTH), na Suécia. É graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Tatiana é Professora Associada do Departamento de Construção Civil da UTFPR. A partir de 2012 iniciou um trabalho multidisciplinar na UTFPR com a coordenação do Programa Studio Cidades e Biodiversidade, conduzindo pesquisa em 2 áreas: Urbanização e Mudanças Ambientais Globais e Smart Cities. Ela é membro científico do Intergovernmental Platform for Biodiversity and Ecosystem Services (IBPES) e da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES). Atualmente Tatiana está interessada em conduzir pesquisa em áreas relacionados com: (1) Como conciliar bem-estar humano e a capacidade de carga dos ecossistemas, (2) Como as cidade podem melhor gerir a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos dos quais dependem, (3) Como contribuir com conhecimento para o nexo alimento-água-energia, (4) Soluções baseadas na natureza e adaptação urbana às mudanças ambientais globais e, (5) contribuição de conhecimento com dados quantitativos de tele acoplamentos urbanos.
Eduardo Krüger – Professor do Magistério Superior, Eng. Civil (Universidade Católica de Petrópolis, RJ), Doutor em Arquitetura (Leibniz Universität Hannover, Alemanha), UTFPR. Engenheiro Civil (UCP, Petrópolis, 1989), com mestrado em Planejamento Energético (COPPE/UFRJ, Rio, 1993) e doutorado em Arquitetura (Leibniz Universität Hannover, Alemanha, 1998), com pós-doutorado em Israel, Reino Unido e Alemanha. Professor Titular do Departamento de Construção Civil da UTFPR e dos Programas de Pós-Graduação Engenharia Civil e Sustentabilidade Ambiental Urbana. Atua nas áreas de Conforto Ambiental e Climatologia Urbana.
Tamara van Kaick – Bióloga e Professora do Magistério Superior – UTFPR. Professora Associado da UTFPR Campus Curitiba, Assessora de Sustentabilidade Institucional, Bióloga Especialista em microbiologia aplicada, Mestrado em Inovação Tecnológica e Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento.
Cássia Ugaya – Professora na UTFPR, foi consultora do PNUMA e é bolsista produtividade do CNPq com o projeto Avaliação da Sustentabilidade do Ciclo de Vida de Cidades. Engenharia Mecânica, mestre em Planejamento Energético e Doutora no tema de Avaliação do Ciclo de Vida, cofundou a Rede Ibero Americana e a Associação Brasileira de Ciclo de Vida (ABCV). Realizou palestras em diversos países. Recebeu prêmios da Associação de Engenharia Automotiva e da ABCV. Apoia governo e empresas no tema de ACV.
Fabio Puglieri – Professor do Ensino Superior – UTFPR. Graduado em Engenharia de Produção pela UFSCar e mestre e doutor em Engenharia de Produção pela USP São Carlos com período sanduíche pela University of California – Berkeley. Atua com pesquisas envolvendo estratégias corporativas sustentáveis, Avaliação e Gestão do Ciclo de Vida, Economia Circular, ESG e Carbono. Atualmente é professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR-PG) e professor permanente do PPGEP-PG e PPGSAU-CT.
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O Diretor Técnico do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Eng. Civil Luiz Henrique Felipe Olavo, representou a entidade no café da manhã de lançamento do Data Science Summit 2025 realizado nesta quarta-feira na Hotmilk, ecossistema de inovação da PUCPR.
“O encontro foi muito bom e trouxe conteúdo sobre o Magalucloud, serviços de computação em nuvem da Magalu, e sobre gestão de projetos”, conta Olavo, lembrando que o IEP sediou o evento em 2024 e será novamente a sede do encontro, que acontecerá de 28 a 31 de outubro (terça a sexta-feira).
O Data Science Summit 2025 é um dos principais encontros do país voltados ao impacto da Ciência de Dados nos setores Governamental, Empresarial, Industrial e Jurídico. Realizado desde 2017, o evento chega a mais uma edição consolidado como referência nacional e internacional, fruto de uma realização conjunta do IEP, em parceria com o Governo do Estado do Paraná, Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR), Azuris, Creativehub, Profissionais Consultoria e outras entidades estratégicas.
“O objetivo do Data Science Summit 2025 é reunir especialistas, gestores e profissionais que atuam em ambientes complexos para debater soluções inovadoras aplicadas à análise de dados com uso intensivo de Big Data, Inteligência Artificial e Computação Quântica”, explica o organizador do evento, Alessandro Binhara. A programação desta edição está ainda maior, prevendo dezenas de palestras, minicursos e mesas redondas com foco em áreas emergentes como IA generativa, responsabilidade e ética no desenvolvimento de soluções baseadas em dados, cidades inteligentes, Indústria 4.0, mobilidade, saúde, equidade e agronegócio.
“O DSS 2025 é uma oportunidade única no Brasil, para os profissionais envolvidos e interessados em aprofundar e atualizar seus conhecimentos na Ciência de Dados. A programação do evento foi construída para serem abordados todas as vertentes da Ciência de Dados e certamente os participantes terão contato com soluções inovadoras exponenciais”, comenta o Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, Presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP).
Destaques na programação, os keynotes do DSS 2025 são Marcio Gomes de Aguiar (Diretor da NVIDIA LATAM), falando sobre “NVIDIA – Era dos Agentes de IA”; Alessandro Faria (Intel Innovator), falando sobre “IA Privada e Soberana: Como Aumentar o Poder do Usuário com Computação Local e Autônoma”; Dr. Waldemir Cambiucci (pesquisador em Deep Tech, Inteligência Artificial e Computação Quântica), falando sobre “Microsoft – O Desafio Quântico Multicore”; Fabio Alessandro Guerra, da Defensoria Pública do Paraná, apresentando o “Ecossistema de Inovação, Tecnologia e Inteligência Artificial da Defensoria Pública do Paraná”, além de outros especialistas de destaque no cenário nacional e internacional. O evento também terá painéis voltados a diferentes segmentos, como corporativo, governamental e de desenvolvimento, promovendo debates multidisciplinares e de alto impacto.
Um dos pontos altos será a demonstração ao vivo do Computador Quântico Educacional, iniciativa inédita no Brasil que permitirá ao público compreender de forma prática os princípios da computação quântica.
Além disso, o DSS contará com uma área de negócios e networking envolvendo organizações como ASSESPRO, SEBRAE e Sucesu, reforçando sua vocação para gerar conexões estratégicas e oportunidades de inovação.
Mais informações, programação completa e ingressos estão disponíveis no site oficial: https://dssbr.com.br
O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e o Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica – CIGRÉ deram início nesta quinta-feira (09.10) ao 2º Seminário IEP – CIGRÉ: Integração das Novas Energias Renováveis aos Sistemas de Potência.
O Diretor Técnico IEP, Eng. Civil Luiz Henrique Felipe Olavo, representando o Presidente, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu a presença de todos e destacou a realização do seminário. “O evento, que se estende até nesta sexta-feira (10.10) foca na urgência de conciliar o crescimento exponencial da geração limpa com a estabilidade e resiliência das redes elétricas”, afirmou.
A abertura foi conduzida pelo coordenador do seminário, Niromar A. de Rezende, mestre em Sistemas Elétricos de Potência e Diretor Técnico Científico da Academia Paranaense de Engenharia (APE). Ele destacou a necessidade de o setor correr atrás do prejuízo provocado por um crescimento das renováveis que, embora essencial para a descarbonização, tem gerado problemas operacionais globais.
“A área de energia está crescendo meia Itaipu por ano no Brasil. A cada dois anos, temos uma nova Itaipu”, afirmou Rezende, ressaltando o crescimento de 5,9 GW de novas energias na matriz elétrica brasileira apenas em 2025. O coordenador apontou uma correlação entre o aumento vertiginoso da potência instalada das novas energias e uma série de incidentes recentes em sistemas de potência, citando um caso notório na Península Ibérica.
“Em vários países do mundo, aconteceram vários percalços, que fizeram levantar a suspeita quanto à redução da resistência e a resiliência dos sistemas elétricos de potência”, explicou. Este cenário motivou o tema central do seminário: buscar uma forma mais prudente e adequada de integrar essas fontes, respeitando as particularidades da infraestrutura elétrica existente.
“Nós precisamos dessas energias [alternativas], mas precisamos também saber usá-las de uma forma mais prudente, mais adequada, respeitando os sistemas de potência”, resumiu. A expectativa é que as discussões apontem caminhos para que as novas energias “possam cumprir o seu papel importantíssimo perante o meio ambiente, mas sem comprometer a operação e o fornecimento de energia para os consumidores finais”.
Programação
A primeira palestra foi apresentada por Victor Ribeiro, doutorando em Sistemas Elétricos de Potência, Consultor Estratégico da Thymos Energia e Coordenador do evento pelo CIGRÉ. Ele falou sobre “A Crescente Participação de Inverter Based Resources (IBR) e a Redução da Robustez e Resiliência dos Sistemas Elétricos de Potência”.
Na sequência, Alexandre Rasi Aoki, Doutor em Engenharia Elétrica, professor na UFPR e membro do CIGRÉ, abordou a “Integração de Recursos Energéticos Distribuídos em Sistemas de Distribuição”.
Fragilidade da rede elétrica
O rápido e expressivo aumento da geração eólica e solar no Brasil, embora essencial para a transição energética, está cobrando um preço alto na robustez e resiliência do Sistema Elétrico de Potência (SEP), alertou Victor Ribeiro em sua palestra. Ele também apontou que o foco dos incentivos falhou ao negligenciar a infraestrutura de suporte.
O especialista destacou que a rede brasileira não foi preparada para o nível de concentração de fontes IBR. “O grande problema é o desequilíbrio de incentivos. Colocamos um foco enorme em novas fontes, mas não tivemos a contrapartida necessária em modernização e preparação da rede”, afirmou Ribeiro.
Citou a explosão da micro e da minigeração distribuída, que saltou de 1 GW para impressionantes 42 GW em poucos anos, sem o acompanhamento de sistemas de controle adequados. A falta de modernização dos sistemas supervisórios e a não implantação de ferramentas avançadas impediram o estabelecimento de limites saudáveis de inserção para as novas usinas, resultando em uma concentração desmedida que hoje onera todo o sistema.
Ciclo vicioso
A consequência desse desequilíbrio é um ciclo vicioso com perdas para todos, o chamado “perde-perde”. A falta de robustez do sistema leva ao curtailment (restrição de produção), obrigando usinas eólicas e solares a paralisarem, mesmo com vento e sol. Mais grave ainda, a alta penetração de fontes não-síncronas, que não fornecem a inércia essencial para estabilidade, aumenta a vulnerabilidade a grandes perturbações, como o blackout em cascata ocorrido em 15 de agosto de 2023. “Nós incentivamos muito os carrinhos da montanha-russa, mas não protegemos quem mantém a estrutura de pé”, disse, referindo-se aos geradores síncronos (hidrelétricas e termelétricas) que hoje estão mais exigidos para atender a elevada rampa hidráulica ao anoitecer.
Para reverter o quadro, Ribeiro apontou que a solução passa por uma mudança urgente na regulamentação e em investimentos em tecnologia. “O futuro sustentável exige sinais econômicos claros para remunerar serviços de rede”, defendeu. Ele propõe um aperfeiçoamento regulatório para pagar pelo atributo certo, – ou seja, remunerar adequadamente os serviços ancilares e a flexibilidade. Além disso, é crucial implementar métricas e sistemas de monitoramento avançado (como o nível de curto-circuito por área geográfica) para impor limites saudáveis de inserção de eólica e solar. “A meta é criar um ciclo virtuoso, onde uma rede forte e confiável possa acolher, sem perdas, todo o potencial das energias renováveis, garantindo o ganha-ganha para todos”, finalizou.
Mudança urgente
A explosão da geração solar e a iminente chegada em massa de baterias e veículos elétricos transformaram o sistema elétrico de distribuição em um mundo onde pode tudo, mas a capacidade de planejamento e operação da rede ficou para trás. Este foi o diagnóstico central de Alexandre Aoki, em sua palestra. Segundo o especialista, a rede evoluiu de forma unidirecional para um sistema complexo com injeção de energia, forçando transformadores a operarem em fluxo reverso e causando problemas críticos como a sobretensão nos alimentadores.
Aoki destacou a magnitude da avalanche solar, com a micro e minigeração distribuída, superando os 43 GW de potência. “A tecnologia barateia e se espalha rapidamente. A próxima avalanche são os veículos elétricos e baterias”, afirmou. “Em algumas concessionárias, metade das subestações já enfrentam fluxo reverso nos horários de pico solar, operando transformadores abaixadores como se fossem elevadores”, revelou, sublinhando que o ONS (Operador Nacional do Sistema) não consegue enxergar esses problemas na última milha.
Fluxo de potência
Para retomar o controle, o caminho passa pela tecnologia e pela regulação. A concessionária de distribuição precisa evoluir para um Operador do Sistema de Distribuição, utilizando sistemas avançados capazes de gerenciar e monitorar o fluxo de potência. Do ponto de vista técnico, estudos mostram que o armazenamento de energia com baterias é uma solução-chave, capaz de absorver excessos e descarregar em momentos de falta, eliminando os efeitos negativos de sobretensão. Além disso, o simples uso do controle Volt-Var presente nos inversores pode aumentar a capacidade de hospedagem da rede, mas está sendo subaproveitado.
Essa transformação, porém, esbarra no dilema do custo e da regulação. “A regulação sobre baterias e REDs é complexa e precisa ser construída por camadas”, explicou Aoki, enfatizando que é urgente criar o lado econômico que remunere os serviços ancilares prestados por baterias e inversores. Caso contrário, o equilíbrio financeiro das concessionárias pode ser ameaçado. “Toda tecnologia tem custo, e esse custo se transforma em tarifa. Temos que dosar essa evolução para não onerar o consumidor”, concluiu o especialista, defendendo que a integração DSO-TSO, onde a distribuição e a transmissão trabalham de forma coordenada, é o objetivo para garantir uma transição energética sustentável e de qualidade.
Segundo dia
O evento prosseguiu na sexta-feira (10.10) com as palestras de Roman Kuiava, Doutor e Pós-Doutor em Engenharia Elétrica, Prof. no Departamento de Engenharia Elétrica da UFPR, que trouxe ao encontro o tema “Estabilidade e Controle de Frequência em Sistemas Elétricos com Alta Penetração de Geração Eólica e Solar, Desafios e Soluções”. A seguir Raphael A. de Souza Benedito – Doutor em Sistemas Elétricos de Potência, Prof. no Departamento de Eletrotécnica da UTFPR, tratou da “Estabilidade e Controle de Tensão em Sistemas Elétricos de Potência, Visão Geral e Novos Desafios com a Transição Energética”.
O Seminário encerrou com uma Mesa Redonda com a participação dos Palestrantes e tendo como moderador o Prof. Niromar Alves de Rezende.
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Confira os evento na íntegra abaixo ou no canal do IEP no YouTube:
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O Instituto de Engenharia do Paraná, por meio da Câmara Técnica Universitária, realiza o 22° encontro voltado à conversação em Inglês com foco em temas de engenharia. Este é o ambiente perfeito para quem busca aprimorar o idioma de forma descontraída e colaborativa, expandindo o vocabulário técnico essencial para os desafios do mercado global.
Este evento é aberto ao público associado, universitário e engenheiros que queiram se destacar no mercado global.
- Data: 18/10 (sábado)
- Horário: 10h00
- Local: 5° andar IEP
Para entrar no grupo de WhatsApp, contate: (44) 99818-2661 ou (41) 99639-9060.
Com profundo pesar, informamos o falecimento do Engº. Waldir Pedro Xavier Tavares, um dos associados mais antigos do IEP.
O velório será realizado amanhã, 14/10/2025, no Luto Curitiba Memorial, das 7h às 15h30, Avenida Presidente Kennedy, 1013, entrada pela R. Padre Isaías de Andrade – Rebouças, Curitiba/PR.
O sepultamento está marcado para às 16h no Cemitério Municipal São Francisco.
O IEP – Instituto de Engenharia do Paraná presta suas condolências aos familiares e amigos.
No Brasil, o dia 12 de outubro celebra duas importantes ocasiões: o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país, e o Dia das Crianças. Oficialmente, o feriado nacional é dedicado à santa, mas, por uma feliz coincidência, a data também marca a comemoração das crianças. Assim, o dia ganha um significado ainda mais especial, unindo momentos de fé, festejos e celebrações em todo o país.
Hoje destacamos o dia do Engenheiro Agrônomo.
Ele é o profissional que coloca em campo os seus conhecimentos e técnicas para fomentar a produção agrícola e levar mais qualidade e prosperidade à mesa de todos.
O IEP – Instituto de Engenharia do Paraná – parabeniza hoje todos os Engenheiros Agrônomos.