O Instituto de Engenharia do Paraná, por meio da Câmara Técnica Universitária, realiza o 17° encontro voltado à conversação em Inglês com foco em temas de engenharia. Este é o ambiente perfeito para quem busca aprimorar o idioma de forma descontraída e colaborativa, expandindo o vocabulário técnico essencial para os desafios do mercado global.

Este evento é aberto ao público associado, universitário e engenheiros que queiram se destacar no mercado global.

Para entrar no grupo de WhatsApp, contate: (44) 99818-2661 ou (41) 99639-9060.

O IEP – Instituto de Engenharia do Paraná, a ASSOMEC – Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba e Rotary Club de Curitiba – Parque Barigui realizam o IV ENCONTRO METROPOLITANO DE GESTORES DE MEIO AMBIENTE, que acontecerá no dia 19 de setembro, das 08h30 às 18h00 no Centro de Eventos do IEP e com transmissão pelo Canal do YouTube.

O evento, que será híbrido, é uma promoção da Câmara Técnica de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Saneamento, Câmara Técnica de Cartografia, Geociências e Geotecnologias, e da Câmara Técnica de Agronegócios, conta com o apoio da PMC – Prefeitura Municipal de Curitiba.

Em paralelo, o evento tratará sobre a legislação ambiental.

Consulte abaixo as informações detalhadas do Bloco 2. Consulte a programação completa clicando aqui.

BLOCO II: ECOTURISMO

CONHEÇA OS PALESTRANTES DO BLOCO 2:

Aroldo Schultz é fundador e presidente do Grupo Schultz, um dos maiores conglomerados de turismo do Brasil. Iniciou sua trajetória em 1986 com a Schultz Vistos e, em seguida, lançou a Schultz Operadora. Ao longo de quase quatro décadas, criou marcas como Vital Card, TZ Seguros, TZ Viagens, TZ Systems, Meu Anúncio Web, Schultz Portugal, representação oficial da Europamundo no Brasil e a plataforma de inteligência artificial Wikitravel.ai. É referência em inovação, inclusão digital e capacitação de agentes de viagem. Participa ativamente dos principais eventos do setor, sendo reconhecido como uma das lideranças mais influentes do turismo brasileiro. Seu propósito é utilizar a tecnologia para transformar destinos em experiências acessíveis, conectando viajantes com conteúdo qualificado, multilíngue e de fácil acesso.

Rafael Andreguetto é bacharel em Turismo e Especialista em Gerenciamento de Projetos, atualmente é Diretor de Políticas Ambientais da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, onde coordena a regulamentação de Ações Climáticas, Saneamento e Resíduos Sólidos e Biodiversidade. Cumulativamente, é Diretor do Patrimônio Natural do Instituto Água e Terra, onde responde pela Gestão das Unidades de Conservação, Viveiros de Produção de Mudas Nativas, e por programas e atividades como ICMS Ecológico, Parques Paraná, Paraná Mais Verde, Medidas Compensatórias e Uso Público, Áreas Estratégicas pra Conservação e Restauração Ambiental, CASTRAPET, Bem-Estar Animal e ações de educação ambiental. É Conselheiro de Administração do Museu Oscar Niemeyer, Conselheiro do Patrimônio, Histórico e Cultural do Paraná e Conselheiro Fiscal da Federação Paranaense de Bodyboard.

Anna Carolina Vargas de Faria é turismóloga e Mestre em Turismo pela Universidade Federal do Paraná – UFPR. Coordenadora de Gestão e Sustentabilidade na Secretaria de Estado do Turismo do Paraná (SETU PR), lidera projetos estratégicos como a Rota Turística Caminhos do Peabiru, Viajantes Mais Seguras e Paraná Turístico 2050. Foi empresária do setor, possui ampla experiência como consultora em turismo e desenvolvimento em diferentes escalas e territórios brasileiros.

Márcio Barros é jornalista, com duas especializações. Gestão de Políticas Públicas e Gestão de Segurança Pública. Atuou por mais de 20 anos nos principais veículos de comunicação e em 2020 foi eleito vereador de Curitiba. Autor de 65 projetos de lei, sendo que 35 foram aprovadas. Entre elas a criação do programa Curitiba+1, que tem como objetivo estimular o turismo metropolitano. Autor da Lei que cria o Programa de Desenvolvimento Agroalimentar Metropolitano. Em 2025 assumiu a superintendência da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano.

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O IEP – Instituto de Engenharia do Paraná, a ASSOMEC – Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba e Rotary Club de Curitiba – Parque Barigui realizam o IV ENCONTRO METROPOLITANO DE GESTORES DE MEIO AMBIENTE, que acontecerá no dia 19 de setembro, das 08h30 às 18h00 no Centro de Eventos do IEP e com transmissão pelo Canal do YouTube.

O evento, que será híbrido, é uma promoção da Câmara Técnica de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Saneamento, Câmara Técnica de Cartografia, Geociências e Geotecnologias, e da Câmara Técnica de Agronegócios, conta com o apoio da PMC – Prefeitura Municipal de Curitiba.

Em paralelo, o evento tratará sobre a legislação ambiental.

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BLOCO 1: LICENCIAMENTO AMBIENTAL

CONHEÇA OS PALESTRANTES DO BLOCO 1:

Felipe Maia Ehmke é diretor do Departamento de Mudanças Climáticas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Atuou como Assessor de Cidade para o Município de Curitiba como parte do Programa de Planejamento de Ação Climática da Rede de Grandes Cidades para a Liderança Climática C40. Trabalhou no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, IPPUC, onde participou do desenvolvimento e revisão das principais políticas, planos e projetos urbanos e ambientais da cidade, incluindo a coordenação da revisão da política ambiental no Plano Diretor de Curitiba. Foi membro de conselhos municipais, fóruns e comitês, participando em atividades do Município relacionadas às mudanças climáticas, como a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa e avaliação da vulnerabilidade climática da cidade. Formado em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal do Paraná, pós-graduado em Engenharia do Trabalho e Segurança pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná e especialista em planejamento, gestão de transportes e meio ambiente.

Ivonete Chaves é formada em Engenharia Química pela UFPR, tem Curso de Especialização em Administração da Produção pela FAE, MBA Analista Ambiental pela Universidade Positivo. É funcionária de carreira do Instituto Água e Terra – IAT desde 1984, atuando nas áreas de licenciamento, fiscalização e monitoramento ambiental, bem como responsável por várias normas referentes à essas áreas. Com as seguintes atuações: – Execução de fiscalização, monitoramento e licenciamento ambiental de atividades poluidoras. – Planejamento, organização e implementação do monitoramento ambiental do ar, água, solo, efluentes líquidos, emissões atmosféricas e resíduos sólidos. – Definição de padrões ambientais de ar, água, solo, em consonância com a legislação vigente e de limites para o lançamento de efluentes líquidos, emissões atmosféricas e resíduos sólidos. – Estabelecimento de normas, critérios e procedimentos para a fiscalização, monitoramento e licenciamento ambiental de atividades poluidoras. – Colaboração na definição de normas, critérios e procedimentos para a operação dos laboratórios de análises ambientais do IAT e de credenciamento de laboratórios para a realização de análises laboratoriais. – Colaboração na elaboração de diagnósticos da situação ambiental do Estado. – Coordenadora da implantação do sistema eletrônico de licenciamento ambiental do IAT, SGA – Módulo Licenciamento Ambiental. – Elaboração de diversas Portarias e Resoluções aplicadas ao licenciamento ambiental.

Pedro Luiz Fuentes Dias é Engenheiro Florestal, Especialista em Análise Ambiental e Mestre em Agronomia, Área de Concentração: Ciência do solo e Manejo de Bacias Hidrográficas, ambos pela UFPR. Diretor Executivo – Cia Ambiental, Conselheiro da Associação Paranaense de Engenheiros Florestais e Presidente do Conselho de Administração da ABRAPCH (Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidrelétricas).

Eduardo Felga Gobbi é Engenheiro Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Pós-graduado em Engenharia Econômica e Administração Industrial pela UFRJ; Mestre em Engenharia Oceânica pela Coordenação dos Programas de Pós Graduação em Engenharia (COPPE) da UFRJ; Doutor em Engenharia Ambiental pela COPPE/UFRJ; Professor Titular do Curso de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná (desde 1993); Professor do Programa de Mestrado Profissional em Meio Ambiente Urbano e Industrial (PPGMAUI), uma parceria UFPR com a Universidade de Stuttgart da Alemanha e o SENAI/PR;

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Na manhã desta sexta-feira, o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e o Instituto Gui Darin, liderado por Márcio Darin, promoveram mais uma ação solidária em benefício da comunidade paranaense. A iniciativa contemplou a entrega de alimentos não-perecíveis à Cozinha Solidária da Vó Ni, localizada no bairro Caximba, em Curitiba.

A ação integra o conjunto de atividades sociais desenvolvidas pelo IEP, especialmente na gestão 2025-2027, e reafirma o compromisso da entidade em contribuir com quem mais precisa. “A solidariedade é um dos pilares que norteiam os projetos do Instituto, fortalecendo os laços com a sociedade e apoiando famílias em situação de vulnerabilidade”, diz o Presidente, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez.

Além desta entrega, o IEP segue mobilizado com a campanha “Doe Calor, Doe Vida”. A iniciativa busca arrecadar agasalhos, cobertores e outros itens de inverno para amenizar as dificuldades enfrentadas por comunidades e instituições sociais durante os meses mais frios do ano. As doações podem ser feitas diretamente na sede do Instituto.

Destacamos hoje o feriado municipal de 8 de setembro: dia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais – Padroeira de Curitiba, cidade-sede do IEP.

Além da devoção religiosa, com a padroeira sendo inclusive reconhecida pela Santa Sé, por decreto do Papa João Paulo II em 1995, destaca-se também a sua presença no brasão de Curitiba, o que reforça a sua importância histórica e cultural.

Por tudo isso, celebramos esta data tão significativa a todos os curitibanos.

Há mais de 200 anos, o Brasil realizava seus primeiros passos em direção à liberdade e à soberania como uma nação independente.

Este Brasil forte, atuante e moderno segue sendo construído dia após dia, com respeito às diferentes opiniões e ideologias, sendo que cada um de nós, à sua maneira, deseja um país melhor, mais humano, igualitário e republicano, onde a democracia possa sempre prevalecer.

A Academia Paranaense de Engenharia (APE), em parceria com o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), promoveu nesta quinta-feira o seu Encontro Semestral da Academia Paranaense de Engenharia, reunindo engenheiros, acadêmicos e representantes de diferentes setores da sociedade para debater os desafios e perspectivas da engenharia no Brasil.

“O IEP se sente profundamente honrado em receber, neste evento de brilho singular, três palestrantes de excelência mundial, cuja presença enriquece não apenas com novidades e aprofundamentos de valor inestimável para nossa vida pessoal e profissional, mas também com a transmissão de saberes que se perpetuam e se transformam em legado”, disse o Presidente, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, em sua fala de abertura. “Esta é uma oportunidade ímpar de aprimorar o aprendizado, otimizar o conhecimento e consolidar práticas que nos impulsionam ao crescimento, em um encontro que se realiza graças ao empenho coletivo para que cada detalhe convergisse ao sucesso, contando ainda com a ilustre presença de ex-presidentes e atuais diretores, cuja trajetória e dedicação reafirmam a grandeza desta ocasião”, encerrou, passando a palavra ao Presidente da APE, Eng. Horácio Hilgenberg Guimarães.

Ele lembrou que a noite representa uma celebração do comprometimento que compartilhamos em prol do desenvolvimento da Engenharia no Estado. “Por este motivo, registro minha profunda gratidão ao Instituto de Engenharia do Paraná, na pessoa de seu presidente, pela acolhida tão calorosa em uma ocasião de tamanho significado, em que a Academia reafirma o papel crucial que desempenha na promoção do saber, na troca frutífera de conhecimentos e na valorização das conquistas da Engenharia paranaense”, afirmou. “É nesse cenário de união que, ao impulsionarmos a inovação e a tecnologia, fortalecemos laços institucionais e humanos, ao mesmo tempo em que recebemos, com entusiasmo, contribuições de palestrantes que certamente trarão reflexões e ensinamentos valiosos sobre temas de grande relevância para o presente e para o futuro da nossa profissão”, concluiu.

Em seguida, foram ministradas as palestras “O Solo da Região de Londrina e suas peculiaridades em termos de identificação e de comportamento”, proferida pelo acadêmico Carlos J. M. Costa Branco; “Teorema sobre Astrofísica Quântica Aplicada na Biosfera Terrestre”, pelo acadêmico Roberto Hosokawa e “Restauro de edificações tombadas pelo patrimônio histórico”, com o acadêmico José Pedro da Rocha Neto.

As palestras técnicas podem ser acompanhadas na íntegra abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:

“É uma questão de cidadania preservar a integridade do trabalhador”, destacou o engenheiro eletricista Irineu Gomes de Amorim Junior, durante palestra realizada no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), nesta terça-feira (02/09). O evento abordou os aspectos básicos da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e as disposições gerais do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Na abertura, o presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, deu as boas-vindas ao palestrante e ressaltou a relevância do encontro. Ele lembrou que a NR-1 é uma norma inovadora, de caráter geral, que orienta e antecipa outras regulamentações. “A norma incorpora ainda aspectos psicossociais, como situações de assédio, demonstrando sua importância no cenário atual e só sobre tudo isso que a palestra vai tratar”, disse.

Mundo paralelo

Com uma abordagem didática e diferenciada, o Eng. Eletricista Irineu Gomes de Amorim Junior, que é coordenador da Câmara Técnica de Engenharia de Segurança do Trabalho do IEP, apresentou as Normas Regulamentadoras (NRs) como instrumentos de gestão e fiscalização. Ele destacou que essas normas, de caráter legal, formam um verdadeiro “mundo paralelo” da legislação trabalhista. Atualmente, das 38 normas existentes, 36 estão ativas, sendo a NR-1 considerada a base para a segurança e saúde ocupacional.

Irineu recordou que a trajetória das NRs começou com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943. Contudo, a mudança significativa ocorreu em 1977, com a Lei nº 6.514, que reformulou as diretrizes de segurança. No ano seguinte, foram publicadas as primeiras 28 NRs, tornando-se obrigatórias para todas as empresas com empregados. Desde então, elas se consolidaram como ferramentas fundamentais para engenheiros de segurança do trabalho.

O engenheiro destacou que o Brasil ainda figura entre os países com maior número de acidentes de trabalho no mundo, o que reforça a necessidade de revisões constantes. “A Portaria nº 915, de 2019, representou um marco para a NR-1, modernizando e alinhando a norma com padrões internacionais”, frisou.

Referência na prevenção de risco

“A NR-1 é considerada referência na prevenção de riscos, orientando empregadores e empregados quanto aos seus direitos e deveres. Baseada no princípio da melhoria contínua, semelhante à ISO 45001, ela busca evoluir de forma integrada às demais NRs para aprimorar as condições de trabalho e reduzir a exposição a riscos”, pontuou.

Durante a palestra, o engenheiro apresentou quatro conceitos fundamentais para a segurança do trabalho: Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), Prevenção e Risco Ocupacional. “O GRO é a filosofia geral de gestão, enquanto o PGR é a sua operacionalização prática, que inclui a identificação e o tratamento de riscos tangíveis (ruído, calor, ergonomia, etc.)”, explicou. De acordo com ele, o princípio da prevenção, que é o principal objetivo da área de segurança, significa antecipar e evitar problemas, pois, uma vez que o acidente ocorre, o foco passa a ser a mitigação da gravidade.

Gestão de riscos

Disse ainda que um dos pontos mais importantes é a definição de risco ocupacional como uma relação matemática entre a probabilidade de um evento acontecer e sua gravidade. “O risco é intangível, não se pode tocá-lo, mas pode ser medido e gerenciado. É crucial entender que a segurança nunca é 100%, e o risco nunca é zero. O trabalho da segurança é gerenciar esse intervalo. A gestão de riscos envolve aspectos técnicos e comportamentais, levando em conta a percepção e a tolerância individual de cada pessoa ao risco”. Ressaltou que “segurança nunca é absoluta e que o papel da gestão é atuar nesse intervalo, equilibrando aspectos técnicos e comportamentais”.

Irineu também apresentou os dez princípios gerais da prevenção, entre eles: evitar o risco, avaliar aqueles que não podem ser eliminados, combatê-los na fonte, priorizar medidas coletivas em relação aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), adaptar o trabalho ao ser humano, acompanhar a evolução tecnológica e orientar adequadamente os trabalhadores.

Divisão de responsabilidades

Outro ponto de destaque foi a divisão de responsabilidades. “Ao empregador cabe implementar medidas de prevenção, informar os riscos e priorizar soluções de engenharia e administrativas antes do uso de EPIs. Já os empregados devem seguir as normas, participar dos exames médicos e colaborar no processo de prevenção”, observou. O direito de recusa, em situações de risco grave e iminente, foi lembrado como instrumento essencial à proteção do trabalhador.

O palestrante detalhou também os cinco principais tipos de riscos ocupacionais: físicos (ruído, calor), químicos (gases, poeira), biológicos (fungos, bactérias), ergonômicos (repetitividade, postura) e de acidentes (quedas, lesões por máquinas). “Para lidar com eles, o PGR sistematiza a gestão por meio de um inventário de riscos e de um plano de ação, garantindo um ciclo contínuo de melhoria”, acentuou.

Riscos psicossociais

Entre os desafios atuais, Irineu destacou a crescente relevância dos riscos psicossociais. A depressão, segundo ele, é hoje a principal causa de afastamento no país. “A partir de 2026, será obrigatória a inclusão desses riscos no mapeamento das empresas, exigindo um olhar mais atento para fatores como ambientes tóxicos, excesso de cobrança e desorganização nos processos”, afirmou.

O engenheiro levanta um ponto crucial e atual: a crescente importância dos riscos psicossociais. “A depressão é a doença que mais cresce no país e é a principal causa de afastamento do trabalho”, comentou. A partir de 2026, as empresas deverão mapear esses riscos, que podem ser gerados pela própria organização, como ambientes tóxicos, ordens confusas e cobrança excessiva de resultados. “A gestão da saúde mental no trabalho é um desafio que exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, psicólogos e engenheiros”, reforçou.

Concluindo sua fala, o engenheiro observou que os riscos psicossociais possuem três dimensões: a humana (como a pessoa lida com a pressão e responsabilidade), a técnica (relacionada ao ambiente e processos de trabalho) e a organizacional (cultura e gestão da empresa). “A vertente organizacional é talvez o maior desafio, pois exige uma mudança cultural profunda na forma como as empresas gerenciam e se relacionam com seus funcionários”, argumentou. “Apenas com maior maturidade e corresponsabilidade entre todos os envolvidos será possível avançar rumo a ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis”.

Assista ao evento completo abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), por meio da Câmara Técnica de Tecnologia da Informação e Ciência de Dados, realiza a Visita Técnica sobre o Hipervisor Curitiba no ICI (Instituto das Cidades Inteligentes), no dia 25 de setembro, com saída do IEP às 08h30.

Com a popularização do uso da internet e o aumento da adoção de diversas tecnologias por boa parte das entidades e pessoas nas últimas décadas, criou-se um contexto de geração contínua e crescente de dados. Estas grandes massas de dados contém informações valiosas relativas aos seus domínios de produção e oferecem insumo para a geração de novos conhecimentos. Integrando e processando esses dados, com a estrutura e capacitação necessária, é possível extrair informações inéditas de grande relevância que podem auxiliar no processo de tomada de decisões de governos em busca do aumento da efetividade das suas ações. A proposta do Hipervisor Curitiba é a de integrar as bases de dados da Prefeitura, aumentando a efetividade das respostas aos desafios climáticos e à população, sempre buscando a otimização e melhor uso dos recursos públicos.

Quer saber mais? Inscreva-se e venha participar da Visita Técnica sobre o Hipervisor Curitiba.

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Ao abrir a atividade de encerramento da 8ª edição da Semana Acadêmica de Engenharia do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), realizada na sexta-feira (29/08), Mateus Pizzatto, associado da Câmara Técnica Universitária e membro do CREA-JR, saudou os participantes e destacou a importância do evento.

Aproveitou para cumprimentar os estudantes que participaram das atividades ao longo da semana, enfatizando a dedicação dos alunos e a presença de autoridades e representantes do setor. E destacou o apoio dos patrocinadores e a importância da instituição na valorização da engenharia no Paraná.

A 8ª Semana Acadêmica de Engenharia encerrou com palestra da engenheira eletricista Luana Weber sobre “Marketing Pessoal”. Pioneira na área em Cascavel (PR), ela tem mais de 1.200 projetos realizados no Brasil e é referência em sistemas fotovoltaicos, eficiência energética e gestão de carreira na engenharia. Na sequência, o empresário e consultor Rodrigo Maia apresentou o tema “Alta Performance”.

Com ampla experiência em liderança estratégica, comunicação e desenvolvimento de equipes, Rodrigo atua como mentor de executivos de grandes corporações.

O presidente do IEP, Nelson Luiz Gomez, fez uma retrospectiva das atividades realizadas durante a Semana Acadêmica. Lembrou que o IEP, que completa 100 anos em 2026, foi o berço da criação do Crea, o que reforça a relevância histórica do instituto para a engenharia paranaense. Ainda, destacou as visitas técnicas ao espaço Smart e a uma fábrica de casas.

Aproveitou a ocasião para anunciar a programação futura do IEP, e destacou uma palestra sobre a NR-1, afirmando ser “essencial para engenheiros, pois abordará segurança e aspectos sociais do trabalho. É importante saber disso para evitar problemas e estar ciente das responsabilidades legais”. Por fim, desejou a todos um aproveitamento máximo dos conhecimentos e experiências que serão compartilhados nas duas últimas palestras do evento.

Aprendizado e conexão

“É possível construir autoridade e reputação ainda na graduação, aproveitando cada oportunidade de aprendizado e conexão”, afirmou a engenheira eletricista Luana Weber, ao falar sobre marketing pessoal e os desafios dos futuros profissionais em se destacar no mercado de trabalho.

Segundo Luana, a formação acadêmica é apenas uma parte da preparação. As empresas buscam profissionais que, além de conhecimento técnico, apresentem habilidades interpessoais, networking e posicionamento estratégico. “Não basta dominar o conteúdo da sala de aula, é preciso desenvolver competências que vão além do currículo”, destacou. Ressaltou que a falta de preparo nesse sentido pode levar à perda de oportunidades.

A engenheira ressaltou que a comunicação e a liderança são diferenciais para os estudantes de engenharia. “Se alguém te rotula de determinada forma, mesmo que você não se reconheça, é porque sua comunicação, verbal ou não verbal, foi interpretada dessa maneira. A clareza é fundamental para evitar mal-entendidos e até prejuízos profissionais”, alertou.

A palestrante também incentivou os estudantes a construírem uma presença digital estratégica. Ela orientou que o LinkedIn deve ser usado para divulgar projetos e certificações, enquanto o Instagram pode servir para compartilhar atividades extracurriculares de forma intencional e com imagens de qualidade. “Sua marca pessoal é crucial para o sucesso profissional e, muitas vezes, é um fator decisivo em grande parte das vagas de emprego”, disse.

Outro ponto enfatizado foi o papel da presença digital. Para Luana, os acadêmicos devem cuidar da imagem pessoal no LinkedIn e no Instagram, divulgando projetos, certificações e atividades que reforcem a marca pessoal. “O mercado observa como você se apresenta, e as redes sociais são uma vitrine poderosa para isso”, disse. Ela também recomendou atenção ao tipo de conteúdo publicado, lembrando que postagens inadequadas podem prejudicar a reputação.

Luana incentivou os estudantes a participarem de iniciativas como Crea Júnior, projetos de extensão e competições, reforçando que essas experiências agregam valor ao currículo. “Não é falta de oportunidade, mas sim de organização e gestão de tempo. Quem aprende a se planejar desde cedo consegue aproveitar melhor os espaços que a faculdade oferece”, afirmou.

Ao encerrar sua fala, a palestrante destacou a importância do autoconhecimento e do propósito na carreira. “Ser luz na vida das pessoas significa usar suas habilidades para impactar positivamente o ambiente em que você está. O marketing pessoal não é sobre vaidade, mas sobre transmitir valores e construir confiança”.

Alcançar excelência

O professor e pesquisador Rodrigo Maia falou sobre alta performance e os caminhos para alcançar a excelência. De forma provocativa, ele criticou fórmulas simplistas para o sucesso. “Não é banho de gelo, meditação ou frase motivacional que garantem uma carreira de sucesso, mas sim disciplina, esforço e constância”, afirmou.

Rodrigo destacou que muitos jovens se deixam levar por soluções fáceis vendidas na internet, sem enfrentar os desafios reais da vida acadêmica e profissional. “Vivemos em uma sociedade ‘mimizenta’, que acredita que a vida tem de ser fácil e justa. Isso gera frustração e dependência de remédios, quando o que falta é coragem para encarar a realidade”, disse. Para ele, a excelência exige enfrentamento e autocrítica.

O palestrante também questionou a visão de que a faculdade é inútil, defendendo a importância da formação acadêmica. Ele citou sua própria trajetória, que inclui passagens pelo MIT, mestrado, doutorado e pós-doutorado. “Estudar vale a pena. Diploma na parede não é o que importa, mas o conhecimento adquirido e a capacidade de abrir caminhos no mercado de trabalho”, ressaltou.

Ele criticou o modelo tradicional de ensino, que forma apenas ‘executores de tarefas’ em vez de solucionadores de problemas. “Não sabemos estudar de verdade. Ler livros ou fazer cursos não basta. É preciso anotar, comparar ideias, sintetizar e aplicar o que se aprende. Alta performance é cuidar de si mesmo; é resultado de estudo ativo e prática constante”, defendeu.

Rodrigo também chamou atenção para os riscos da dependência digital e do consumo excessivo de conteúdos rápidos, como Reels e TikTok. Segundo ele, esse hábito compromete a memória e a atenção. “Estamos reprogramando nosso cérebro para a dispersão. Quem não consegue manter o foco não consegue aprender nem entregar resultados de excelência”, alertou.

Ao concluir a apresentação, Rodrigo falou sobre propósito, felicidade e perdão como partes essenciais da alta performance. “A excelência não é apenas profissional, mas também humana. Ser excelente é saber amar, perdoar e se reconstruir. Não existe virar a chave de forma mágica. O segredo é persistência diária, mesmo diante da vontade de desistir”.

Responda o questionário através do link abaixo e nos diga o que achou da 8ª Semana Acadêmica de Engenharia:

Assista ao evento completo abaixo ou no Canal do IEP no YouTube: