Em virtude do feriado municipal em homenagem à padroeira de Curitiba, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, informamos que o prédio do Instituto de Engenharia do Paraná permanecerá fechado no dia 08 de setembro (segunda-feira).

As atividades retornam normalmente na terça-feira, 09 de setembro.

Agradecemos a compreensão.

Atenciosamente,

Instituto de Engenharia do Paraná

Nesta quarta-feira, dia 03 de setembro de 2025 , a reunião do Banco de Ideias contou com a participação do Engº Eugenio Stefanelo, que ministrou uma palestra sobre o tema “Cenário Atualizado do Agronegócio Brasileiro”.

Eugenio Stefanelo é Engenheiro Agrônomo (UFSM), mestre em Economia Rural (UFRS) e doutor em Engenharia de Produção (UFSC).

Assista a reunião completa abaixo:

A noite desta quarta-feira (03/09) ficou encantadoramente gelada com a apresentação sobre a Antártida com o associado o Engenheiro Rui Medeiros.

Na apresentação falou de sua viagem em um cruzeiro que foi até a gelada Antártida, onde deu dicas do que fazer e aonde ir.

Aproveite e veja abaixo a gravação dessa incrível viagem.

Assista ao evento completo abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:

Informamos que no próximo sábado, 06 de setembro, não haverá Bar da Amizade. Porém, o prédio estará funcionando normalmente, das 07h00 às 18h00.

Contamos com a compreensão de todos.

Atenciosamente,

Equipe IEP

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) marcou presença, na figura do seu presidente, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomes, na solenidade em que o Governo do Estado deu início à elaboração do Plano Estadual de Logística e Transportes (PELT-PR), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O evento, realizado nesta segunda-feira, também marcou o anúncio de R$ 580 milhões em investimentos destinados à região.

O PELT-PR, que será conduzido pela empresa Infra S.A., ligada ao Ministério dos Transportes, tem investimento de R$ 4,4 milhões e vai orientar os principais projetos de mobilidade do Paraná para os próximos anos. A iniciativa prevê a realização de uma caravana que percorrerá todas as regiões do Estado, além de disponibilizar uma plataforma interativa para participação da sociedade.

Os investimentos contemplam pavimentação urbana, melhorias em estradas rurais e aquisição de maquinários agrícolas. Apenas Ponta Grossa receberá R$ 100 milhões do programa Asfalto Novo, Vida Nova.

“O PELT-PR é um marco para o futuro da infraestrutura paranaense. O Instituto de Engenharia do Paraná acompanha com atenção este processo, pois acreditamos que um planejamento técnico consistente é essencial para garantir eficiência logística, segurança viária e melhores condições de vida para a população”, afirma Gomez.

Além do plano de logística, o encontro também apresentou obras rodoviárias em andamento, como a restauração da PR-151 entre Ponta Grossa e Palmeira e a duplicação de trechos estratégicos da rodovia. Outro destaque foi a atualização sobre o Moegão, a maior obra portuária pública do Brasil, em Paranaguá, já com 67% de execução.

O evento contou com a presença de prefeitos, secretários de Estado e lideranças regionais. A caravana do PELT-PR seguirá agora para outras regiões do Paraná, com os primeiros resultados previstos para abril de 2026.

Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL

O IEP – Instituto de Engenharia do Paraná, a ASSOMEC – Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba e Rotary Club de Curitiba – Parque Barigui realizam o IV ENCONTRO METROPOLITANO DE GESTORES DE MEIO AMBIENTE, que acontecerá no dia 19 de setembro, das 08h30 às 18h00 no Centro de Eventos do IEP e com transmissão pelo Canal do YouTube.

O evento, que será híbrido, é uma promoção da Câmara Técnica de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Saneamento, Câmara Técnica de Cartografia, Geociências e Geotecnologias, e da Câmara Técnica de Agronegócios, conta com o apoio da PMC – Prefeitura Municipal de Curitiba.

Em paralelo, o evento tratará sobre a legislação ambiental.

PROGRAMAÇÃO:

BLOCO 1: LICENCIAMENTO AMBIENTAL

BLOCO II: ECOTURISMO

BLOCO III: FUTURO AMBIENTAL

INGRESSO: 1kg de alimento não perecível para ser doado às famílias carentes

*Doação não é obrigatória, mas é bem-vinda.

Na última quinta e sexta-feira, o Presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, representou a entidade no “IV Seminário Nacional e II Internacional dos Portos Brasileiros”, realizado no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. O evento foi promovido pela Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH) e reuniu autoridades, gestores e especialistas do setor para debater os rumos da atividade portuária no país.

Os portos desempenham papel estratégico na cadeia de infraestrutura e logística nacional, sendo essenciais para a circulação de bens e para a geração de riquezas. Sua eficiência operacional impacta diretamente o crescimento socioeconômico do Brasil. Desde a Lei 8.630/93, que transferiu parte da gestão portuária do setor público para o privado, o país registrou avanços relevantes em produtividade e integração com o mercado internacional.

Entretanto, ainda persistem desafios significativos, como entraves em processos de concessão e arrendamento, deficiências estruturais, gargalos logísticos e questões ligadas à gestão da mão de obra. Esses obstáculos elevam o chamado “custo Brasil”, afetando a competitividade das empresas nacionais. Outro ponto em destaque no seminário foi a necessidade de atenção às demandas trabalhistas, especialmente no que se refere à capacitação contínua e às condições adequadas de trabalho para os profissionais do setor.

O encontro também projetou o futuro da atividade portuária, defendendo a incorporação de novas tecnologias, a busca por maior integração internacional, a atração de financiamentos e a promoção da sustentabilidade.

Entre as conferências realizadas, destaque para as participações do presidente da ABEPH e Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, e do ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Carvalho, que contribuíram com reflexões sobre a posição estratégica do Brasil no comércio global.
O objetivo do seminário foi estimular o diálogo entre gestores públicos, privados e representantes da sociedade civil, propondo soluções para superar práticas de gestão obsoletas e ampliar a capacidade operacional dos portos brasileiros. “O evento reforçou a importância do envolvimento de entidades de Engenharia e infraestrutura no debate sobre políticas públicas e inovações capazes de garantir maior competitividade ao setor portuário brasileiro”, resume o Presidente do IEP.

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), por meio da Câmara Técnica de Arquitetura e Urbanismo, promove a palestra “GeoCuritiba na Prática – Mapa Cadastral e Suas Potencialidades”, com Thaís Vieira Lopes e Aline Placha Tambosi, e mediação de Rodrigo Tadeu Baranczuk, no dia 17 de setembro, às 19h, no Centro de Eventos, com transmissão também pelo YouTube.

Em tempos de cidades inteligentes, a informação espacial não pode ser um privilégio restrito a poucos. Ela precisa ser pública, acessível e confiável — um instrumento a serviço do planejamento, da gestão urbana e da sociedade.

O GeoCuritiba consolida esse propósito, reunindo em uma única plataforma, ferramentas essenciais para quem atua com o território. Do Mapa Cadastral online ao Curitiba 3D, passando pela consulta de confrontantes, pela Planta Genérica de Valores, pelos mapas históricos e temáticos, o sistema aproxima o dado técnico da prática cotidiana, transformando informação em ferramenta de trabalho.

Mais do que acessar mapas, trata-se de ampliar a visão sobre a cidade, aprimorar a precisão das análises, reduzir incertezas e fortalecer a transparência — um compromisso com a gestão pública e com a qualidade técnica das decisões.

Esse encontro convida os profissionais a conhecer de perto as funcionalidades, e refletir sobre como o acesso transparente às informações urbanas pode fortalecer o trabalho técnico, e colaborar para uma cidade ainda mais organizada e acessível a todos.

Conheça as palestrantes:

Thaís Vieira Lopes é Arquiteta e Urbanista pela PUCPR, especialista em Gestão de Cidades Inteligentes, Geoprocessamento e Construções Sustentáveis, com mestrado em Engenharia de Construção Civil pela UFPR. Servidora da Prefeitura de Curitiba desde 2012, atuou por oito anos no Setor de Geoprocessamento do Departamento de Cadastro Técnico (UCT), contribuindo com iniciativas de transformação digital da SMU e modernização dos processos espaciais. Atualmente integra a Gerência de Projetos e Planejamento do UCT, colaborando na revisão de normativas técnicas, no aprimoramento das análises espaciais e no suporte à aprovação de projetos.

Aline Placha Tambosi é Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com MBA em Gestão Eficaz de Obras e Projetos e especialização em Direito à Cidade e Gestão Urbana. Servidora da SMU desde 2011, já atuou como Chefe dos Núcleos do Urbanismo da Fazendinha, Pinheirinho e CIC entre 2014 e 2020. Trabalhou diretamente na transformação digital da SMU, no desenvolvimento dos processos de licenciamento urbano e alvará de construção. Desde 2021 atua na Diretoria do Departamento de Cadastro Técnico Municipal (UCT) e na Presidência da Comissão de Regularização de Loteamentos (CRL). Neste período, coordenou diversos projetos de atualização, digitalização e saneamento de dados cadastrais. Além disso, participa da equipe que trabalha para a implementação da Reurb no Município de Curitiba.

Rodrigo Tadeu Baranczuk é Arquiteto e Urbanista pela PUC/PR, especialista em Administração Pública e em Gestão de Cidades Inteligentes. Servidor da Prefeitura de Curitiba desde 2011, foi diretor do Departamento de Cadastro Técnico – UCT (2017-2020) e Assessor Técnico da SMU (2021-2024). Atualmente é Superintendente Técnico da SMU.

Ingresso: 1kg de alimento não perecível.

Como parte da programação da 8ª Semana Acadêmica de Engenharia, estudantes e profissionais participaram nesta quinta-feira (28/08) de uma visita técnica, realizada no Parc Autódromo Bairru, maior projeto imobiliário que será executado no Paraná.

Localizado no antigo Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais, na Região Metropolitana, o espaço está passando por um processo de requalificação urbana a fim de abrigar este bairro planejado, que vai contar com áreas residenciais, comerciais, de serviços, espaços verdes e de lazer.

O projeto é da Bairru, empresa curitibana de desenvolvimento e crédito imobiliário, e conta com a assinatura do urbanista e ex-governador Jaime Lerner, falecido em 2021. O novo bairro-parque terá área de 560 mil m², dos quais 130 mil m² (o que equivale a cerca de 20 campos de futebol) são de áreas verdes e de lazer.

A atividade proporcionou aos futuros engenheiros a oportunidade de vivenciar na prática conceitos fundamentais da profissão, além de ampliar sua rede de contatos e compartilhar experiências.

“O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) reforça, com iniciativas como essa, seu compromisso em apoiar a formação dos engenheiros, oferecendo vivências que unem networking, troca de conhecimento e inovação”, diz o Presidente, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez.

Durante a visita, os participantes acompanharam o Tour “Experiência do Cliente”, a apresentação detalhada do projeto, seguida de um coffee break para integração e, por fim, a visita em campo, que aproximou ainda mais a teoria acadêmica da realidade profissional.

Entre os presentes da Bairru estiveram: Jordana Valentin, Thallis Freitas, Tarcísio Cunha, Ricardo Arruda, Gustavo Melo, Breno Cachel, Daniel Oliveira e Jaqueline Vinagre, que destacaram a relevância do encontro para o seu desenvolvimento técnico e pessoal.

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) deu prosseguimento à sua 8ª Semana Acadêmica de Engenharia com uma série de palestras que mergulharam os estudantes nas tendências e no futuro da profissão. O evento, conduzido por Mateus Pizzatto, associado da Câmara Técnica Universitária do IEP e membro do CREA-JR, trouxe nomes de peso para discutir temas como inovação, gerenciamento de projetos e a importância de pertencer a uma comunidade profissional.

O terceiro dia do evento contou com as palestras de Cesar Henrique Sato Daher, da IDD Educação Avançada, que abordou o Futuro da Engenharia, de Germano Menzel, Chief Project Manager na Volvo do Brasil, que apresentou um Case de Gerenciamento de Projetos da empresa, e de Maykonn Acyr Gomes Xavier, vice-presidente financeiro do PMI Paraná Chapter, que detalhou a atuação do Project Management Institute (PMI), reforçando o papel crucial dos engenheiros na liderança de projetos.

Perspectivas e transformação

A abertura do evento foi marcada por uma saudação do presidente do IEP, Nelson Luís Gomez, que, com um tom bem-humorado, se dirigiu aos jovens engenheiros. “Eu acho que neste momento aqui eu devo ser o do lado oposto. O mais velho. Então, a maioria de vocês não deve ter existido quando eu nasci”, brincou, referindo-se ao seu nascimento em 1951. Com uma perspectiva de quem já viveu as transformações da profissão, Gomez compartilhou sua trajetória, atribuindo ao IEP grande parte de seu desenvolvimento profissional e de sua rede de contatos. “Todo o meu desenvolvimento extra profissional e network, eu fiz aqui dentro desta casa”, revelou, reforçando que a participação contínua na instituição foi fundamental para sua carreira.

Ao final de sua saudação, o presidente lançou um desafio à nova geração. Convidando os jovens a se tornarem os futuros líderes, ele os incentivou a dar continuidade ao legado da instituição, que se aproxima de seu centenário em fevereiro de 2026. “Quem vai continuar o Instituto de Engenheiro do Paraná daqui 5, 10, 15, 20 anos?”, questionou Gomez, reforçando a importância de se associar e participar dos eventos que são, segundo ele, ricos em “aprendizado, conhecimento e muito network”.

Caminho da profissão

Cesar Henrique Sato Daher ofereceu uma visão instigante sobre a engenharia do futuro, em sua palestra. Ele defendeu que, para entender o caminho da profissão, é preciso olhar para o presente, pois, nas palavras do filósofo Confúcio, “se você quer conhecer o futuro, examine o presente, que é a causa”. Destacou que a engenharia sempre esteve intrinsecamente ligada à evolução da civilização, desde o Homo Sapiens criando ferramentas até as revoluções agrícola, industrial e, mais recentemente, a digital.
O palestrante fez um panorama histórico das inovações que moldaram a profissão. Ele relembrou a construção milenar das pirâmides pelo faraó Imhotep, o “primeiro engenheiro”, e a resistência do concreto romano, que mistura cinza vulcânica com cal. Ele sublinhou que a busca por construções duráveis está diretamente ligada à sustentabilidade, um desafio crucial da engenharia moderna. Citou invenções como a linha de produção de Henry Ford, que, apesar de trazer eficiências, evidenciou a necessidade dos engenheiros de desenvolverem habilidades de gestão.

Também ressaltou que, na virada do século XIX para o XX, mudanças radicais impulsionadas por inovações como a eletricidade e a gasolina, levaram à ascensão de indústrias e novas profissões. A corrida entre Thomas Edison e Nikola Tesla pela melhor corrente elétrica, por exemplo, não só popularizou a eletricidade, mas também inaugurou a era das usinas hidrelétricas. O palestrante também mencionou o surgimento da computação e, na sequência, da internet, que conectou o mundo e gerou a necessidade de lidar com a massa de informações do Big Data.

Para ele, a Inteligência Artificial (IA) representa a próxima grande revolução, transformando radicalmente o papel do engenheiro. “A IA está dando um salto gigante para nós”, afirmou. Argumentou que, em um futuro próximo, o professor tradicional, que apenas ensina, será substituído por um mentor, que traz problemas reais para a sala de aula e orienta a resolução. A IA, aliada à Internet das Coisas e à impressão 3D, exigirá que os futuros engenheiros foquem no pensamento crítico, na interpretação de dados e na colaboração, em vez de se prenderem a cálculos operacionais que as máquinas farão por eles. Citou ainda as outras tecnologias emergentes que moldarão o amanhã: computação quântica, biotecnologia e nanotecnologia.

O engenheiro frisou que o profissional do futuro precisará de habilidades emergentes e um aprendizado contínuo. “Não adianta mais querer saber o básico que a gente sabe”, disse. César enumerou competências essenciais como a fluência em tecnologia, a adaptabilidade e as habilidades interpessoais, que são cruciais para o trabalho colaborativo em um mundo complexo.

César concluiu sua fala com uma visão otimista e motivadora. Ele destacou que o engenheiro do futuro será um “integrador de conhecimento”, um “estrategista” e um “agente de mudanças” para um mundo mais sustentável. Em uma mensagem aos jovens presentes, ele enfatizou: “Não depreciem a sua própria profissão, não falem mal da profissão de vocês, porque a profissão de vocês é maravilhosa. Vocês mudam vidas”. Ele afirmou que o trabalho dos engenheiros é fundamental para o desenvolvimento da sociedade e que, apesar dos desafios, a profissão é a chave para o progresso do país.

Ideia e inovação

Germano Menzel compartilhou sua jornada profissional e a visão da empresa sobre gestão de projetos durante a Semana Acadêmica de Engenharia. “É um nome ‘fancy’, mas é um gestor de projetos, tá?”, brincou, ao descrever sua função. Sua trajetória, que incluiu passagens pelo Instituto Lactec e COHAB, moldou uma perspectiva que vai além da técnica, enfatizando a paixão por transformar ideias em realidade. Para ele, todo grande feito, seja um caminhão elétrico, a construção de uma planta industrial ou a realização da Copa do Mundo, é resultado de um projeto bem executado.

Ele definiu um projeto como um “esforço temporário para atingir um produto, um serviço ou um resultado”, destacando a importância de ter um começo e um fim bem definidos. E detalhou as cinco fases essenciais de um projeto: iniciação, onde se avalia a viabilidade; planejamento; execução, onde o trabalho acontece; controle, que anda lado a lado com a execução; e encerramento, momento de entrega e aprendizado. “Na Volvo a gente diz que o planejamento é o mais importante, é onde a gente deveria gastar a maior parte do nosso tempo”, afirmou, ressaltando a filosofia da empresa.

A palestra abordou a evolução das metodologias de gestão, contrastando o modelo preditivo, mais tradicional e linear, com o adaptativo (ágil), que permite flexibilidade e aprendizado contínuo. Enquanto o modelo preditivo, como o de construção de um prédio, segue uma sequência rígida, o adaptativo, comum em desenvolvimento de software, trabalha com iterações e feedback. Germano confessou que a Volvo “também fez isso em alguns casos”, referindo-se à adoção apressada de metodologias ágeis por medo de ficar para trás. Contudo, a empresa aprendeu e hoje aplica a metodologia mais adequada a cada tipo de projeto, inclusive em modelos híbridos.

Para ilustrar essa abordagem, Germano usou exemplos práticos da engenharia de caminhões da Volvo. Projetos com exigências legais rígidas, como a norma de emissão de gases de exaustão, são geridos de forma preditiva. Já as mudanças no painel de instrumentos, por exemplo, podem ser adaptativas, permitindo testes rápidos e feedback direto dos motoristas. “Isso é uma coisa que eu consigo facilmente… fazer, enviar via Wi-Fi ou via inteligência remota para fazer um teste em alguns clientes”, explicou. Essa flexibilidade permite à Volvo otimizar recursos e entregar produtos que atendam melhor às necessidades do cliente.

Em um mundo de complexidade crescente, ele enfatizou a necessidade de aprimorar as competências do gestor de projetos. A Volvo, alinhada com as diretrizes do PMI, busca profissionais com expertise em gerenciamento de projetos, capacidade de tomar decisões estratégicas e um profundo conhecimento do negócio. O gestor, segundo ele, não deve apenas entregar um projeto a qualquer custo, mas sim “entregar o melhor valor agregado para a empresa”.

A liderança colaborativa é outra característica essencial. O gestor de projetos na Volvo é visto como um “guia, um mentor dentro da empresa”, que trabalha em sinergia com diversas áreas. Ele expressou a satisfação de lidar com todos os departamentos, desde o pós-venda até a engenharia, em um esforço conjunto. Ele concluiu a palestra com a esperança de ter despertado o interesse dos estudantes pela área. “Eu gostaria que isso fosse no mínimo uma chavinha que ligue em vocês que existe essa possibilidade dentro da engenharia de não ‘engenheirar’ 100%”, finalizou.

Projeto de mudança do mundo

O papel central dos engenheiros na criação de um futuro melhor foi o tema da palestra de Maykonn Acyr Gomes Xavier. Ele destacou que “o mundo precisa de projetos e os projetos começam com os engenheiros”. Para que esses projetos sejam bem-sucedidos, no entanto, é essencial o envolvimento de pessoas capazes de transformá-los em realidade. “Vocês são capazes de mudar o mundo”, afirmou, dirigindo-se aos estudantes.

A importância de pertencer a uma comunidade para impulsionar o sucesso profissional e pessoal foi um dos pontos altos da fala de Maykonn. Ele explicou que o Project Management Institute (PMI) foi fundado em 1969 por cinco visionários que buscavam criar um ambiente de colaboração e aprendizado mútuo. “Eles se juntaram e falaram assim: ‘Eu já cometi os meus erros, você já cometeu os seus. Vamos juntar os nossos erros para que eu não cometa os seus e você não cometa os meus’”. Essa filosofia de compartilhamento de conhecimento é a base da organização.

O PMI, que hoje conta com 738 mil membros e 1,7 milhão de profissionais certificados, é movido principalmente pelo voluntariado. “O que move o PMI é o voluntariado”, frisou, revelando que a organização conta com mais de 13 mil voluntários em 306 capítulos ao redor do mundo. Ele explicou que a certificação, como a PMP (Project Management Professional), não exige filiação, mas é uma maneira de comprovar conhecimento e habilidade, servindo como um diferencial no mercado de trabalho.

O palestrante ressaltou a importância da gestão de projetos como uma ciência que complementa a engenharia. “A gente aprende a bater massa, mas não aprende a planejar a composição dos tijolos para construir a casa”, exemplificou, destacando que o PMI oferece diversas certificações, incluindo gestão de riscos, portfólio, programas e até mesmo inteligência artificial. Para ele, compreender e gerenciar riscos é uma habilidade crucial para qualquer engenheiro. “Entender de gestão de riscos é essencial, gente”, alertou.

O futuro, segundo Maykonn, apresenta uma grande oportunidade para os gestores de projetos. Há uma lacuna projetada de 30 milhões de profissionais na área até 2035. No Brasil, o número de vagas disponíveis pode chegar a 105 mil, considerando a aposentadoria de profissionais e a abertura de novos postos. “Os engenheiros vão projetar, é lógico, coisas maravilhosas. Mas alguém tem que botar a geringonça para funcionar”, disse, enfatizando a necessidade de profissionais para gerenciar, integrar e garantir que as obras sejam entregues no prazo.

Para concluir, o vice-presidente financeiro reforçou que a visão do PMI vai além da entrega de projetos no prazo e dentro do orçamento. “A nossa visão é um mundo onde cada projeto atinge o seu potencial de impacto positivo”, resumiu. Ele defendeu que a gestão de projetos deve ser utilizada para tornar a vida das pessoas mais humana, inovadora, sustentável e feliz, elevando o mundo por meio de uma engenharia que atenda a valores como simplificação, ambição, acolhimento, curiosidade e colaboração. “Gestão só por gestão não vale a pena”.

Assista ao evento completo abaixo ou no Canal do IEP no YouTube: