A química por trás da cerveja artesanal e industrial foi tema do 3º Seminário “A Química da Cerveja: o saber e o sabor”, promovido pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) como parte das comemorações do centenário da instituição. Realizado na última quinta-feira, o encontro reuniu especialistas, pesquisadores, sommeliers e mestres cervejeiros para discutir desde os fundamentos químicos da bebida até harmonizações gastronômicas e análises sensoriais.
Organizado pela Câmara Técnica de Processos e Tecnologia Química e pela Diretoria de Apoio Sociocultural, o evento também proporcionou degustações guiadas e a interação do público com cervejarias convidadas. Durante os intervalos, mestres cervejeiros apresentaram diferentes estilos e explicaram características ligadas à composição, aroma, sabor e processo produtivo das bebidas.
A programação abordou temas como a influência da água na qualidade cervejeira, o papel das leveduras, os aspectos sensoriais da degustação e a harmonização entre cervejas e alimentos. Entre os palestrantes estiveram o professor Duan Ceola, a farmacêutica Cynthia Malaghini, o químico Alcely José Wosniak, o professor Alfredo Muxel e o sommelier André Porto. A condução do seminário foi feita por Hugo Weber Junior, organizador do encontro.
Na abertura do evento, o presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, destacou o caráter diferenciado do seminário ao unir conhecimento técnico, história e experiências sensoriais. “Temos que nos lembrar da relevância cultural e econômica da bebida, além da importância de discutir seus processos produtivos dentro de uma instituição voltada à Engenharia e à inovação”, disse, ao lembrar que a cerveja acompanha a humanidade há milhares de anos. Ele também relembrou marcos históricos, como o Código de Hamurabi e a Lei da Pureza da Cerveja, reforçando a trajetória da bebida ao longo dos séculos.
Para o idealizador e produtor do evento Hugo Weber Junior, o seminário reforçou a importância de aproximar conhecimento técnico e experiência sensorial. “Reunimos profissionais extremamente qualificados para discutir a cerveja sob diferentes perspectivas, desde os fundamentos químicos até as experiências sensoriais e gastronômicas. Tenho certeza de que todos os participantes sairão daqui com uma nova percepção sobre a complexidade e a riqueza da química da cerveja”, destacou.
Convidado a falar em nome do CREA-PR, o Eng. Químico Luiz Eduardo Gomes Caron aproveitou a ocasião para apresentar o Programa Mais Engenharia, iniciativa que busca aproximar universidades, profissionais e prefeituras na modernização da infraestrutura pública do Paraná. Segundo Caron, o programa não apenas qualifica a mão de obra jovem, mas garante que os municípios tenham suporte técnico de alto nível para transformar planos em realidade.
A química líquida
A água, ingrediente que representa cerca de 90% da composição da cerveja, foi apresentada pelo professor Duan Ceola como um dos elementos mais decisivos para a qualidade, estabilidade e identidade sensorial da bebida. Segundo o especialista, o controle químico da água permite manter a repetibilidade dos lotes, otimizar processos industriais e realçar características sensoriais específicas de cada estilo cervejeiro. “Quando ajustamos parâmetros como sulfato, cloreto, cálcio e pH, conseguimos interferir diretamente no aroma, no corpo e na percepção sensorial da cerveja”, explicou.
Ceola destacou que a composição mineral da água teve influência histórica no surgimento de diferentes estilos de cerveja ao redor do mundo. Regiões com águas mais alcalinas favoreceram cervejas escuras, enquanto águas mais brandas contribuíram para o desenvolvimento das tradicionais cervejas claras. O professor também chamou atenção para a importância do controle do pH durante a mosturação e a lavagem dos grãos, etapa fundamental para evitar a extração excessiva de taninos e compostos que comprometem o sabor da bebida. “O equilíbrio químico da água é determinante para a eficiência da brassagem e para a qualidade final da cerveja”, afirmou.
Outro tema abordado foi a sustentabilidade na indústria cervejeira, especialmente a chamada “pegada hídrica”, indicador que mede o volume de água utilizado em toda a cadeia produtiva. Ceola ressaltou que grandes cervejarias vêm investindo em tecnologias de tratamento e reutilização para reduzir o consumo hídrico e aumentar a eficiência operacional. Segundo ele, além da economia, a gestão responsável da água passou a representar um diferencial competitivo no setor. “Hoje, falar de água na cerveja não significa apenas discutir sabor e rendimento, mas também sustentabilidade e responsabilidade ambiental”.
Ciência e rigor
A qualidade da água distribuída no Paraná, os desafios do tratamento e os impactos da escassez hídrica estiveram no centro da palestra da farmacêutica Cynthia Malaghini e pelo químico Alcely José Wosniak, da Sanepar. Os especialistas detalharam a complexa estrutura de monitoramento da Sanepar, responsável pelo abastecimento de 95% da população paranaense, e destacaram a importância da água tanto para o consumo humano quanto para setores específicos, como a indústria cervejeira.
Segundo Cynthia, a companhia realiza cerca de seis milhões de análises por ano, monitorando desde metais pesados e agrotóxicos até cianotoxinas que podem alterar sabor e odor da água. “Os limites de potabilidade são estabelecidos com margens extremamente seguras. Temos equipamentos capazes de detectar substâncias em concentrações até mil vezes menores do que o permitido pela legislação”, afirmou. A farmacêutica também alertou para os impactos das mudanças climáticas e da instabilidade geopolítica no setor de saneamento, especialmente pela dificuldade de aquisição de insumos como cloro e policloreto de alumínio, essenciais no tratamento da água. Apesar das chuvas recentes, ela reforçou que o cenário hídrico ainda exige atenção e consumo consciente.
Wosniak explicou que a composição mineral da água varia conforme a origem dos mananciais subterrâneos e superficiais, influenciando diretamente aplicações industriais, inclusive na produção de cerveja. “A água nunca é totalmente pura na natureza. Ela carrega características minerais próprias de cada região, e compreender essa composição é fundamental para garantir qualidade em qualquer processo produtivo”, destacou. O químico também detalhou as etapas físico-químicas do tratamento realizado nas estações da Sanepar, desde a remoção de partículas e coloides até a filtração e desinfecção final.
Os palestrantes ainda ressaltaram que a busca pela excelência no tratamento envolve investimentos constantes em tecnologia, automação e sustentabilidade. Entre as iniciativas citadas estão o reaproveitamento de resíduos do tratamento de esgoto na agricultura e na construção civil, além do uso de carvão ativado, dióxido de cloro e sistemas avançados de filtração para garantir padrões rigorosos de qualidade. “Nosso objetivo é promover saúde de forma sustentável, preservando os recursos hídricos e assegurando água potável com segurança para toda a população”.
Levedura em foco
A levedura, micro-organismo responsável pela fermentação e pela formação de aromas e sabores da cerveja, foi o centro da palestra ministrada pelo professor Alfredo Muxel. Segundo o especialista, embora a cerveja acompanhe a humanidade há milhares de anos, a compreensão científica sobre a função da levedura na fermentação é relativamente recente e revolucionou a produção cervejeira moderna. “A levedura é um dos principais elementos que definem o perfil sensorial da cerveja. Ela não apenas produz álcool e gás carbônico, mas cria compostos que determinam aroma, sabor e complexidade da bebida”, explicou.
Muxel detalhou o processo fermentativo e destacou que diferentes cepas de levedura podem transformar completamente o resultado final da cerveja, mesmo quando os demais ingredientes permanecem os mesmos. As leveduras do tipo Ale, por exemplo, produzem cervejas mais aromáticas e complexas, enquanto as Lager apresentam perfil mais neutro, permitindo maior destaque ao malte e ao lúpulo. “Cada levedura possui características genéticas específicas. É ela quem define notas frutadas, condimentadas e fenólicas presentes em muitos estilos cervejeiros”, afirmou. O professor também ressaltou que condições inadequadas de fermentação podem gerar compostos indesejáveis, conhecidos como off-flavors, capazes de comprometer a qualidade da bebida.
Outro ponto enfatizado foi a capacidade das leveduras de interagir com compostos do lúpulo e gerar novos aromas durante a fermentação, processo conhecido como biotransformação. Segundo Muxel, esse fenômeno se tornou uma ferramenta importante para cervejeiros que buscam criar estilos mais aromáticos e sofisticados. “A levedura é um organismo vivo extremamente complexo. Entender seu comportamento é essencial para produzir cervejas equilibradas, estáveis e sensorialmente ricas”.
Saber sensorial
Muxel também apresentou a degustação guiada, afirmou que a análise sensorial da cerveja vai muito além do simples ato de beber. E destacou que cada detalhe da bebida, da cor ao retrogosto, revela características do processo produtivo, dos ingredientes e até da água utilizada. “A avaliação começa pela análise visual. A cor da cerveja é uma identidade do estilo e já indica o que o consumidor pode esperar no paladar”, explicou.
A experiência sensorial envolve diferentes etapas, começando pela observação da espuma, brilho e transparência da bebida, antes mesmo do primeiro gole. “Uma Pilsen deve ser clara e límpida. Já uma Weissbier pode apresentar turbidez, que faz parte do estilo”, afirmou. O aroma também ocupa papel central na degustação. De acordo com Muxel, os compostos aromáticos evoluem conforme a temperatura da cerveja muda no copo, tornando a experiência dinâmica. O sabor da cerveja é composto pelo aroma, paladar e pelas sensações táteis percebidas na boca.
A palestra também abordou como o cérebro interpreta os sabores básicos da cerveja, especialmente o amargor e o dulçor. O professor explicou que o amargor provocado pelo lúpulo é percebido de forma gradual pelas papilas gustativas localizadas no fundo da língua. “Enquanto o doce é percebido imediatamente, o amargor cresce aos poucos e vai preenchendo toda a boca”, destacou. A carbonatação, o corpo da cerveja e a adstringência também foram apontados como elementos essenciais para a percepção sensorial completa da bebida.
Sabores em harmonia
A harmonização entre cerveja e gastronomia foi o foco da palestra conduzida pelo chef de cozinha e sommelier André Porto, que destacou como a combinação correta entre prato e bebida pode transformar a experiência sensorial do consumidor. Com mais de 15 anos de atuação em eventos gastronômicos, o palestrante ressaltou que harmonizar vai além de evitar incompatibilidades entre sabores. “A verdadeira excelência acontece quando alimento e bebida criam um terceiro sabor, superior aos elementos individuais”, afirmou.
Durante a apresentação, Porto explicou que a harmonização se apoia em princípios técnicos e científicos, baseados principalmente no equilíbrio entre doçura, amargor, acidez e salinidade. “Os mesmos sabores percebidos na cerveja também estão presentes nos alimentos. O segredo é entender como eles se atraem ou se contrapõem”. O chef mostrou como fatores como carbonatação, álcool, amargor e estrutura da cerveja podem equilibrar pratos mais gordurosos, picantes ou defumados. Entre os exemplos apresentados, citou a combinação entre costelinha com molho barbecue e cervejas do estilo Tripel, criando um equilíbrio entre dulçor, álcool e intensidade aromática.
A palestra ainda percorreu diferentes escolas cervejeiras, relacionando estilos tradicionais às culinárias regionais de países como Alemanha, Bélgica, Irlanda, Escócia e Inglaterra. André Porto também propôs reflexões sobre a culinária brasileira, apontando a versatilidade da cerveja em harmonizações típicas. “Quando observamos os ingredientes locais, o clima e os hábitos culturais, entendemos por que certos pratos e cervejas conversam tão bem”, explicou. O sommelier reforçou que a escolha da cerveja deve considerar a complexidade dos ingredientes e a intensidade do preparo para que a harmonização valorize tanto o prato quanto a bebida.
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Assista ao evento completo abaixo ou pelo Canal do IEP no YouTube:
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Nenhum projeto é maior do que o projeto de amor que nos trouxe até aqui! Feliz Dia das Mães.
Foi graças a um projeto de amor, de sonhos e de esperança que pudemos existir, crescer e evoluir.
Um projeto elaborado por uma pessoa especial, repleta dos mais puros sentimentos e capaz de planejar nossa existência e nosso futuro, moldando e sustentando sonhos com muito carinho e determinação, edificando valores que moldaram nosso caráter e nossas próprias aspirações.
Hoje, homenageamos as grandes “engenheiras” destes projetos de vida, de sonhos, de humanidade. Feliz Dia das Mães!
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O Instituto de Engenharia do Paraná – IEP em conjunto com o Instituto de Relações Internacionais do Paraná – IRIP realizará oIII FÓRUM IEP – IRIP: “INOVAÇÕES NA ENGENHARIA PARA NEGÓCIOS INTERNACIONAIS” que acontecerá no dia 14 de maio de 2026, quinta-feira, às 18h30 no Centro de Eventos IEP. O Evento, que é uma promoção das Câmaras Técnicas do IEP de ESG (Environmental, Social and Governance) e de Agronegócios, contará com grandes nomes da engenharia e da tecnologia.
- Data: 14/05 (Quinta)
- Horário: 18h30
- Local: Centro de Eventos e YouTube
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Programação:
- 18h30: Boas-vindas com o Presidente do IEP Nelson Gomez
- 18h45: Boas-vindas com a Presidente do IRIP Maristela Parigot
- 18h50: Abertura: Filipe Farhat – Prefeitura de Curitiba
- 19h00: PAINEL 1 : Inovação e Competitividade: da Engenharia ao Mercado e à Inserção Internacional
- 20h00: PAINEL 2: Agro 4.0: Inteligência Artificial, Robotização e Conectividade Espacial
- 21h00: Encerramento
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Painel 1: Inovação e Competitividade: da Engenharia ao Mercado e à Inserção Internacional
Inovar é importante — mas transformar inovação em resultado é o verdadeiro desafio.
Este painel discute como engenharia e tecnologia podem se converter em competitividade, conectando estratégia, execução e aplicação empresarial, com impactos no mercado e na inserção internacional.
A conversa será estruturada em três dimensões:
- Visão estratégica da inovação
- Mecanismos de fomento e execução
- Aplicação prática nas empresas
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Conheça os Palestrantes:

Henrique Domakoski
Diretor de Inovação, Cidades Inteligentes e Inteligência Artificial da Prefeitura de Curitiba e Vice-Presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP). Atua na articulação de iniciativas voltadas à transformação digital, inovação e desenvolvimento econômico. Empreendedor, é cofundador da TROC, maior plataforma de economia circular do Brasil, posteriormente adquirida pelo Grupo Arezzo & Co. Foi Superintendente Geral de Inovação do Governo do Estado do Paraná, onde liderou a estratégia de inovação e transformação digital do Estado. Ao longo de sua trajetória, foi reconhecido por duas vezes como Empreendedor do Ano pelo Governo do Estado do Paraná. Atua também como mentor, conselheiro e investidor em diversas empresas. É formado em Administração de Empresas pela UNIFAE e em Direito pela UNICURITIBA, com especialização em Empreendedorismo pelo MIT Sloan School of Management e em Gestão de Negócios Digitais pela Columbia University.
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Luiz Marcio Spinosa
Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, onde atua há cerca de 7 anos na estruturação de programas e políticas de fomento, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema de inovação no Paraná por meio da conexão entre universidades, empresas e governo. Com mais de 20 anos de experiência em pesquisa, é professor e pesquisador na UTFPR e na UFSC. Possui pós-doutorado em Inovação pela University of California, Berkeley e sólida formação internacional nas áreas de tecnologia e inovação, com atuação relevante na integração entre ciência, educação e desenvolvimento econômico. Atua também como Visiting Research Scholar na University of California, Berkeley, no Institute for Business Innovation da Haas School of Business, onde desenvolve pesquisas sobre ecossistemas de inovação e seus componentes, com foco em políticas públicas, instrumentos e estratégias para o desenvolvimento sustentável e regional.
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Marielva Andrade
Vice-presidente da Unidade de Negócios para Instituições Públicas da Positivo Tecnologia, com sólida trajetória em liderança e tecnologia desde 1992. Engenheira civil, possui MBAs pela FGV e IBMEC, além de formação em neuroestratégia pela ESIC Business & Marketing School. É conselheira certificada pelo IBGC. Com passagem anterior pelo setor de construção civil, atua também como conselheira na Positivo Servers & Solutions. Foi reconhecida por prêmios relevantes, como o “Mulher Paranaense” (2022) e o “Prêmio Destaque Empreendedor”.
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Moderadora: Maristela Parigot
Atua na interseção entre inovação, ESG e estratégia global, liderando iniciativas que integram tecnologia, gestão de riscos e desenvolvimento de negócios com foco em valor sustentável. Trabalha na estruturação de parcerias e investimentos no Brasil, com ênfase em infraestrutura digital, inteligência artificial e tecnologias emergentes. É presidente do IRIP, conselheira do Instituto de Engenharia do Paraná e coordenadora da Câmara Técnica de ESG Engenheira química, possui mestrado em Engenharia Ambiental e MBA pela SDA Bocconi, na Itália.
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Painel 2: Agro 4.0: Inteligência Artificial, Robotização e Conectividade Espacial
O agronegócio brasileiro entra em uma nova era, impulsionada por inteligência artificial, automação e conectividade avançada. A produção se torna mais eficiente e estratégica com o uso de satélites de baixa órbita, que permitem a coleta de dados confiáveis ao longo do dia, com cobertura ampla — inclusive em regiões onde a conectividade tradicional é limitada — além da aplicação crescente de robótica no campo.
Neste painel, especialistas apresentam como essas tecnologias já estão sendo aplicadas na prática — e como o Paraná pode liderar esse novo ciclo de competitividade no agro.
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Conheça os Palestrantes:

Stephan Bernard
Head de Business Development na Sateliot, empresa pioneira em conectividade satelital 5G NTN para IoT, que permite cobertura global utilizando o padrão NB-IoT. Na Sateliot, atua no desenvolvimento de mercados internacionais, parcerias estratégicas e expansão de soluções de conectividade para setores como agricultura, utilities, logística e monitoramento ambiental. Com experiência internacional na Europa e América Latina, Stephan trabalha na convergência entre telecomunicações terrestres e satelitais, promovendo soluções escaláveis e acessíveis para a conectividade global de dispositivos IoT.
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Robson Mafioletti
Superintendente do OCEPAR, onde atua há mais de 26 anos, com trajetória consolidada no fortalecimento do cooperativismo e do agronegócio no Paraná. Atua no acompanhamento dos mercados agropecuários e de commodities, assessorando cooperativas em crédito rural, comercialização e estratégias de competitividade. Possui forte atuação em análises de custos, exportações e logística, além de participação em missões técnicas internacionais junto a importantes mercados do agro. Engenheiro agrônomo pela Universidade Federal do Paraná (1992–1996), é mestre em Economia Aplicada pela ESALQ/USP, com especializações em Finanças Corporativas (UFPR), Agribusiness (FAE), Marketing (ESPM) e Cooperativismo pela Universidade de Bologna (Itália).
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Flávio Enir Turra
Atua há mais de quatro décadas no cooperativismo paranaense, com trajetória consolidada no Ocepar, onde ingressou em 1982. Atualmente, ocupa o cargo de Gerente Técnico e Econômico do Sistema Ocepar, com atuação no acompanhamento da conjuntura dos mercados agropecuários, crédito rural, comercialização agrícola e competitividade do agronegócio. Foi Presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Culturas de Inverno do Ministério da Agricultura (MAPA), contribuindo para a formulação de políticas e diretrizes estratégicas para o setor. É Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal do Paraná (1982), com Mestrado em Economia Agrária pela ESALQ/USP (1992) e especialização em Comércio Exterior pela FAE (1995).
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Luiz Osório Vendrami Trentini
Empreendedor e executivo nas áreas de mobilidade e engenharia, com atuação no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à eficiência produtiva, incluindo projetos inovadores como veículos elétricos e aplicações para o setor agroindustrial. Ao longo de sua trajetória, combinou experiência em indústria, pesquisa e desenvolvimento, com passagens por empresas como Volvo, Renault, Nissan e Denso, além de atuação como pesquisador sênior no Tecpar. Possui experiência internacional em desenvolvimento de produtos e gestão industrial, com atuação no Brasil e no exterior, além de diversas patentes. É engenheiro mecânico e civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com especialização em Física do Estado Sólido e MBAs em Marketing e Controle de Gestão.
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Moderador: Eugenio Libreloto Stefanelo
Engenheiro agrônomo, mestre em Economia Rural e doutor em Engenharia de Produção, com sólida trajetória acadêmica, técnica e institucional no agronegócio paranaense. Atua como professor na FAE Business School e no Departamento de Economia Rural da UFPR, sendo reconhecido como uma das principais referências na análise da evolução do agro no Paraná. Foi Secretário de Estado da Agricultura do Paraná (1981–1983) e teve atuação destacada na CONAB, contribuindo para políticas e estratégias do setor. Em 2026, foi eleito presidente do CIEE/PR, ampliando sua atuação na integração entre formação, mercado e desenvolvimento econômico.
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Traga 1kg de alimento não perecível para ser doado às famílias carentes.*
*A doação não é obrigatória, mas é bem-vinda.
O Instituto de Engenharia do Paraná, por meio da Câmara Técnica Universitária, convida a todos para participar do 11° encontro de 2026 do IEP Talks, com o tema “Impressão 3D”.
- Data: 09/05 (Sábado)
- Horário: 10h00
- Local: 5° andar do IEP
Para entrar no grupo de WhatsApp, contate: (44) 99818-2661 ou (41) 99639-9060.
IEP 100 anos. Hoje você faz parte desta celebração, Engenheiro Cartógrafo.
Hoje, dia do Engenheiro Cartógrafo, o IEP parabeniza todos estes profissionais que vêm contribuindo para engrandecer nossos 100 anos de história e de realizações em prol da Engenharia no Paraná.
Feliz Dia do Engenheiro Cartógrafo.
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Representantes do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e do Movimento Pró-Paraná participaram, na última sexta-feira, da solenidade de inauguração da Ponte de Guaratuba, uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do litoral paranaense. Também chamada de Ponte da Vitória, é um modelo de obra de Engenharia concluída no prazo e no seu orçamento inicial, apesar dos percalços técnicos, e está prevista na Constituição do Estado do Paraná de 1989, no artigo 36 do Ato Das Disposições Constitucionais Transitórias.
Compuseram a comitiva o Presidente do IEP, Nelson Luiz Gomez, o Presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski, Ana Cláudia Nascimento, Heroldes Bahr Neto, Eugênio Stefanello, Pedro Fuentes Dias, Silvia Lenz Cesar, Kelso Krieger Gomes, Horácio Hilgemberg Guimarães e Luís Roberto Bruel.
Durante a cerimônia, as duas entidades foram homenageadas pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior em reconhecimento ao apoio institucional, às notas técnicas e à contribuição em defesa do desenvolvimento da infraestrutura e da mobilidade no Estado.
Os presidentes receberam a tradicional escultura da araucária, símbolo do reconhecimento concedido pelo Governo do Paraná às entidades que colaboraram tecnicamente para a concretização do projeto.
“A Nota Técnica sob a construção da Ponte, assinada e registrada em cartório pelo IEP e pelo MPP no dia 09.12.2020, traz em seu último parágrafo como complemento à Ponte a necessidade de rodovia entre o município de Garuva e que contornasse a baía de Guaratuba até a BR-277, assim desviando o tráfego de veículos pesados da cidade de Guaratuba”, recorda o Presidente Gomez.
A inauguração reuniu autoridades estaduais, lideranças empresariais, representantes da sociedade civil organizada e profissionais ligados à engenharia e ao planejamento urbano. A nova ligação entre Guaratuba e Matinhos representa um importante avanço logístico, turístico e econômico para o litoral paranaense.
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O Instituto de Engenharia do Paraná, por meio da Câmara Técnica de Arquitetura e Urbanismo, realiza o evento “Transformação Urbana no Brasil: O Mercado de Cidades Inteligentes e a Contribuição da iCities” com o apoio da iCities (The Smart Cities Hub), no dia 15 de maio, a partir das 14h30, no Auditório do 2° andar e com transmissão pelo canal do YouTube.
- Data: 15/05 (Sexta)
- Horário: 14h30
- Local: Auditório 2º Andar e YouTube
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Programação:
- 14h30: Abertura do evento
- 14h40: Palestra com a psicóloga Beatriz Grupp da Rosa
- 15h40: Palestra com o Eng. Eduardo Marques
- 16h15: Coffee
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Conheça os Palestrantes:

Beatriz Grupp da Rosa
Psicóloga (CRP PR 08/28354) formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, possui pós-graduação em Psicodrama terapêutico e socioeducacional e pós-graduação em Avaliação Psicológica. Atua como Psicóloga Clínica e é Palestrante de Saúde Mental em ambientes corporativos, como também realiza avaliação psicológica para cirurgias, orientação vocacional e avaliação para riscos psicossociais. Beatriz atua tanto na psicologia clínica quanto na elaboração e execução de projetos de intervenção em instituições, possuindo experiência no terceiro setor.

Eduardo Marques
Membro do conselho de administração do Grupo iCities, holding brasileira referência no ecossistema de inovação urbana e cidades inteligentes. Engenheiro de Produção Civil pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e pós-graduado em Engenharia de Negócios pela FAE Business School, possui quase duas décadas de experiência em finanças, estratégia de negócios e startups voltados a cidades inteligentes, energia, construções sustentáveis e negócios sociais.
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Traga 1kg de alimento não perecível para ser doado às famílias carentes.*
*A doação não é obrigatória, mas é bem-vinda.
Fazendo parte da 3° edição do Seminário – “A Química da Cerveja: O Saber e o Sabor”, o Instituto de Engenharia do Paraná promove a Visita Técnica na Rota da Cerveja de Pinhais, no dia 23 de maio, com saída do IEP às 12h00.
A Rota da Cerveja oferece opções de cervejas artesanais e inovadoras, que levam a descobrir aromas intensos e sabores extraordinários. Aos apreciadores, é uma alternativa para saborear calmamente cervejas produzidas com paixão e capricho. São sete cervejarias integrantes: Ovelha, Yellow Bird, Coice da Mula, Way Beer, Lobos, Rubira e Oner.
- Data: 23/05 (Sábado)
- Horário: 12h00
- Local: Saída do IEP
Faça sua inscrição, mergulhe em um novo conceito e descubra que por trás da fabricação de uma cerveja há técnica, pesquisa e seleção de produtos que respeitam uma cultura milenar, que traz consigo a experiência do fazer artesanal.
As vagas são limitadas e exclusivas para associados IEP.
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*Inscrição exclusiva para associados ao IEP.
**O não comparecimento a Visita Técnica irá ocasionar no cancelamento do associado para as próximas visitas.
Lançamento do ETT – English Talk Time
No dia 6 de maio, das 19h às 21h, no Habitat Senai, será apresentado o Programa de Aceleração de Inglês para o Mercado Internacional.
Você vai conhecer:
✅ o programa
✅ o método
✅ as ferramentas do ecossistema ETT
✅ os parceiros BeeTools, Cherry Top e Coders
✅ e ainda participar de uma primeira atividade prática de conversação
Uma proposta para quem quer desenvolver o inglês com mais prática, confiança e foco em oportunidades profissionais.
A inscrição é GRATUITA para Associados IEP, SENAI, GU BigaData.
Informações: https://gubigdata.com.br/participe-do-lancamento-do-ett-english-talk-time/
ATENÇÃO! PRORROGADA AS INSCRIÇÕES PARA O CONCURSO: 100 ANOS DA ENGENHARIA DO PARANÁ
A pedidos, as inscrições para o Concurso: 100 Anos da Engenharia do Paraná foi prorrogada até o dia 06/06. Corra que ainda dá tempo!
Esta é uma iniciativa para honrar a trajetória de excelência, as obras icônicas e o talento dos profissionais que transformaram o nosso estado.
As inscrições vão até 06/06/2026, e realizadas exclusivamente pelo e-mail: [email protected].
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Anexos:
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Participe desta celebração histórica e ajude a contar a história da engenharia que molda o nosso futuro.
*Acesse os links acima para conferir os documentos em PDF.