O encerramento da Semana do Meio Ambiente, promovida pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), reuniu profissionais engajados com as causas ambientais e científicas no Centro de Eventos da entidade. Organizado pela Câmara Técnica de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Saneamento do IEP, o último dia foi marcado por palestras enriquecedoras e reflexões importantes sobre os desafios ambientais contemporâneos.
Conduzido pela coordenadora da Câmara Técnica, Gina Guerra Andrade, o evento trouxe à tona temas fundamentais por meio das palestras: “Entre a cidade e o oceano: reflexões sobre o lixo que nos conecta”, ministrada pela bióloga e pesquisadora do Centro de Estudos do Mar da UFPR, Mariana Lacerda, e “Recursos Hídricos e Saneamento – Olhar da Gestão Municipal”, apresentada pelo engenheiro Antônio Carlos Gerardi, diretor de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba (SMMA).
A engenheira Ana Auer, vice-coordenadora da Câmara Técnica, também fez uma apresentação no evento e destacou a importância do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) como um marco para a conscientização e ação coletiva em prol da preservação do planeta.
O presidente do IEP, Nelson Luiz Gomez, ao saudar os presentes, ressaltou a relevância da visita técnica realizada ao Centro de Estudos do Mar (CEM) da UFPR, nos balneários de Pontal do Sul e Mirassol, como parte da programação do evento. O grupo teve a oportunidade de conhecer de perto projetos de pesquisa em cultivo de cefalópodes, os laboratórios de reprodução e larvicultura do robalo peva, além de acompanhar o delicado processo de alimentação dos alevinos com zooplâncton, alimentado por fitoplâncton cultivado no próprio CEM. “Foi uma experiência enriquecedora, que reforça o compromisso do IEP com a difusão do conhecimento e com a valorização da pesquisa ambiental desenvolvida no estado”, observou.
Consciência planetária
Ana Auer lembrou que o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, é um evento global que surgiu em 1972, durante a Conferência de Estocolmo. “Foi um marco na história ambiental mundial e é um convite à reflexão e à ação responsável”, afirmou. Ressaltou que a data se configura como oportunidade para promover condutas conscientes de indivíduos e empresas em relação à conservação e preservação dos recursos naturais.
A Engenheira reforçou o conceito de consciência planetária, definido como o entendimento da interdependência entre os seres humanos e a natureza. “Nossa prosperidade foi construída com base no sobreconsumo dos recursos do planeta. Precisamos mudar a forma como produzimos e consumimos”, acentuou.
Em sua fala, a engenheira destacou a evolução temática do Dia Mundial do Meio Ambiente, citando campanhas históricas como “Apenas uma Terra” (1974), “Biodiversidade” (2020) e “Restauração da terra” (2024), até a proposta para 2025: “Eliminação da poluição plástica – uma ação global urgente”. Auer alertou que há mais de 150 milhões de toneladas de resíduos plásticos flutuando nos oceanos, agravando a acidificação marinha. “Estamos literalmente afogados em lixo plástico. Isso mata corais, vegetação e espécies marinhas, e compromete o equilíbrio dos ecossistemas”.
No final de sua apresentação, Ana defendeu o desenvolvimento de tecnologias inovadoras que reduzam o impacto ambiental, com ênfase na diminuição da produção e consumo de embalagens plásticas. “É preciso mudar nossa moral antropocêntrica, carregada do senso de impunidade ecológica. A história não serve apenas para lembrar o passado, mas para nos ensinar a agir diante de problemas que insistem em se repetir”.
Lixo nos oceanos
A bióloga Mariana Lacerda trouxe a perspectiva oceânica para o debate e a urgência de repensar nossa relação com os oceanos. Lembrou que 8 de junho marca o Dia Mundial do Oceano e que estamos vivendo a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, proclamada pela ONU.
Em sua palestra, ela reforçou que o oceano é vital para a vida no planeta. “Cerca de 50% do oxigênio que respiramos vem do oceano, e ele regula o clima, nos dá alimento e protege as nossas costas. Quando falamos do oceano, falamos da nossa própria existência Tudo está interligado”, afirmou.
Segundo Mariana, a poluição marinha, em especial o plástico, é uma das maiores ameaças à biodiversidade dos oceanos. Entre 2015 e 2023, apenas no litoral do Paraná, foram registrados 5.872 animais encalhados, dos quais 1.233 apresentavam interações com lixo. “Os impactos são cumulativos e sinérgicos da poluição, como doenças, lesões, perda de habitat e alterações na reprodução de diversas espécies. O plástico está em toda parte. Chega às praias, entra na cadeia alimentar e ameaça à saúde da fauna e da própria humanidade”.
A pesquisadora destacou a importância do uso de bioindicadores — organismos marinhos que refletem a qualidade ambiental — como ferramenta de monitoramento. Porém, alertou para a carência de dados no Sul Global, inclusive no Brasil. “É preciso padronizar métodos, compartilhar informações e ampliar a colaboração internacional. O lixo percorre um caminho invisível, mas está profundamente conectado entre a cidade e o oceano”, ressaltou.
Cientistas em todo o mundo estão utilizando essas espécies para entender onde o lixo se acumula, quais são os impactos e como eles se espalham. “No entanto, apenas 11 programas de monitoramento de longo prazo foram identificados no mundo, e o Brasil ainda carece de dados sólidos e padronização metodológica”, ponderou.
Por fim, Mariana fez um chamado à cooperação e à ação coletiva e apontou o papel da Engenharia nesse processo, defendendo projetos sustentáveis e circulares. “Engenharia é mais do que calcular estruturas. É desenhar futuros possíveis. Precisamos de inovação na rastreabilidade, reciclagem e criação de embalagens alternativas”. Acentuou que a resposta está na ciência, nas políticas públicas e na ação coletiva. “O oceano que precisamos para o futuro que queremos é um mar de vida, não de plástico. Cada um de nós é uma gota nesse oceano e tem um papel a cumprir”.
Gestão hídrica
Encerrando a programação, o engenheiro Antônio Carlos Gerardi trouxe a experiência prática da gestão pública. Ele apresentou o funcionamento da Diretoria de Recursos Hídricos e Saneamento, que atua com fiscalização ambiental, vistorias hidrossanitárias, acompanhamento de redes públicas de água e esgoto, e monitoramento da qualidade dos recursos hídricos. “Nosso foco é garantir que a cidade cresça com responsabilidade ambiental e segurança hídrica”, explicou.
Antônio Carlos destacou o uso do Índice de Qualidade da Água (IQA) como ferramenta de padronização e análise dos recursos hídricos, com base em parâmetros como oxigênio dissolvido, coliformes fecais e PH. “Realizamos coletas semestrais em 131 pontos distribuídos nas seis bacias hidrográficas de Curitiba, incluindo águas superficiais, poços e bioindicadores. As análises são feitas por empresas contratadas por meio de licitação”.
Entre os principais desafios enfrentados, Antônio Carlos citou a baixa frequência de amostragens, a capacidade fiscalizatória limitada e a poluição difusa. Como solução, anunciou a parceria com a Tecpar para testar sensores fixos de monitoramento contínuo. “A tecnologia permitirá uma resposta mais rápida às alterações na qualidade da água, localizando com precisão as fontes poluidoras”, disse. Também estão sendo buscados financiamentos internacionais para viabilizar o projeto.
Destacou ainda a importância do telediagnóstico e do georreferenciamento das redes de drenagem, que ajudam a identificar falhas estruturais e lançamentos irregulares. “Nosso objetivo é aprimorar o cadastro da rede de drenagem, detectar lançamentos irregulares e melhorar a infraestrutura urbana. Gestão ambiental exige planejamento, tecnologia e investimento em informação de qualidade”.
“A Engenharia tem um papel decisivo na proteção dos nossos recursos hídricos. Planejar, fiscalizar e inovar são verbos que precisam caminhar juntos para um futuro mais sustentável”, concluiu.
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É com profundo pesar que informamos o falecimento do Associado Remido, Engenheiro Civil Nelson Luiz de Sousa Pinto, faleceu neste domingo, 08 de junho de 2025, aos 93 anos, em Curitiba.
O velório está sendo realizado na Capela Municipal São Francisco de Paula – Capela 01.
O local do sepultamento será no Cemitério São Francisco de Paula (Curitiba), no dia 10/06 às 17h00.
O IEP – Instituto de Engenharia do Paraná presta suas condolências à família e aos amigos.
É com profundo pesar que informamos o falecimento do Associado Remido, Engenheiro Civil Oscar Yoshimittsu Takahashi, faleceu nesta quinta-feira, 05 de junho de 2025, aos 70 anos, em Curitiba.
O velório está sendo realizado na Capela Vaticano/Onix.
O local do sepultamento será no Crematório Vaticano (Almirante Tamandaré), no dia 06/06 às 18h00.
O IEP – Instituto de Engenharia do Paraná presta suas condolências à família e aos amigos.
Nesta quarta-feira , dia 04 de junho de 2025, a reunião do BANCO DE IDEIAS contou com a participação do Eng.º Joacir José Bonatto, que ministrou uma palestra sobre o tema “A Engenharia de Telecomunicações acabou?”
Joacir José Bonatto é formado em Engenharia Elétrica e em Telecomunicações pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Possui especialização em Finanças Corporativas pelo ISAE/FGV e MBA pela Business School São Paulo. No âmbito internacional, especializou-se em Comunicações Digitais pelo INICTEL, no Peru, e em Comunicações Avançadas pela Escola Nacional Superior de Telecomunicações (ENST), na França. Também realizou estágio na NTT, no Japão.
Ao longo de sua carreira, ocupou posições de destaque, incluindo Diretor da Proudfoot Brasil, Superintendente da Telepar Celular, Assessor da Presidência da Suzano, Vice-Diretor do Consórcio Globaltelecom, Diretor Administrativo e Diretor de Redes da Global Telecom, além de Gerente do Departamento de Planejamento e Controle da Vice-Presidência de Redes da Vivo. Atuou ainda como consultor para sete empresas internacionais.
Entre suas principais realizações, destacam-se a implantação do serviço de telefonia celular no Paraná pela Telepar Celular, e posteriormente nos estados do Paraná e Santa Catarina pela Global Telecom. Conduziu projetos para a implantação da telefonia rural em 700 distritos do Paraná. Na Vivo, foi responsável pelo planejamento, gestão de projetos de 7.000 obras e pelo controle de um orçamento anual de US$ 1,2 bilhão. Também elaborou o plano para a implantação da rede de banda larga e serviços de vídeo no Paraná.
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Assista a reunião completa abaixo:
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O Instituto de Engenharia do Paraná, por meio da Câmara Técnica Universitária, realiza o 6° encontro voltado à conversação em inglês com foco em temas de engenharia.
O objetivo é oferecer um ambiente descontraído e colaborativo para praticar o idioma e desenvolver vocabulário técnico, contribuindo para a formação de profissionais mais preparados para os desafios do mercado global.
E para te guiar nessa jornada, neste encontro, contaremos com o apoio de um professor de inglês que vai conduzir a conversação e dar dicas valiosas de pronúncia.
Entre em nosso grupo de WhatsApp:
https://chat.whatsapp.com/Di1H3LN0Z3dLLo3MyDam06
- Data: 07/06/2025 (sábado)
- Hora: 10h00
- Local do evento: 5° andar do IEP
Venha participar!
Um grupo de associados do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), liderado pelo presidente, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez, realizou uma visita técnica ao Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), localizado nos Balneários de Pontal do Sul e Mirassol. A comitiva contou ainda com a participação das coordenadoras da Câmara Técnica de Meio Ambiente, Engenheiras Gina Andrade e Ana Auer (vice-coordenadora), além de outros profissionais engajados com as temáticas ambientais e científicas.
Durante a visita, os associados foram recepcionados por um corpo docente altamente qualificado da UFPR, formado pelos professores Armani, Batista, Bersano, Érica, Harumi, Maikon, Natan e Simone. Os docentes apresentaram as instalações e detalharam os desafios enfrentados pela instituição, especialmente em relação ao ingresso, permanência e conclusão dos cursos por parte dos estudantes.
Entre os destaques da visita esteve a apresentação dos projetos de pesquisa sobre o cultivo de cefalópodes. Os participantes puderam observar de perto a polvo fêmea batizada de Vitória, que está sob cuidados especiais, proporcionando um raro contato com o comportamento dessa espécie em ambiente controlado.
Outro ponto alto foi a visita aos laboratórios de reprodução e larvicultura do Robalo Peva. O grupo acompanhou o processo de alimentação dos alevinos, que na fase inicial consomem zooplâncton, este por sua vez alimentado por fitoplâncton cultivado nos próprios laboratórios do CEM. Quando atingem cerca de 3 cm, os jovens robalos são doados a comunidades ribeirinhas para criação em gaiolas, promovendo inclusão produtiva e geração de renda sustentável.
“Retornamos da visita enriquecidos pela experiência técnica e científica de grande relevância, reconhecendo o valor do trabalho desenvolvido no CEM e reforçando o compromisso do IEP com a difusão do conhecimento e a valorização da pesquisa ambiental”, resume o Presidente.
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O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) deu início à Semana do Meio Ambiente na noite de 3 de junho, com um evento no Centro de Eventos, reunindo especialistas e autoridades para discutir práticas sustentáveis em nível municipal e industrial. Promovida pela Câmara Técnica de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Saneamento, a abertura contou com a presença de autoridades e duas palestras de destaque.
Conduzido pela coordenadora da Câmara Técnica, Gina Guerra Andrade, o evento foi aberto pelo presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez. “Nosso evento, embora com uma duração um pouco menor, é um momento de conscientização sobre o que realmente importa: preservar o meio ambiente e garantir que as futuras gerações possam viver em um planeta mais sustentável, saudável e recuperado das agressões que, infelizmente, ainda sofre”, disse. “O desenvolvimento deve caminhar lado a lado com a preservação ambiental e que é fundamental pensarmos sempre em formas de minimizar esses efeitos e buscar o menor impacto possível”, adicionou.
A abertura do evento contou com as palestras de Ibson Gabriel Martins de Campos, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba, que falou sobre “Curitiba – Verde, Azul e Sustentável”, e de Andrei Kuhnen e Thiago Yamabuchi, da Renault do Brasil, que abordaram o tema “Sustentabilidade e economia circular da Renault”.
Protagonismo ambiental
Ibson de Campos destacou o papel da gestão pública na consolidação da capital paranaense como referência em planejamento urbano e preservação ambiental. Ressaltou que a proposta urbanística de Curitiba sempre esteve alinhada à proteção dos recursos naturais, à recuperação de áreas degradadas e ao tratamento de corpos hídricos, com cada gestão agregando novas inovações e estratégias sustentáveis.
Entre os principais programas e projetos em curso, ele destacou o Plano de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima – PANCLIMA. “Trata-se de um documento estratégico da política urbana de Curitiba, com metas até 2050, e que estabelece 20 ações prioritárias em cinco eixos: qualidade ambiental e urbana, eficiência energética, gestão de resíduos sólidos e efluentes, mobilidade urbana sustentável e hipervisor urbano e inovação. “O plano prevê ações voltadas à neutralidade de carbono, governança climática, resiliência a riscos climáticos e inclusão social por meio da ação ambiental”, acentuou.
Outro destaque é o Ecodistrito do Belém, um projeto urbano em desenvolvimento que integra habitação, comércio, áreas verdes e infraestrutura sustentável. O Ecodistrito propõe soluções inovadoras para mobilidade, gestão de resíduos e uso eficiente de recursos naturais e requalificação paisagística da região do Rio Belém. “Com investimentos previstos de R$ 505 milhões, o polígono do projeto vai da Avenida Marechal Floriano até a Avenida das Torres, e do Rio Iguaçu até a Linha Verde”, observou.
Sobre o projeto Reserva Hídrica do Futuro, Ibson informou que é uma parceria entre a Prefeitura, o Governo do Estado e a Sanepar, e prevê a criação de grandes lagos na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Iguaçu, com capacidade para armazenar 43 bilhões de litros de água. A iniciativa reforça a segurança hídrica e a resiliência climática da cidade, sendo uma das ações vinculadas ao PANCLIMA.
Citou os projetos de Descarbonização e Mobilidade Sustentável, que incluem a adoção de 70 ônibus elétricos, com previsão de economia de R$ 147 milhões e potencial de redução de 6.650 toneladas de CO₂ por ano. Integram ainda os planos de eletromobilidade no transporte de cargas e projetos de energia renovável, como a Pirâmide Solar de Curitiba, que gerará cerca de 8.796 kWh e pode abastecer até 61% dos prédios públicos – com meta de alcançar 100%. A economia estimada é de R$ 4,5 milhões ao ano, com redução adicional de 2.739 toneladas de CO₂.
Ibson resumiu, ainda, o “Curitiba – Soluções Baseadas na Natureza (SBN)”, voltado à proteção e restauração de ecossistemas urbanos. Entre os principais destaques estão: parques lineares, parques esponja, corredores ecológicos que fortalecem a biodiversidade e o projeto internacional Generation Restoration.
Ao final da apresentação, Ibson reforçou que a integração entre políticas ambientais, planejamento urbano e inovação tecnológica torna Curitiba uma referência nacional e internacional em sustentabilidade. “Não se trata apenas de proteger o meio ambiente, mas de pensar o futuro das cidades com responsabilidade, inteligência e compromisso com as próximas gerações”, concluiu.
Nova mobilidade
No início da palestra, Andrei Kuhnen convidou o público a revisitar o cenário de cinco a oito anos atrás, quando os debates sobre nova mobilidade eram centrados na tecnologia — carros autônomos, elétricos e conectados. “Hoje, esses avanços já são realidade. Quando falamos em nova mobilidade, pensamos principalmente em sustentabilidade, segurança e inclusão”, explicou.
Segundo Andrei, a segurança está diretamente ligada à tecnologia embarcada, com sistemas automatizados que contribuem para a prevenção de acidentes causados por falha humana. Para ele, a sustentabilidade tem como foco especial a mobilidade elétrica. Alertou que o impacto ambiental positivo dos carros elétricos depende de toda a cadeia, especialmente da matriz energética do país. “No Brasil, com o crescimento exponencial da energia fotovoltaica, a mobilidade elétrica se torna ainda mais relevante”, pontuou.
Outro ponto destacado, foi o desafio do fim da vida útil das baterias. Andrei explicou que, após cerca de 10 anos gerando tração para os veículos, as baterias podem ganhar uma “segunda vida” em aplicações estacionárias — como sistemas de armazenamento de energia em edifícios. “Aí, sim, o ciclo da mobilidade elétrica começa a fechar com ganhos reais em sustentabilidade”, disse.
Andrei lembrou que a Renault passou por uma reestruturação global, com criação de marcas diferentes, visando ao desenvolvimento de soluções de transporte com zero emissões e matriz elétrica menos intensiva em carbono, de motores híbridos e de combustão interna de alta eficiência energética, de veículos elétricos baseados em software e, ainda, focar a atuação em economia circular, visando a aumentar a durabilidade dos veículos, investir em remanufatura de peças e otimizar a reciclagem de matérias-primas. “É essencial fazer o veículo durar mais. E, quando chegar ao fim da vida útil, em vez de reciclar diretamente, pensar na remanufatura de componentes”, afirmou Kuhnen.
Como exemplo de aplicação dos princípios sustentáveis, Andrei falou do Renault Kardian, desenvolvido no Brasil e lançado em 2023. O modelo, segundo ele, traz avanços concretos em sustentabilidade. “Cerca de 10% dos plásticos utilizados são reciclados; 20% da matéria-prima do veículo é reciclada; com a reutilização de resíduos industriais (scraps) da planta, a reciclabilidade chega a 30%; mais de 85% da matéria-prima do Kardian é reciclável”.
Uso de dados
Em sua apresentação, Thiago Yamabuchi destacou como a montadora tem usado dados e inteligência artificial para aumentar a eficiência e promover a sustentabilidade industrial, ressaltando o papel dos dados nesse processo. Ele citou uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial segundo a qual, em 2025, o mundo deverá atingir a impressionante marca de 175 zettabytes de dados. “Para se ter uma ideia, se um byte fosse um grão de arroz, um zettabyte encheria o Oceano Pacífico. Agora imagine 175 vezes isso”, explicou.
Segundo ele, o cenário atual é ideal para o uso inteligente dessas informações, graças à capacidade de processamento e à inteligência artificial. “Mais do que nunca, estamos preparados para usar os dados não apenas para eficiência, mas para sermos mais sustentáveis — especialmente nas plantas industriais”.
Um dos exemplos apresentados envolve o uso de dados meteorológicos, históricos e de produção para otimizar o funcionamento dos fornos de pintura da fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR). Com base em previsões climáticas fornecidas pela Universidade Federal do Paraná e dados internos da linha de produção, a empresa está desenvolvendo um sistema capaz de determinar o momento ideal para ligar os fornos, evitando desperdício de energia.
“E como a Renault é autossuficiente em energia, o excedente pode ser vendido no mercado livre.” A intenção da montadora é tornar esse processo totalmente automatizado, eliminando a necessidade de decisão humana baseada em estimativas. “Passamos a considerar variáveis como umidade, que antes não entravam na conta, mas que afetam diretamente a retenção de calor”.
Outro ponto abordado na palestra foi a diversidade de máquinas da fábrica — algumas conectadas à nuvem, outras não — e o desafio de integrar esses sistemas. “Trabalhamos com séries históricas e algoritmos de machine learning para prever necessidades de manutenção, economizar fluidos e reduzir o uso desnecessário de energia”. Ele destacou o uso de modelos prontos de inteligência artificial. “Nossa missão é preparar esse meio de campo para que as equipes se apropriem dessas ferramentas e as usem para melhorar sua eficiência.”
Por fim, ele compartilhou um projeto inovador em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina: a transformação de resíduos plásticos, os chamados scraps, em pó para produção de filamentos para impressoras 3D. “Queremos deixar de vender esse material como resíduo e convertê-lo em produto com valor agregado, reaproveitável e mais sustentável.”
Thiago encerrou sua apresentação reforçando a importância da inovação com propósito. “O objetivo é claro: usar dados e tecnologia para criar uma indústria mais eficiente, inteligente e ambientalmente responsável.”
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Na data de hoje celebramos o Dia do Engenheiro Mecânico.
Este profissional garante mais eficiência e produtividade a inúmeros setores da indústria, contribuindo para projetos, análises, fabricação e manutenção de sistemas mecânicos, máquinas e dispositivos.
O IEP – Instituto de Engenharia do Paraná deseja a todos os Engenheiros Mecânicos muitas alegrias e realizações!
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O Instituto de Engenharia do Paraná, através de sua Câmara Técnica de ESG, promove o evento sobre “Compras Sustentáveis” no dia 17 de junho, a partir das 08h00, no Auditório do 2° andar do IEP e com transmissão pelo canal do YouTube. A inscrição será 1kg de alimento não perecível.
PROGRAMAÇÃO:
- Introdução
08h00: Recepção e Credenciamento
08h15: Abertura e Boas-Vindas
- Importância de Compras Sustentáveis para a pauta ESG
08h30: Palestrante: Roberto Roche
- Implantação de um Processo de Compras Sustentáveis
09h00: Palestrante: Rômulo Viel
- Sustentabilidade na cadeia de fornecimento
09h30: Palestrante: Rafael Benke
- Compras Sustentáveis na Itaipu
10h00: Palestrante: Adriano Hammerschmidt
- Como acelerar o Processo de Compras Sustentável
10h30: Moderadora: Maristela Parigot
- Encerramento
11h00: Networking
Roberto Roche: Especialista em gestão de ESG (Environmental, Social and Governance), Princípios do Equador, PRI e padrões do IFC para investimentos em infraestrutura. Ao longo de + 40 anos consolidou sua experiência exercendo vários cargos até alcançar a Vice-presidência em ESG / QSMS-RS & Sustentabilidade Corporativa para fundos de investimentos na África e Asia com forte atuação nas áreas de Óleo & Gás, Energia, Portos e Mineração em mais de 15 países da América Latina, África Ásia e Oriente Médio. Responsável e atuando hands on, realizando due diligencies para tomada de decisão de investimentos, M &A e IPOs. Conselheiro do Conama 2000-2008; Perito Socioambiental do Ministério Público Federal; Pós.doc- (Aberdeen U. – UK); MBA Harvard University USA; PhD (UCLA – USA); MSc (Texas A&M – USA); BSc (Maryland U. – USA); Engenheiro Químico; BSc (UFRJ); Biólogo Marinho; Auditor SGI- ISO 9001 / ISO 45001-BRTÜV, Auditor Líder Ambiental, IEMA / EARE, UK; Auditor Líder ISO 9001 IRCA; Auditor Líder ISO 14001-RAB; Auditor SSASMAQ, Auditor Conama 306, Auditor Líder e Revisor da ISO 45001 final para a OIT, Auditor Líder ISO 26000; Auditor SA 8000 e Auditor AA 1000(relatórios de Sustentabilidade).
Rômulo Viel: Engenheiro químico pela UFPR, MSc em Saneamento Ambiental pela ENSP/Fiocruz, MBA em Propriedade Intelectual pela FGV/RJ, especialista em sustentabilidade e inovação, consultor de gestão de projetos há mais de 25 anos.
Rafael Benke: Líder empresarial e uma voz de destaque na agenda ESG e de direitos humanos na América Latina, é CEO e fundador da Proactiva Results e da DueTech ESG, já apoiou mais de 500 empresas em 14 países na construção de governança responsável, estratégias sustentáveis e inteligência de riscos. Com passagem pela Vale, atuou como Diretor Global de Assuntos Corporativos, Vice-Presidente da INCO no Canadá e executivo em sustentabilidade na Suiça, Rafael liderou a gestão internacional de riscos ESG e institucionais, negociações internacionais e implementação de práticas pioneiras de sustentabilidade corporativa, com equipes em todos os continentes em mais de 30 países. Hoje, continua a transformar empresas com consultorias e dados para decisões com impacto real, articulando visão de futuro com pragmatismo na Proactiva Results e Duetech ESG.
Adriano Hammerschmidt: Com 28 anos de trajetória profissional, Adriano Hamerschmidt é doutorando em Administração com foco em Estratégia em Organizações, possui mestrado em desenvolvimento sustentável, autor de livro na área de custos e especialista em sustentabilidade, com formação em economia, contabilidade e finanças. Atualmente, atua como Técnico Sênior na Itaipu Binacional, onde é Assistente da Superintendente de Compras e Coordenador Brasileiro do Comitê de Compras Sustentáveis. Sua carreira inclui ainda atuação como perito, consultor, diretor administrativo-financeiro hospitalar e professor, além de participação ativa na elaboração de relatórios de sustentabilidade com base na metodologia GRI.
Maristela Parigot: Engenheira química com mestrado em Engenharia Ambiental e MBA em Gestão, com formação no Brasil, EUA e Itália. Viveu 15 anos no exterior e tem ampla experiência em indústria e consultoria estratégica. Fundou e liderou por 15 anos uma empresa de consultoria, com foco em auditorias para a PETROBRAS, somando mais de mil avaliações em EHS, ESG e sistemas ISO. Atualmente, atua com investimentos, negócios internacionais e comércio exterior. Preside o IRIP e integra os conselhos do IEP e da ACP.
- Data: 17/06 (terça)
- Horário: 08h00
- Local: Auditório 2° andar / YouTube
Ingresso: 1kg de alimento não perecível.
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*ATENÇÃO: Tenha o QR Code em seu celular para ter acesso às catracas no dia do evento.