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IEP promove a 8ª Semana Acadêmica de Engenharia com foco no futuro da profissão

O Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizou a abertura da sua 8ª Semana Acadêmica de Engenharia, um evento de cinco dias focado em conectar os futuros profissionais às inovações, tendências e demandas do mercado. O objetivo é fortalecer a engenharia como pilar do desenvolvimento do Paraná e do Brasil.

A abertura do evento foi conduzida por Mateus Pizzatto, associado da Câmara Técnica Universitária do IEP e faz parte do CREA-JR. Ele destacou que o IEP tem como missão projetar soluções para as necessidades da população. Com mais de 4.248 associados, promove a oitava edição da Semana Acadêmica de Engenharia para conectar os futuros engenheiros às inovações e tendências da área. O evento oferecerá palestras e visitas técnicas para preparar a nova geração de profissionais.

A mesa de abertura reuniu o presidente do IEP, Nelson Luiz Gomez; o presidente do Crea-PR, Clodomir Luiz Ascari; o secretário de Urbanismo de Curitiba, Almir Bonato; o diretor-geral da Mútua Paraná, Edson Luiz Dalla Vecchia; o reitor da UTFPR, Everton Lozano; o coordenador de Planos e Projetos da UFPR, Marco André Argenta; o coordenador do Curso de Engenharia Mecânica da PUC-PR, professor Leonardo Cavaleiro Martinez; e o assessor de comunicação da Mútua, Felipe Pasqualini.

Para a abrir esta edição, o IEP convidou Antoninho Caron, presidente do CIEE/PR, e Alessandro de Castro, superintendente do IEL Paraná, para falarem sobre “Ingressando no Mercado de Trabalho”. A moderadora do painel foi a presidente do IRIP – Instituto de Relações Internacionais do Paraná, Maristela Parigot.

Preocupação

Em sua fala, o presidente do IEP, Nelson Luiz Gomez, manifestou preocupação com a queda no número de estudantes de engenharia no Brasil e a baixa proporção de engenheiros por habitante em comparação com outros países, como a Coreia do Sul. Ele defendeu a necessidade de incentivar a vocação para a engenharia desde o ensino fundamental, com um foco especial na matemática, para reverter o cenário e garantir a competitividade do país no mercado global.

Colaboração

O presidente do CREA-PR, Clodomir Luiz Ascari, destacou a importância da colaboração entre o setor público, a academia e o mercado de trabalho. Apresentou o programa Mais Engenharia, uma parceria com a Itaipu e a UEPG que emprega recém-formados em 50 municípios, com foco em gestão pública e sustentabilidade. Frisou que “nosso objetivo é aplicar a engenharia em benefício da sociedade, garantindo que os impostos sejam bem utilizados para melhorar a qualidade de vida da população”.

Parceria

Para Felipe Pasqualini, a Mútua tem grande satisfação em ser parceira do IEP, que completa 100 anos no próximo ano. “Estamos colaborando na edição de três volumes de livros do Instituto, dois dos quais já foram lançados. Convido os jovens estudantes de engenharia a participarem do programa Mútua Júnior”.

Formação

O secretário de Urbanismo de Curitiba, Almir Bonato, reforçou que a Prefeitura de Curitiba está sempre aberta para receber estagiários e auxiliar na formação de novos profissionais. “Temos um governo pautado pela conversa e pela troca de experiências, por isso, participamos frequentemente dos eventos do IEP”, afirmou. Salientou que a Secretaria de Urbanismo conta com cerca de 100 estudantes em estágios nos quatro departamentos da pasta (Uso do Solo, Controle de Edificações, Fiscalização e Cadastro Técnico) e também nos nove núcleos regionais. “Acreditamos na importância da colaboração e estamos prontos para receber e auxiliar estudantes de graduação e pós-graduação em suas pesquisas e estágios”, finalizou.

Inovação

O diretor-geral da Mútua-PR, Luiz Dalla Vecchia, destacou a importância da engenharia como base para o desenvolvimento de qualquer nação. Ressaltando que eventos como a Semana são essenciais para manter os profissionais atualizados e preparados para os desafios do mercado, além de fortalecer a troca de experiências entre eles. Mencionou o programa Mútua Júnior, que nasceu no Paraná e se expandiu para todo o Brasil, oferecendo vantagens aos estudantes de engenharia. E, ainda, uma nova iniciativa focada em inovação e empreendedorismo.

Apagão

Everton Lozano enfatizou que a engenharia é o DNA da instituição, única universidade tecnológica federal do país, com mais de 116 anos de história e um vasto número de cursos de graduação e pós-graduação. Ele expressou uma grande preocupação com o atual cenário do ensino superior, que enfrenta um problema crônico de evasão e uma grave escassez de profissionais de engenharia. “Alerto sobre um “apagão” iminente de engenheiros no Brasil até 2035, por cauda da falta de professores nas licenciaturas, o que tem um impacto direto na qualidade da formação básica”. Ainda destacou a necessidade urgente de um projeto de estado para o setor, que não dependa de governos e de suas flutuações. A metodologia de ensino não acompanha as rápidas transformações do mundo e o avanço da tecnologia, como a inteligência artificial, observou. Por fim, o reitor defendeu que a sociedade, as instituições de ensino e as entidades de classe precisam se unir para repensar o modelo de formação de engenheiros, garantindo que os futuros profissionais estejam preparados para os desafios de um mundo em constante mudança.

Mudanças

“Há uma necessidade urgente de modernizar a forma de ensino em engenharia. A educação atual está defasada e que as mudanças precisam começar nas próprias instituições de ensino, sem depender de iniciativas externas”, destacou Marco André Argenta. “É crucial estabelecer parcerias mais fortes entre a academia e o mercado de trabalho, pois o objetivo não é formar apenas engenheiros teóricos, mas sim profissionais capazes de atuar de forma prática e eficiente logo após a formatura”, salientou. Segundo ele, é preciso acompanhar as inovações tecnológicas, como a inteligência artificial, para não ficar para trás. “Os engenheiros brasileiros devem ser formados como profissionais de verdade, para que possam competir globalmente”.

Diálogo

Ao se dirigir aos participantes do evento, Leonardo Cavaleiro Martinez ressaltou a importância da parceria entre a universidade e o mercado para a formação dos futuros engenheiros. “O futuro da engenharia depende do diálogo constante entre a academia e as empresas. Essa colaboração garante que a formação dos alunos vá além da sala de aula, preparando-os para os desafios reais do mercado”. Disse que o evento não apenas aprimora as competências técnicas dos estudantes, mas também desenvolve a visão prática, o senso crítico e a capacidade de inovar, além das habilidades socioemocionais. Ele concluiu que a engenharia é uma profissão a serviço da sociedade e que a união entre academia e mercado é fundamental para fortalecer o setor e impulsionar o desenvolvimento do Paraná e do Brasil.

Ingressando no mercado de trabalho

O painel que marcou a abertura do evento reforçou a visão de que a capacidade de inovação e as habilidades interpessoais são cruciais para o sucesso na carreira. O CIEE-PR e o IEL buscam preparar os jovens não apenas com conhecimento técnico, mas também com soft skills e vivência prática, garantindo que cheguem ao mercado de trabalho com proatividade e capacidade de inovar.

O presidente do CIEE-PR, Antoninho Caron, iniciou sua fala destacando que a capacidade de inovação é o principal motor do desenvolvimento de países como Coreia do Sul, Taiwan e Malásia. “A história não se restringe ao passado, mas sim à constante transformação, seja na vida de um jovem, na evolução de uma empresa ou no crescimento de uma nação”, disse.

Desconexão

Ele explicou que o CIEE foi criado para ser a ponte entre a teoria acadêmica e as demandas do mercado de trabalho. Ele criticou a desconexão atual, argumentando que “os professores universitários não deveriam atuar apenas no ambiente acadêmico, mas também nas empresas, para transmitir o conhecimento prático”. Afirmou que “a experiência se vive, não se ensina, e essa vivência, com seus acertos e erros, é fundamental para a formação dos estudantes”.

Ao abordar o futuro do trabalho, Antoninho apresentou os resultados de uma pesquisa com 70 empresas paranaenses. “Embora as companhias consigam contratar os melhores profissionais técnicos (engenheiros, agrônomos, advogados), a maior dificuldade está em encontrar talentos com habilidades interpessoais, como relações públicas e liderança”, pontuou. O CIEE atua para suprir essa lacuna, oferecendo assistência psicológica e pedagógica aos estagiários, preparando-os para as entrevistas e a dinâmica do ambiente corporativo.

Novas ideias

Ainda reforçou que a integração entre empresas, escolas e jovens profissionais é essencial para a construção de um novo tempo. “O objetivo é que os estagiários não sejam vistos como mão de obra barata, mas como agentes de mudança, que trazem novas ideias e visões, contribuindo para a inovação e o crescimento das empresas. Esse processo de colaboração mútua permite a evolução e a criação de uma sociedade mais forte e com mais oportunidades”.

Para ele, a valorização e a promoção do ser humano são a essência do trabalho do CIEE. “A missão é preparar os profissionais de hoje para que, no futuro, se tornem líderes, executivos e condutores dos rumos das empresas e do país, garantindo um ciclo virtuoso de desenvolvimento e prosperidade”, concluiu.

Habilidades

O superintendente do IEL, Alessandro Castro, ressaltou que as instituições precisam se reinventar para serem atrativas para os jovens. Ele enfatizou a importância do IEL, que atua há 56 anos como uma ponte entre a academia e o mercado de trabalho. “Essa conexão é fundamental para garantir que os profissionais formados tenham as habilidades e competências que o mercado de trabalho exige”.

Alessandro mencionou diversas iniciativas do IEL para estimular os jovens a ingressarem nas carreiras de engenharia. Uma delas é o projeto “Fantástica Fábrica do Futuro”, que leva 7.500 adolescentes para visitas a indústrias, proporcionando uma experiência real do ambiente de trabalho. Além disso, o IEL leva profissionais experientes às escolas para que eles possam compartilhar suas trajetórias e inspirar os estudantes sobre as oportunidades de carreira.

Competências

O superintendente destacou a Academia de Talentos do IEL, que oferece cursos focados no desenvolvimento de habilidades socioemocionais, as chamadas soft skills. “Embora as competências técnicas sejam cruciais, as empresas têm uma grande demanda por profissionais com habilidades comportamentais e de relacionamento interpessoal. A falta desses atributos é um dos principais desafios para as empresas na hora de contratar”, enfatizou.

Para ele, a colaboração entre instituições sérias é essencial para o futuro da engenharia. Ele defendeu que a interação entre gerações, a experiência dos profissionais sêniores e a criatividade dos jovens, é a chave para a inovação. “Essa união de esforços não só prepara os jovens para, o mercado de trabalho, mas também contribui para o desenvolvimento da sociedade”, disse.

O IEL trabalha para que as empresas criem ambientes de trabalho mais acolhedores para os jovens, auxiliando em seu desenvolvimento e permanência. “Da mesma forma, as instituições de ensino devem se reinventar para que os jovens possam contribuir com suas habilidades tecnológicas e criativas. É essa colaboração mútua que garantirá que o Brasil forme os engenheiros do futuro, atendendo às demandas do mercado e promovendo o crescimento do país”, concluiu.

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Assista ao evento completo abaixo ou no Canal do IEP no YouTube:

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